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sexta-feira, 29 de março de 2013


Neneh Cherry: "7 seconds"
 Enviado por luisnassif, sex, 29/03/2013 - 16:09



Por peregrino
Neneh Cherry: "7 seconds"
Enviado por luisnassif, sex, 29/03/2013 - 16:00

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Funeral March, de Chopin
 Enviado por luisnassif, sex, 29/03/2013 - 16:35



Por Zuraya

Classical - Chopin - Funeral March


Tocando em frente, com Almir Sater
 Enviado por luisnassif, sex, 29/03/2013 - 16:21

Por Lourdes

terça-feira, 19 de março de 2013

Sabesp quer aumentar conta de água
 Enviado por luisnassif, ter, 19/03/2013 - 11:22

Por Demarchi
Da Folha
Painel

Enquanto Dilma faz desonerações, Alckmin deve aumentar conta de água

Vera Magalhães

Quem paga a conta Enquanto Dilma Rousseff promove desonerações em série para deter a inflação, Geraldo Alckmin tem encrenca à vista: a Sabesp quer incorporar aditivo de 7,5% ao reajuste anual das contas de água na cidade de São Paulo, que deve ficar próximo de 2%. A revisão tarifária compensaria a empresa, controlada pelo Estado, por uma injeção de recursos do mesmo percentual que fez no fundo de saneamento da capital em 2009, quando José Serra era governador e Gilberto Kassab, prefeito.

Freio A agência reguladora paulista contratou empresa para auditar os investimentos da Sabesp antes de decidir se acolhe a revisão da tarifa, que traria impacto ao consumidor a partir de agosto. O contrato entre a empresa e a prefeitura, de 30 anos, prevê injeção de R$ 16 bilhões.

Redução... Preocupado com o desgaste da medida, Alckmin estuda saída menos onerosa com sua equipe. Auxiliares do tucano defendem a pulverização desse índice adicional em até quatro anos.

... de danos Alegando desconhecer o processo, a prefeitura pediu prazo para submeter o tema ao comitê gestor dos serviços de água e esgoto da capital. Na próxima sexta-feira, contudo, o Estado deve dar seu veredicto.
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A conexão da CIA com o Vaticano
 Enviado por luisnassif, ter, 19/03/2013 - 11:35

Por Andre Araujo
A CIA E O VATICANO _ Muitas estorias sobre a CIA são pura invenção mas existem alguns bastidores com fundos de verdade. Um deles é a conexão entre a CIA e o Vaticano, que teve importancia historica que se projetou por toda a Guerra Fria até o fim da União Sovitica e do comunismo.

Allen Dulles foi o criador da CIA em 1947. Diplomata de carreira desde 1916 passou a Segunda Guerra como diretor regional do OSS-Office of Strategic Services, um orgão de inteligencia da Secretaria de Guerra e Marinha dos EUA. Dulles foi o inspirador de operações importantes na Italia, a mudança de lado do Reino da Italia em Setembro de 1943, que trocou de lado da Alemanha para os EUA, depois da queda de Mussolini. O desligamento da Italia do bloco alemão foi negociado em Lisboa e foi um grande golpe para o Terceiro Reich. A segunda operação organizada por Dulles foi a rendição em bloco de todas as forças alemãs na Italiam cerca de 1 milhão de homens bem equipados e abastecidos e que teoricamente poderiam oferecer uma resistencia custosa no Norte da Italia. Dulles fez um acordo com o General da SS Karl Wolff, terceiro homem na hierarquia da SS, a negociação foi feita em Arosa, na Suiça , pessoalmente entre Dulles e Wolff. Dulles pediu a Wolff uma prova de seu comando, a libertação do chefe dos partigiani que estava em uma prisão alemã, Ferruccio Parri, qu depois seria importante politico na Republica Italiana. Parri foi solto em 48 horas e o acordo foi fechado.

O objetivo do acordo, para os Aliados não era a Guerra, ja praticamente ganha mas sim evitar que o Norte da Italia fosse liberado pelos partigiani que eram controlados pelos comunistas, evitando que a eles  tivessem força politica manjoritaria no pós-guerra. Os comunistas mandavam na resitencia italiana, o partigiani Walter Laudisio foi quem executou Mussolini e o pendurou de cabeça para baixo em um posto de gasolina em Milão. Posteriormente Laudisio foi um importante Senador pelo Partido Comunista Italiano, que saiu da guerra como o grande vitorioso por causa da resistencia.

Nas duas operações, a virada de 8 de setembro de 43 e a rendição alemã de março de 1945, Dulles atuou em intima colaboração com o Vaticano, que tambem tinha enorme intersse no enfraquecimento da guerrilha comunista no Norte da Italia como força politica na Italia dos pós guerra.

A familia Dulles era pesa pesado na politica americana. Um avô (John W.Dulles) e um tio (Robert Lansing) de Allen tinham sido Secretarios de Estado, um sobrinho (Avery Dulles) era um Cardeal da Igreja Catolica americana. O irmão mais velho de Allen Dulles, John Foster Dulles, seria um futuro Secretario de Estado no Govrno Eisenhower.

Allen Dulles foi diretor da CIA entre 1953 e 1961, no auge da guerra fria. A colaboração com o Vaticano era intima e profunda. No pós guerra italiano  a CIA e o Vaticano apoiaram a Democracia Cristão, que governou a italia nos 50 anos seguintes. O Vaticano saiu da guerra enfraquecido financeiramente, suas fontes de receita em grande parte destruidas na Europa. Foi socorrido pelas Dioceses de Nova York e Chicago que enviavam a Roma grande volume de recursos, dizia-se à época que parte desses recursos vinham dos fundos secretos da CIA.

A aliança da CIA com o Vaticano operou durante toda a Guerra Fria até o fim do comunismo e da URSS.

O site abaixo dá um relato detalhado dessa colaboração.

http://www.truthcontrol.com/articles/vatican-connection-cia

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Contratação no Brasil é mais rápida que a média mundial
 Enviado por luisnassif, ter, 19/03/2013 - 11:43
Da Folha

Processo de contratação no Brasil é mais rápido do que a média mundial

O tempo médio para contratar um profissional qualificado no Brasil é de 48 dias --bem abaixo da média global, de 70 dias--, aponta o relatório "International Business Report 2013", da empresa de consultoria e auditoria Grant Thornton International.

