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sexta-feira, 19 de abril de 2013


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MinC precisa compreender melhor os Pontos de Cultura
 Enviado por luisnassif, sex, 19/04/2013 - 15:23



Por Carlos Henrique Machado Freitas

Do Trezentos

Pontos de Cultura e o Ministério da Cultura - A busca por um sentido

Por Carlos Henrique Machado Freitas

A vocação solidária dos Pontos de Cultura sustenta uma organização social, enquanto na outra ponta exerce uma vontade permanente de desorganizar o serviço dos atores hegemônicos do chamado mercado cultural global. Esse processo impede que o poder, sempre crescente, das grandes corporações no seio da sociedade elimine o conjunto das manifestações específicas da cultura brasileira, porque seus espaços não fazem parte dos fluxos e nem obedecem de forma alienada e subalternizada ao pensamento hegemonizado.

O MINISTÉRIO DA CULTURA E O FATO POLÍTICO

É fundamental que a Ministra Marta Suplicy tome os Pontos de Cultura como um fato político, como uma ação indispensável para entender o funcionamento do conjunto da sociedade num exercício de debates e acordos sempre em busca de um sentido que exerça no próprio Ministério da Cultura, vida reflexiva. Na verdade uma reflexão sobre a cultura viva do Brasil que é contrarracional, isto é, suas formas de convivência não devem ser vistas senão por sua própria regulação criada a partir do seu território. Do contrário, o MinC seguirá as características da radicalidade hegemônica que produz fragmentação social e constrói pactos explícitos com as políticas claramente estabelecidas pelos atores hegemônicos da globalização cultural.

Os Pontos de Cultura são espaços de exercício de existência plena. São formas e fontes que garantem à base geográfica da sociedade brasileira a construção de um processo profundo que se constitui também em território de nossas histórias. Se o MinC seguir consagrando a outra ordem, substituirá a ordem humana e seus fatos concretos por outra, a da produção das meias verdades infinitas.

Se tomarmos o Brasil como um caso particular para discutir mais de perto essa questão, perceberemos que, diante da globalização cultural e seguindo as normas públicas, a nossa realidade como sociedade progressista só se revelará nos Pontos de Cultura que ocupam o espaço político da cultura brasileira.

O mundo financeiro constrói a sua infra-estrutura atribuindo às grandes empresas a condição de visibilidade mentirosa, se elas influenciam os ditos valores econômicos com suas maravilhas técnicas, na cultura contemporânea é um equívoco pensar que essa informação exercerá força como contrapartida às relações internas do povo brasileiro.

Portanto, as novas realidades brasileiras têm que buscar um tipo de política pública de exercício pleno da sociedade, assim o cotidiano de cada cidadão enriquecerá a própria experiência e realizará de forma comunitária as perspectivas de um futuro extremamente diversificado não representado pelo lucro, mas pela informação, pela comunhão universal, pela possibilidade efetiva de se criar mais e mais artérias de novas formas de comunicação.

O Ministério da Cultura precisa compreender melhor esse fenômeno brasileiro chamado Pontos de Cultura, unicos que demonstram capacidade de articulação política progressista, pois, diferente disso,o MinC corre o risco de perder seu próprio sentido como a instituição cultural, política, social mais importante do Brasil.

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