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quinta-feira, 11 de abril de 2013








































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Tomate cai 43% na Ceagesp
 Enviado por luisnassif, qui, 11/04/2013 - 11:29

Da Folha

Oferta melhora e tomate cai 43% na Ceagesp

Por Mauro Zafalon

Com CLARA ROMAN

Pisoteado nas últimas semanas, o tomate deverá ser esquecido a partir de agora. A oferta melhora, e os preços começam a voltar ao normal.

Apenas neste mês, a queda acumulada dos preços já é de 43% na Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo).

O tomate viveu nos últimos meses um período de incertezas agrícolas, muito comum a vários produtos do setor. A safra do ano passado foi muito boa, a oferta cresceu e os preços despencaram.

Houve uma migração de muitos produtores para outras culturas. O resultado foi uma redução na área plantada e uma oferta menor neste início de ano.

A avaliação é de Josmar Macedo, assistente-executivo da Ceagesp. Para ele, a situação foi agravada devido ao excesso de chuva no período de colheita. A queda de oferta fez o preço disparar.

Redução de área e chuvas provocaram uma queda de 27% na oferta de tomate na Ceagesp nos três primeiros meses deste ano em relação a igual período de 2012.

Macedo acrescenta um terceiro fator de pressão nos preços. A coincidência de todo esse cenário desfavorável de produção com uma demanda forte na Semana Santa.

Com isso, o quilo do tomate extra AA foi negociado a R$ 7,81 no fim de março na Ceagesp. Ontem estava a R$ 4,42. "Agora o clima ajuda, o produtor consegue produzir e a oferta aumenta."

Na avaliação dos pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a descapitalização do produtor, devido aos preços baixos no ano passado, provocou uma redução de área de 17,5% nas principais regiões de produção.

A estimativa mais recente do IBGE indica 3,8 milhões de toneladas para este ano, 2,4% menos do que se estimava no início do ano.

Em algumas regiões, como o Paraná, a queda de produção atinge 41% sobre a anterior. Em Goiás, líder nacional, a redução deverá ser de 10%, segundo o IBGE.

A pressão no bolso do consumidor, que chegou a 27% nas últimas quatro semanas, segundo a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), começará a diminuir.

João Paulo Deleo, do Cepea, afirma que a situação ainda pode ser instável porque não houve um aumento consistente de oferta.



Efeito safra O preço médio da saca de arroz cai com o avanço da colheita no Rio Grande do Sul. A saca foi negociada ontem a R$ 30,2, em média, no Estado.

De olho Os produtores gaúchos não veem com bons olhos esse recuo nos preços. A continuação da queda fará com que os valores de comercialização se aproximem dos do custo de produção.

Nova alta A carne bovina mantém tendência oposta à do frango e do suíno. A arroba de boi gordo pronto para o abate subiu para R$ 101,50 ontem em São Paulo, 0,5% acima dos valores de terça-feira.

Acima Com a alta, a arroba supera em 6% o preço do mesmo período do ano passado, segundo a Informa Economics/FNP.

Recuo O frango, em queda, está em R$ 2,20 por quilo. Já a arroba de suíno caiu para R$ 53,4, em média, em São Paulo.

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China eleva ainda mais os estoques de algodão

O apetite chinês por algodão continua grande. O relatório de oferta e demanda de ontem do Usda (Departamento de Agricultura dos EUA) estima importações de 3,59 milhões de toneladas nesta safra pelos chineses.

A compra servirá para elevar os estoques do país. A dúvida é o que os chineses vão fazer com essa "montanha de algodão" que vêm acumulando, segundo analistas da AgRural, de Curitiba


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