A Turquia é onde o tempo é menor (23 dias), e no Japão, maior (116 dias em média). Foram pesquisadas 12 mil empresas no mundo, 300 delas no Brasil.

No país, 5% das empresas disseram que o processo seletivo para encontrar um executivo qualificado demora mais de quatro meses, mas a maioria das contratações são mais rápidas: 48% delas acontecem em até um mês, 16% em até dois meses.

Paulo Sério Dortas, sócio da empresa que fez o estudo, acredita, no entanto, que essas porcentagens relativamente baixas podem ser explicadas por uma tática das empresas: elas contratam profissionais com menos qualificação para treiná-los.

 empresas apontaram as maiores dificuldades na hora de contratar: falta de habilidades específicas ou técnicas (76%), ausência de competências gerais, como trabalhar em equipe (69%), entre outras, como baixo número de candidatos.

POR SETOR

A agricultura, silvicultura e pesca são os que mais gastam tempo para contratar: 96 dias. Em seguida, serviços financeiros e alimentos e bebidas, com 84 dias e saúde, com 75 dias. Os períodos mais curtos são da área de hospitalidade (turismo, hotelaria, restaurante etc.), com 50 dias.

Depois de contratar, o outro problema é reter executivos, aponta a pesquisa. No Brasil, 74% dos empresários disseram que é difícil segurar um bom profissional --a média mundial é 69%. O aumento de salário é uma pretensão de 84% dos empresários, sendo que 19% querem ter ajustes reais (acima da inflação).
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O depoimento do editor da BBC sobre a Guerra do Iraque
 Enviado por luisnassif, ter, 19/03/2013 - 16:57

Por Antonio C Pinheiro

Da BBC

Lembranças do Iraque assombram editor da BBC



John Simpson

Editor de Internacional da BBC

Dez anos depois da invasão do Iraque, o repórter e editor de noticias internacionais da BBC John Simpson admite que algumas lembranças do conflito nunca mais saíram de sua cabeça.


Simpson, um dos mais conhecidos jornalistas da Grã-Bretanha, participou de importantes coberturas durante o conflito. Em um momento-chave, ele e sua equipe foram atingidos por uma bomba que deixou inúmeros mortos.


O editor da BBC acredita que, apesar do pessimismo dos iraquianos, o futuro do país inspira otimismo, mas isso depende da diminuição da violência que, atualmente, opõe sunitas e xiitas.

Leia abaixo o depoimento de Simpson.

Na última década, passei mais de um ano da minha vida no Iraque.

Vi de perto como o país ficou marcado pela violência, desde o início. Durante a invasão, um piloto da Marinha americana descuidado jogou uma bomba de cerca de 450 kg em um grupo de forças especiais americanas e curdas. Minha equipe e eu viajávamos com eles. Dezoito pessoas morreram, muitas delas queimadas. Não ouve um inquérito apropriado depois e ninguém foi punido.

Assisti o tumulto que se seguiu à invasão liderada pelos Estados Unidos se transformando em uma rebelião e então em uma guerra civil entre sunitas e xiitas, enquanto as forças americanas e britânicas assistiam impotentes os acontecimentos.

Em 2006 e 2007 até parecia possível que as forças americanas pudessem ser derrotadas. Uma atmosfera de pessimismo predominava no comando americano. Os planos foram traçados para uma evacuação da chamada Zona Verde de Bagdá. O poder americano no mundo parecia diminuir.

Então, um novo comandante, o general David Petraeus, mudou toda a estratégia. Como resultado, os Estados Unidos conseguiram se retirar sem uma humilhação maior. Depois disso, Petraeus se transformou no chefe da CIA e ficou no cargo até que um escândalo destruiu sua carreira em 2012.

Sem as tropas

Quando as forças estrangeiras deixaram o país, o Iraque teve que se virar sozinho.

Políticos iraquianos eleitos começaram a estabelecer a autoridade pelo país, a situação de segurança teve uma melhora marcante, mas a vida no país ainda é perigosa em algumas ocasiões.

O governo dominado pelos xiitas ainda não fez o bastante para tranquilizar a minoria sunita, e ela está insatisfeita. Os curdos, cada vez mais independentes e ricos, demonstram pouco interesse em fazer parte do Iraque como um todo.

A maioria dos iraquianos demonstra um profundo pessimismo. Mas, para um estrangeiro, o futuro do país parece estar melhorando. O que falta é que seu povo tenha um pouco de paz.

Então, isto significa que a invasão era justificada? Os iraquianos estão divididos a respeito deste assunto. A tendência entre xiitas e curdos, os grandes beneficiados com a queda de Saddam Hussein, é concordar.

A maioria dos sunitas, os grandes perdedores, não concorda.

Certamente, a invasão resultou na queda de um tirano que governava pelo terror. Uma vez conversei com um morador de Bagdá que foi sentenciado à morte com execução em um banho de ácido por escrever um número de telefone em uma nota de dinheiro com o retrato de Saddam Hussein.

Até os executores tiveram pena dele e apenas o mergulharam no ácido por um momento. Mas as costas do homem ainda tem cicatrizes horríveis.

Mais perto do Irã

Poucos dos pressupostos nos quais a invasão se baseava eram precisos.

O Iraque não se transformou em um grande aliado dos Estados Unidos no Oriente Médio, como o governo de George W. Bush esperava. Ao contrário, agora o país está mais próximo do Irã do que dos americanos.

E o Iraque também não se transformou no grande fornecedor de petróleo dos Estados Unidos. Companhias de petróleo americanas têm contratos importantes no Iraque, mas as britânicas, russas e chinesas também.

Provavelmente os maiores beneficiados foram duas companhias americanas: Halliburton, com a qual o ex-vice-presidente Dick Cheney tem conexões, e a companhia de segurança Blackwater, cuja reputação foi questionada tantas vezes que agora ela se chama Academi, um nome que faz a empresa parecer totalmente pacífica.

Já se sabe há tempos que Saddam Hussein não era a ameaça estratégica que os governos americano e britânico afirmavam ser em 2002 e 2003. Havia alegações que os mísseis de Saddam poderiam atingir a costa leste dos Estados Unidos e até bases britânicas no Chipre.

Na verdade, o relatório Duelfer, de 2004, descobriu que Saddam Hussein tinha parado todas as pesquisas de armas nucleares em 1991 e encerrado a pesquisa de armas químicas e biológicas em 1995. As armas de destruição em massa do Iraque tinham sido destruídas ou enviadas para fora do país.

A maioria das pessoas nunca entendeu realmente o motivo da invasão. Uma pesquisa de opinião do Washington Post, em 2004, mostrou que 69% dos americanos pensavam que Saddam Hussein era o responsável pelos ataques de 11 de setembro de 2001.

Imagens perturbadoras

Refletindo sobre a última década no Iraque, algumas imagens perturbadoras não me saem da memória.

Na cidade de Fallujah, que foi atingida pelos soldados americanos em 2004, observei duas crianças sentadas, silenciosas, no chiqueirinho, mal se moviam. Como um grande número de crianças na cidade, elas também sofriam de problemas de má formação.

Não sou especialista em armas, não posso dizer se estes casos são os resultados de alguma arma usada pelos americanos, mas eu queria poder esquecer a cena dos gêmeos deformados e com danos cerebrais.

Ouvi também a história de uma família de Bagdá, cujo principal provedor de renda foi sequestrado por uma gangue local. O resgate era de US$ 20 mil, a família fez empréstimos e vendeu tudo para conseguir o dinheiro.

Depois, foram exigidos mais US$ 5 mil, que a família conseguiu com muito sacrifício. Mas tudo o que eles receberam de volta foi o cadáver do homem, que tinha sido morto minutos depois da captura.

Não me esqueço de meu jovem tradutor, Kamaran, encostado em um monte de terra, os pés quase arrancados pela bomba americana que caiu por engano sobre nós, o sangue escorrendo dos ferimentos.

"Sei que é perigoso, mas eu realmente quero trabalhar com você", me disse ele dias antes.

Não se passa um dia destes dez anos em que eu não pense nele
Gonzaguinha no programa Ensaio
 Enviado por luisnassif, ter, 19/03/2013 - 12:00

Por joao
Gonzaguinha - Ensaio Tv Cultura- completo

Published on Jun 24, 2012

• 1. Sangrando
• 2. O Trem
• 3. Comportamento Geral
• 4. Galope
• 5. Com a Perna no Mundo
• 6. É
• 7. O Que É O Que É?
• 8. Ponto de Interrogação
• 9. Grito de Alerta
• 10. Diga Lá, Coração
• 11. Espere por mim, Morena
• 12. Explode Coração
• 13. Lindo Lago do Amor
• 14. Baião
• 15. Qui nem Jiló
• 16. Mangaratiba
• 17. Respeita Januário
• 18. A Vida do Viajante
• 19. Começaria Tudo Outra Vez
 





















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Sobre regulação da mídia e liberdade de imprensa
 Enviado por luisnassif, ter, 19/03/2013 - 12:09

Por Marco Antônio Nogueira
Do Diário do Centro do Mundo

As patifarias cometidas em nome da liberdade de imprensa

Paulo Nogueira

Regular a mídia é vital para torná-la melhor, e falar em ‘censura’ é cinismo paralisador.

E eis que o mundo  todo discute os limites da mídia.

A discussão mais rica se dá no Reino Unido. O juiz Brian Leveson fez recomendações depois de ficar mais de um ano ouvindo pessoas de alguma forma envolvidas com a mídia. Políticos, jornalistas, donos de empresas de jornalismo, celebridades cuja privacidade desapareceu, cidadãos comuns cuja vida a imprensa transformou num inferno – Leveson teve material para publicar um relatório de 2 000 páginas.

A recomendação principal: a formação de um órgão regulamentador independente. A auto-regulamentação foi um fracasso, e as provas disso estão no comportamento da própria mídia britânica.

Para ficar num só caso. A ex-rainha dos tabloides, Rebekah Brooks, a queridinha de Rupert Murdoch, está escrencadíssima na justiça britânica. Rebekah está sendo processada sob duas acusações: a) esconder provas no caso de invasão de caixas postais; b) subornar policiais.

Fiscais não se auto-fiscalizam. Exclamação.

Dias depois de divulgado o relatório, o premiê David Cameron se reuniu com editores de jornais.

Cameron, basicamente, disse a eles que se mexam. Se têm alguma proposta a fazer, eis a hora, porque “o relógio está correndo”.

Cameron deixou claro seu apoio à essência das recomendações de Leveson.

1) A independência do  novo órgão regulador em relação às empresas de jornalismo. A independência deve ser estendida, naturalmente, a outros centros de poder. O órgão não pode estar sob a tutela nem do Parlamento e nem do governo. Mas de novo: também não pode estar sob o controle das empresas de mídia.

2)  Multas na “casa do milhão de libras”, quando for o caso.

3)  Retificações rápidas e em lugar de grande destaque.

É mais ou menos o que se tem na Dinamarca, conforme já escrevi neste Diário. As reparações são feitas na primeira página dos jornais.

A opinião pública britânica apoia maciçamente o Relatório Leveson. Os ingleses já estavam enojados dos excessos da mídia. Cameron esboçou fazer reparos a Leveson e a voz rouca das ruas se levantou: o senhor tem que defender o povo da mídia, e não a mídia do povo. Cameron então deixou claro que está com Leveson.

No Brasil, vigora a auto-regulamentação.

Funciona?

As próprias empresas colocam freios? Discutem, debatem, prestam contas para a sociedade? Num caso particularmente rumoroso, um repórter tentou invadir o quarto de um político em Brasília. Pode? Não pode? O assunto foi ao menos discutido pela mídia, ainda que fosse para aprovar a conduta do repórter e da publicação?

Liberdade de expressão não é algo que possa ser invocado para garantir que a mídia esteja acima da sociedade – e da lei.

Um juiz americano, numa comparação que ficaria célebre, escreveu que alguém que gritasse fogo num ambiente lotado e fechado não poderia depois invocar a liberdade de expressão para escapar das consequências da tragédia que possivelmente provocaria.

Depois de ver o debate britânico, é lastimável ouvir platitudes como as pronunciadas – sob ampla cobertura – dias atrás pelo juiz Ayres Britto.

Britto, que acaba de se aposentar do STF aos 70 anos, fez a defesa da liberdade de imprensa, mas com uma superficialidade que é chocante, primária, infantil quando contrastada com a mesma defesa da liberdade de imprensa feita pelo seu colega britânico Brian Leveson. “É um direito pleno”, afirmou ele.

Sob Pinochet, ou mesmo sob Geisel, Britto mereceria aplausos. Mas, numa democracia em que uma imprensa livre é um fato da vida, eis uma frase superiormente tola, e que esconde a real pergunta: qual o padrão ético da mídia tradicional brasileira, se é que existe algum?

No Reino Unido, Leveson não caiu na falácia de que liberdade de imprensa significa licença para matar. A sociedade tem que ser protegida dos excessos da mídia. Ou então a mídia presta um formidável desserviço ao interesse público.

O que leva Britto a fugir do real debate – não a liberdade de imprensa, a favor da qual somos todos, vertebrados e invertebrados, mas a melhor maneira de evitar seus excessos?

Britto tem uma história complicada na família.

Em 2009, um genro seu foi flagrado numa conversa comprometedora com um político corrupto. Britto seria um dos juízes no julgamento do político, e o genro usou seu nome.

O caso virou manchete, justificadamente. E Britto, também justificadamente, disse que não podia responder pelo genro.

Britto teria ficado intimidado?

É uma possibilidade. Ele foi o principal responsável pelo fim da Lei da Imprensa, editada na era militar, e diz que aquela é sua maior contribuição ao país. Um instante: ao país? Que Leveson diga mais ou menos o mesmo na Inglaterra — não fará por modéstia e decoro — se compreenderia. Ele enfrentou a ira e o poder de Murdoch, por exemplo.

Britto não é Leveson.

Com o fim da ditadura, a Lei da Imprensa já não causava cócegas a nenhuma empresa jornalística, e também a nenhum jornalista, Era um cadáver jurídico.

Para lembrar: a Lei da Imprensa vigorava quando Paulo Francis caluniou diretores da Petrobras. Mas estes, sabendo o quanto ela era inoperante, foram processar Francis na justiça americana, uma vez que ele fizera as acusações em solo dos Estados Unidos. Francis ficou desesperado ao lidar com uma justiça que exigia provas para assassinato de caráter, e que cobrava pesado pela ausência delas. Morreu disso, segundo os amigos.

A morte de uma lei já morta trouxe um efeito colateral nocivo à sociedade. Sumiu, com a Lei da Imprensa, o direito de resposta. O que significa que a sociedade ficou desprotegida.

Britto se despediu da ativa com esse passivo enorme no currículo, e repetindo lugares-comuns que não reforçam a imagem da justiça brasileira e de seus mais elevados expoentes – a despeito do espaço generoso que os jornais dedicam a seu palavrório oco.
 
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Juracy Nunes: o Sertanejo lamenta, mas resiste à seca
 Enviado por luisnassif, ter, 19/03/2013 - 13:37
Por Eugênio Fonseca Pimentel

Do EcoDebate

O Sertanejo lamenta, mas resiste à seca

Juracy Nunes

No meu tempo de menino nascido e vivendo no interior, a crença popular era mais forte do que os escassos ensinamentos técnicos disponíveis à população. A seca e o inverno eram discutidos à luz das “experiências” com observação acurada do comportamento dos animais, da evolução das plantas, da força do vento e até mesmo da posição das nuvens no céu.

A confiança da chegada da chuva até o dia de São José era mantida com fé inabalável. Hoje, segundo os meteorologistas a interação entre seca e chuva é influenciada por diversos fatores dos quais vale destacar a diferença de temperatura superficial entre as águas do Atlântico e do Pacífico, o deslocamento da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), entre outras causas. O homem do campo atual tem essas informações, escuta cuidadosamente os boletins meteorológicos, mas não deixa de valorizar um carrego de formiga ou a localização do enxu de abelhas na várzea ou no terreno de alto sinalizando seca ou inverno. Mesmo com informações técnicas diárias através de vários meios de comunicação, ainda existem resquícios de crença popular transmitida oralmente com alusões a ocorrências de fenômenos naturais. No começo do ano, o trabalhador rural Moacir Romão vaticinou com veemência: “nunca vi era de três boa, e este ano não vai ser diferente de 93, quando aqui não choveu que desce prá passarim beber”

Os prenúncios de continuidade da seca atual, seja por parte dos institutos de meteorologia ou oriundos da sabedoria popular, são desanimadores. Desde o ano passado diz-se que a seca atual no Nordeste é a pior dos últimos 40 anos. A longa estiagem é semelhante a uma doença crônica. Destrói pouco a pouco as reservas naturais, o prejuízo alcança toda biodiversidade do semiárido e não poupa as pessoas habitantes do lugar.

Nesta seca que se arrasta por tempo indeterminado, as consequências vêm sendo diferentes de outras que presenciamos no século passado. Antes, o clamor nas grandes secas era por falta de água e alimento para a população. Via-se no sertão e no agreste de toda região semiárida, gente pedindo esmola, leva de retirantes sem destino, saques, campos de concentração para prender retirantes frentes de emergência, pau-de-arara deixando o Nordeste em busca de sobrevivência. Pouco se falava de mortandade animal, embora as perdas por parte dos criadores fossem maiores do que hoje.

Atualmente, os danos para as pessoas são menos severos. Essa é uma modesta observação pessoal apoiada apenas no conhecimento telúrico que merece ser estudada e debatida com base em conhecimento científico.

No presente, até parece que a população está excluída da adversidade climática. Vemos alguns carros-pipa abastecendo cisternas rurais, pequenas filas de agricultores comprando milho da CONAB subsidiado pelo governo federal e ademais só o lamento do povo ante a caatinga tão seca que parece não resistir à forte insolação. Não se ouve falar em qualquer tipo de perturbação da ordem pública relacionada com a seca.

Diferente do passado, não se vê êxodo rural, nem notícias de menino morrendo a míngua por desidratação e diarreia. Realmente, essas mazelas estão cada vez mais raras. A mídia hoje dedica grandes espaços aos cemitérios de animais. Mas a seca existe, é duradoura, é severa como foram tantas outras do século passado, e chega até ao litoral.

Os mananciais que abastecem a capital pernambucana estão com baixo volume de água acumulada e a cidade já enfrenta racionamento d’água.

E porque o sertanejo resiste?

A resistência atual é fruto de trabalho de mais de 50 anos. Nesse longo período o povo vem se acostumando a vencer obstáculos. As ações de combate ao flagelo das secas começaram nas primeiras décadas do século passado com a criação do DNOCS, que ganhou força com o aparecimento do GTDN – Grupo de Trabalho para o Desenvolvimento do Nordeste – montado em 1958 por Juscelino Kubitschek dentro do BNDE (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico), teve seu trabalho concluído por Celso Furtado, culminando na OPERAÇÃO NORDESTE e, consequentemente, na criação da SUDENE.

A SUDENE logo que entrou em operação abriu centenas de poços artesianos pelo sertão adentro retirando a água do subsolo através de cata-ventos. Esta conquista técnica tão simples e tão eficaz proliferou e ainda hoje é utilizada em todo Polígono das Secas.

Governos passados fizeram chegar até homens e mulheres do campo os benefícios da Previdência Social. Já nos últimos anos o Programa de Bolsa Família e outras ações e inclusão social têm aumentado a renda familiar deixando a população mais resistente às intempéries.

Outras causas têm contribuído para facilitar a convivência com as estiagens. A queda da natalidade, melhores salários no campo e na cidade, diminuição da taxa de analfabetismo, aumento da quantidade e qualidade de escolas, assistência à saúde, moradias de melhor qualidade

Os investimentos em infraestrutura rural criando estradas, açudagem, utilização em larga escala água do subsolo, eletrificação rural, construção de cisternas e emprego urbano para população jovem, especialmente no setor de serviços, são outras vertentes do desenvolvimento que favorecem a manutenção da emblemática expressão euclidiana, “o sertanejo é antes de tudo um forte”. São conquistas que embora com centenas de anos de atraso estejam sendo incorporadas à população do interior do país melhorando a qualidade de vida, especialmente do homem do campo.

Pode-se dizer que a despeito das intempéries o sertanejo está aprendendo a conviver com a seca sem mendigar e nem dela fugir.

Juracy Nunes é professor aposentado da UFPE, mora e faz medicina em Monteiro/PB – lugar em que nasceu e tem atividade rural de pequeno produtor




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Mia Couto: repensando o pensamento
 Enviado por luisnassif, ter, 19/03/2013 - 17:00

Por EMILIAMMM
"Mia Couto defende em sua conferência um pensamento que crie pontes e não fortalezas. Vivemos em um tempo de acesso a tudo, mas confundimos ideias novas e informação recente": "Cada vez mais repetimos o que já fomos".

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Siba e Fernando Catatau
 Enviado por luisnassif, ter, 19/03/2013 - 14:00
Do blog de Dalva de Oliveira, no Portal LN

Muitas vezes ficamos desanimados com a baixa qualidade da música que nos invade dia a dia. Acontece que, com sua força atual, é esta a opção (ou imposição) que a mídia comercial nos dá, encarregando-se cuidadosamente de enconder e sufocar os sons que não são considerados lucrativos. Felizmente, podemos agora navegar em outras águas e, de repente, surpresas muito, muito agradáveis nos acontece! Descobrimos que tem muitos artistas, poetas, músicos e outros, que não são divulgados nos meios comerciais, mas estão aí para animar nossas expectativas de que tudo não esteja tão ruim assim.

Comecei bem esta semana me deparando, sem susto e com alegria, com Siba, Fernando e seus companheiros.

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Por lucianohortencio

Dominguinhos & Jane Duboc - JUAZEIRO - Luiz Gonzaga-Humberto Teixeira






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Juazeiro, por Dominguinhos e Jane Duboc
Enviado por luisnassif, ter, 19/03/2013 - 13:00



Por lucianohortencio

Dominguinhos & Jane Duboc - JUAZEIRO - Luiz Gonzaga-Humberto T






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A investigação indevida através das redes sociais
 Enviado por luisnassif, ter, 19/03/2013 - 14:00
Do blog de Ivenio Hermes, no Portal LN

O Fim da Liberdade de Expressão

Por Ivenio Hermes

O Retorno ao Passado
O fim da liberdade de expressão parece estar espalhando seu espectro novamente. A nova polícia cidadã que respeita os direitos fundamentais do ser humano volta a se tornar uma ilusão, diante das expectativas de muitos que sonham diariamente com uma polícia que atuem em prol da população, da sociedade e a favor das minorias, e nunca uma polícia que atenda aos donos de um poder gerado por riqueza e prestigio social ou político.

Essa premissa de medo se dá por fatos que muitos desconhecem e que agora passam a ser motivo de alerta para aqueles que pensam estar vivendo em total liberdade.

Seguimentos da Polícia Civil, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, voltam a desafiar os Direitos Humanos através de práticas invasoras da liberdade, entrando no perfil do facebook de pessoas consideradas suspeitas, buscando imagens, palavras, apoio à esse ou àquele movimento como o objetivo de criminalizar a conduta de determinadas pessoas.

No Rio de Janeiro a corregedoria do Corpo de Bombeiros invadiu o perfil e e-mails de agentes que não simpatizavam com a administração do órgão público e os levou à prisão. No Rio Grande do Norte, pessoas são citadas como estando envolvidas em manifestações e têm suas identidades do facebook devassadas em busca de indícios de envolvimento com atividades ilegais.

É o reinício do fim da liberdade e o retorno ao passado negro da ditadura militar que o Brasil tenta esquecer.

A Situação Carioca

Em 18 de fevereiro de 2013, um grupo de 20 bombeiros militares do Rio de Janeiro foram apanhados de surpresa com ordens de prisão e passaram 4 dias detidos em diversos batalhões, eles somente foram libertados por força de uma liminar que concedeu habeas corpus ao grupo e foi expedida pela Justiça Militar, assinada pela Juíza Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros.

Previamente punidos pela privação de liberdade, os bombeiros militares, todos enfermeiros da corporação, eram encarregados de socorrer vítimas de acidentes nas estradas e a punição que lhes fora aplicada deu-se por um motivo: eles debatiam, pelo Facebook e por e-mail, questões consideradas internas dos quartéis. Pelo menos essa foi a alegação apresentada pela Corregedoria do Corpo de Bombeiros.

O próprio órgão de correição de uma entidade do governo embasou suas prisões de forma ilegal. Afinal, os e-mails, as páginas de Facebook e todas as mensagens trocadas pelo grupo são de natureza privada. Elas não são passíveis de monitoração pela instituição militar, que se utilizou da invasão de privacidade para impor o medo e retaliar qualquer forma de manifestação dos membros da corporação.

O corregedor interno daquela corporação carioca determinou a instauração da sindicância para apurar a conduta dos 20 militares envolvidos, alegando que os comentários por eles postados na rede social eram “inadequados”. Ele também citou comentários através de e-mail que tornariam público situações que concorriam para desprestigiar a corporação. A atitude do corregedor foi a cercear o direito de se manifestar de seus subordinados e nem sequer teve a coragem de mencionar como obteve acesso aos comentários e conteúdos de e-mails, haja vista que nem e-mails corporativos eles eram.

Aliás, a própria juíza fez questão de observar em seu despacho: “Ressalte-se, o e-mail em tela não pertence à corporação, não se trata de e-mail funcional, mas sim privado, pertencente ao Hotmail”.

Além disso, os 20 militares tiveram certos cuidados ao criarem uma página denominada GSE CBMERJ – sigla de Grupo de Salvamento e Emergência – Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro.

Dentre as precauções adotadas na criação da página, eles foram claros em mencionar que o objetivo daquela iniciativa não era o de incitar, conclamar ou comandar greves, muito menos de “amotinar” militares, algo que os diferenciava de um possível movimento grevista como aquele que resultou na prisão e na expulsão de bombeiros do Rio de Janeiro e da Bahia, em 2011.

Numa cópia dos e-mails utilizados pela Corregedoria e anexada ao processo, havia o seguinte texto da Cabo Viviane Ferreira Carvalho: “Não estou aqui propondo uma revolução, uma manifestação nem muito menos uma greve, odeio ser militar, mas somos, e tudo podemos propor e resolver com o regulamento, com leis e com normas que estão à disposição de todos”.

A corregedoria não explica como obteve acesso aos e-mails pessoais dos militares, e ainda alegou que as prisões foram decididas e executadas com base em “indícios” de condutas irregulares por parte dos militares. Vejam os indícios:

1. Proferir ofensas contra o comandante de suas unidades através de grupo de rede social virtual;

2. Disparar correspondência eletrônica incitando quebra na cadeia de comando;

3. Desrespeito do comando de suas unidades.

Indícios como esses acima, foram suficientes para a Corregedoria do Corpo de Bombeiros invadir a privacidade de seus subordinados e privá-los de suas liberdades até sabe-se quando se não fosse a decisão da juíza, em face do pedido do advogado Carlos Azeredo, que representando um dos bombeiros, motivou a libertação de todos e ainda mostrou que o órgão de correição daquela corporação não possui uma conduta condizente com sua atividade.

Existem ainda outras irregularidades promovidas pela Corporação, como criação de dossiês de pessoas que estariam possivelmente envolvidas em manifestações, utilizando militares do serviço de inteligência para monitorar acontecimentos, “de modo a subsidiar estratégias que evitem manifestações radicais contra a instituição e contra a sociedade.” Como informou a Assessoria de Imprensa do Corpo de Bombeiros sobre outro episódio ocorrido nas proximidades da ALERJ – Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.

O Paralelo Potiguar

Uma das manifestações mais contundentes dos últimos tempos ocorreu em Natal entre o fim de agosto e início de setembro do ano de 2012 e ficou conhecida como a #RevoltadoBusao.

O episódio não deveria ter passado de uma mera manifestação pacífica se não houvesse algumas intercorrências:

1. Os manifestantes protestavam contra o aumento das passagens de ônibus, que passaram de R$ 2,20 a R$ 2,40, gerando um impacto no bolso assalariado que não era percebido pelo Poder Executivo de onde a ordem de aumento emanara;

2. No primeiro protesto, realizado em 29 de agosto, a despeito das afirmações do comandante da PM, Coronel Araújo, os policiais do BPCHOQUE tentaram deter a marcha dos manifestantes provocando um conflito;

3. Essa situação de repressão indignou os manifestantes que realizaram novo e maior protesto em 31 de agosto, numa marcha aproximada de 14 quilômetros;

4. Com a revogação do aumento pela Câmara Municipal no início de setembro, os manifestantes se sentiram vitoriosos, mas os empresários surpreenderam a população ao suspender as gratuidades do sistema, pois a falta do aumento geraria desequilíbrio econômico-financeiro, e com essa atitude provocou um novo protesto do dia 18 de setembro.

Saindo do contexto da manifestação propriamente dita e voltando o olhar crítico para a situação da ausência de Segurança Pública no Rio Grande do Norte, ausência essa que nem a pretensa Operação Metrópole Segura conseguiu deter a escalada da violência e nem os homicídios praticados na vigência da operação.

E nesse palco operacional que as polícias potiguares não conseguiram impedir que o número de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) no Rio Grande do Norte crescesse 304% nos últimos 17 anos. Com destaque para a administração atual cujo índice de mortalidade é de pelo menos sete pessoas por semana.

A Polícia Civil do RN agoniza com falsos investimentos e propagandas mentirosas que escancaram números imaginários que tentam mascarar fatos como os 57 inquéritos de homicídio instaurados somente na 14ªDP em Natal, tendo apenas quatro deles elucidados e não devido a uma investigação e sim porque os próprios culpados confessaram ou a falta de efetivo da Polícia Civil que não consegue fazer investigações porque o Governo se nega a nomear os Policiais concursados desde 2009, fazendo pequenas reposições de efetivo em virtude de aposentadorias, exonerações e falecimentos.

Nesse Estado quebrado em sua capacidade de investigar, Daniel Dantas Lemos alerta desde novembro de 2012 que uma comissão de três delegados especiais foi designada para investigar a #RevoltadoBusao, num desprendimento de energia estatal para descobrir possíveis culpados enquanto centenas de homicídios e outros crimes violentos caem no ostracismo.

Que não se questione aqui o dever de o Estado apurar irregularidades, que se questione é o direcionamento de esforços diante de outras necessidades notórias que se apresentam pelos noticiários diários e que alguns jornalistas já se recusam a tratar como meros índices estatísticos, como Cezar Alves, que procura evidenciar o nome das vítimas para tentar sensibilizar o Estado em investir verdadeiramente no seguimento investigativo da atividade policial.
O esforço da Gestão Estadual em promover investigações se direciona para mapear subversivos semelhantes ao praticado no Regime Militar e que a inteligência policial para solicitar ao twitter, facebook e outras redes sociais informações que levassem à identificação dos endereços IP (Internet Protocol ou Protocolo de internet), que identifica um dispositivo (computador, impressora, etc) em uma rede local ou pública, de pessoas que postaram qualquer informação sobre a #RevoltadoBusao.

A Ida ao Futuro

Seria pregar a apologia ao crime tentar proteger a privacidade e o direito de se manifestar das pessoas, como o dialogar dos militares do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro que se posicionaram contra os desmandos corporativos de sua instituição? Ou seria ainda incitar a prática criminosa, o defender do direito de opinar contra atitudes erradas do Governo por meios de twitaços, postagens no Facebook e no Google+? Estamos vivendo novos momentos onde a liberdade de pensamento está sendo cerceada pelo espectro aniquilador do Estado que deveria nos proteger e não se utilizar da força investigativa para deter a busca pela justiça ao invés de utilizá-la para a própria busca?

O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro tenta punir a Cabo Viviane Ferreira Carvalho e os outros militares por terem manifestado seu pensamento; O Estado do Rio Grande do Norte tenta punir Felipe Serrano, Danyelle Guedes, Sandra Erickson e mais uma lista de pessoas indiciadas por suas manifestações nas redes sociais, expondo seus nomes e seus endereços no Facebook para causar um temor prévio e fazê-los se calarem diante das suas liberdades de expor suas ideias.

Estamos de volta aos tempos do regime de exceção ou avançando nossa sociedade para um futuro mais promissor?

Novamente citando Daniel Dantas Lemos, enquanto “homicídios superam um ano sem ser esclarecidos, o inquérito contra um dos investigados na #RevoltadoBusao já foi concluído.” A investigação contra Felipe Serrano já foi encerrada, a denúncia foi apresentada pelo MP e já devidamente recebida pela justiça na última sexta-feira.

No Rio de Janeiro, uma juíza corajosa foi contra a ação do Estado contra os militares; no Rio Grande do Norte, a “DEMonização” de manifestações reinaugura uma divisão da polícia para impor a soberania absolutista disfarçada do Estado.

É o reinício do fim da liberdade, o fim da ida ao futuro e o retorno ao passado.

BIBLIOGRAFIA:

LEITÃO, Leslie. Bombeiros espionam Facebook e e-mails para prender militares que criticaram a corporação. Revista Veja. Disponível em: span style="color: #0000ff;">http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/bombeiros-espionam-facebook-e-e-mails-para-prender-militares-que-criticaram-a-corporacao > ou span style="color: #0000ff;">http://db.tt/y29fQ2D2 >. Publicado em: 22 fev. 2013.

OLIVEIRA, Pâmela; RITTO, Cecília. Deputado do Rio prende coronel dos bombeiros e denuncia espionagem. Revista Veja. Disponível em: span style="color: #0000ff;">http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/deputado-do-rio-prende-coronel-dos-bombeiros-dentro-da-alerj > ou span style="color: #0000ff;">http://db.tt/4nzRiJAt >. Publicado em: 26 fev. 2013.

LEMOS, Daniel Dantas. #RevoltadoBusão: Militantes de partidos políticos e movimentos sociais são investigados pela polícia potiguar. De Olho no Discurso. Disponível em: span style="color: #0000ff;">http://www.blogdodanieldantas.com.br/2013/03/revoltadobusao-militantes-de-partidos.html > ou span style="color: #0000ff;">http://db.tt/mFnobgHa >. Publicado em: 11 mar. 2013.

ZAULI, Fernanda. Número de crimes violentos cresce 304% em 17 anos no RN. G1 Rio Grande do Norte. Disponível em: span style="color: #0000ff;">http://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2013/03/numero-de-crimes-violentos-cresce-304-em-17-anos-no-rn.html> ou span style="color: #0000ff;">http://db.tt/LMD9GsyC>. Publicado em: 12 mar. 2013
 
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USP desenvolve veículos subaquáticos não tripulados
Enviado por luisnassif, ter, 19/03/2013 - 14:39
Da Poli/USP

Poli/USP desenvolve veículos subaquáticos não tripulados

Inspeção em instalações submersas e monitoramento ambiental são algumas das possíveis aplicações.

Dois pequenos veículos subaquáticos, não tripulados, estão sendo desenvolvidos no Departamento de Engenharia Mecatrônica e Sistemas Mecânicos (PMR), da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). Um deles poderá ser empregado para coleta de dados sobre a qualidade da água e o mapeamento do solo marinho e para pesquisas oceanográficas, além de missões para inspeção de instalações submersas, como oleodutos, gasodutos e emissários submarinos, por exemplo. O outro será usado para realizar inspeções em turbinas submersas de usinas hidrelétricas, com mais segurança e menor custo que o mesmo trabalho feito por mergulhadores.

O primeiro, chamado Pirajuba, é o projeto mais antigo. Trata-se de um AUV (Autonomous Underwater Vehicle), ou seja, um veículo autônomo subaquático, que começou a ser desenvolvido em 2008. “O objetivo original dele foi o de funcionar como uma plataforma de testes para pesquisas nas áreas de dinâmica, controle e navegação de veículos submarinos”, explica o professor Ettore Apolonio de Barros, do Laboratório de Veículos Não Tripulados do PMR, responsável pelos dois projetos. “A partir de 2011, sua nova versão se insere também no estabelecimento de uma tecnologia nacional que sirva de base para o desenvolvimento de AUVs voltados a missões de campo nas áreas oceanográficas, monitoramento ambiental, inspeção de estruturas offshore e aplicações militares.”

O projeto mais recente é o do Mandi, um ROV (Remote Operated Vehicle) ou um veículo controlado remotamente, que se iniciou em 2011. Ele está sendo desenvolvido dentro de um programa de pesquisa e desenvolvimento, fomentado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) para aplicações nas usinas da Companhia Energética de São Paulo (CESP). Atualmente, inspeções das turbinas geradoras requerem o esvaziamento das suas instalações ou o uso de mergulhadores.

Ambas as alternativas implicam, no entanto, em paradas totais ou parciais, não só da turbina a ser inspecionada como das vizinhas (devido à segurança necessária ao trabalho dos mergulhadores). “Como consequência, tem-se o custo de horas sem geração de energia elétrica, o que é bem significativo nos dias de hoje, devido às altas demandas do cenário nacional”, diz Barros. “O Mandi deverá realizar as inspeções, diminuindo o nível de parada das turbinas adjacentes àquela que está sendo inspecionada.”

Com o formato de um torpedo, o Pirajuba tem 1,78 metro de comprimento e 23 centímetros de diâmetro. Com quatro lemes na parte traseira, ele pode atingir a velocidade máxima de 5 nós (9,26 quilômetros por hora) e uma profundidade máxima de 100 metros. O veículo possui energia e capacidade de processamento (computadores de bordo) embarcados, não dependendo da assistência humana durante suas missões. Por isso, é autônomo.

O AUV Pirajuba está em sua terceira versão. “Já foram realizados testes de mar em Angra dos Reis, com o apoio da Marinha do Brasil, que demonstrou interesse no projeto”, conta Barros. “Os próximos estão previstos para o início de 2013.” De acordo com ele, os primeiros testes têm como objetivo a validação da funcionalidade do veículo e investigações nas áreas de dinâmica e navegação do veículo. “A próxima fase visa a coleta de dados para apoio da pesquisa oceanográfica e do levantamento hidrográfico em águas rasas”, informou.

O ROV Mandi, por sua vez, tem a forma aproximada de uma caixa, com 57 centímetros de comprimento, 39 de largura e 40 de altura. O veículo está em fase final de fabricação e os testes iniciais estão previstos para o primeiro trimestre de 2013. Diferentemente do Pirajuba, ele necessita de energia e comandos de um operador humano, oriundos da superfície e enviados por um cabo (o "umbilical").

Segundo Barros, as missões indicadas para AUVs, como o Pirajuba, são as que envolvem a coleta de informações científicas obtidas em grandes áreas submersas. Para um ROV de inspeção, como o Mandi, são aquelas executadas em pequenas áreas, transmitindo, para a observação humana, cenas de peças, equipamentos, organismos vivos, corais, de uma localidade específica. Em comparação com os AUVs, sua velocidade, em geral, é bem menor, podendo estar estacionários ou serem movidos através de um comando de um operador humano na superfície. “Pode-se fazer a analogia com o processo de busca em uma floresta: o AUV faz o papel do avião, que varre uma grande área em pouco tempo”, compara Barros. “O ROV, por sua vez, faz o papel de uma equipe de pessoas que vai até locais específicos da floresta e podem observar seus sítios demoradamente.”
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Recordações do jornalismo, por Antonio Machado
 Enviado por luisnassif, ter, 19/03/2013 - 08:27
Por Antonio Machado

Comentário ao post "Os empresários e a OBAN"

Meu amigo, mas que memória prodigiosa a sua. Tivemos nossos grandes momentos naquela época, quando os bichos falavam e os bem-postos na vida colaboravam com a omissão a dificultar a vida dos que julgavam ameaça-los. Fizemos nosso trabalho e tivemos o reconhecimento, que, tristemente, não acompanhou as nossas antigas tribunas. Mas o país melhorou, o empresariado (assunto deste post) evoluiu, os problemas são outros, e menores, olhando-se para trás.

O importante é a perspectiva histórica. Antes, a denúncia do falso progresso, dos tamboretes que viviam da inflação e dos empresários insustentáveis sem os favores oficiais, provavelmente os que temiam o ambiente democrático mais que a revolta dos jovens contestadores – álibi para a repressão e a conservação do status quo.

Tudo isso você acompanhou muito bem, e desvendou sempre que teve o apoio para ferver a sua veia de repórter. Não é por menos que você continua prestigiado e tantos se perderam na poeira. Às vezes tento entender o que levou jornais que foram grandes, quando teria sido mais fácil aceitar a ordem vigente – como alguns aceitaram –, se tornarem grandes jornais pequenos. Mas isso fica para outro dia.

Deixo minhas saudades dos sambões de fundo de quintal e da falta de jeito no pandeiro, acompanhando-o no cavaquinho em sessões etílicas do Alemão. Numa delas você me deixou com o Cartola ébrio, sem saber aonde ir, dia nascendo. Levei-o para casa. Acordou à tarde, indagou onde estava, pediu-me para chamar um taxi até Congonhas e dedicou-me e a minha mulher um verso, pensado na hora, que o tempo apagou.

Do Atalla também tive minhas histórias, quando estava no Estadão e me cabia reportar a sua ascensão e queda com crédito oficial e mão de ferro no comando da Copersucar. Tentou-me aliciar e depois, sem sucesso, a ameaçar. Outra figura deplorável daqueles tristes tempos.

Continue com o seu entusiasmo. É o que nos move e revigora.

Abs. do amigo. Machado
Exactly Like You, de Martha Tilton
 Enviado por luisnassif, ter, 19/03/2013 - 15:00

Por Andre Araujo
MARTHA TILTON, CROONER DA ORQUESTRA BENNY GODDMAN - Vocalista dessa grande banda da Era do Swing e depois do Jazz, voz calorosa e agradavel, texana de Corpus Christi, faleceu em 2006.
 





















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Os caminhos da inovação no pré-sal
 Enviado por luisnassif, ter, 19/03/2013 - 08:00


Autor:
 Luis Nassif
Coluna Econômica

Desde a grande crise dos anos 80, a indústria brasileira andou de lado. Foi arrebentada pela inflação renitente dos 80, pela abertura irresponsável dos 90, pelos juros e câmbio dos 90 e 2000.

Os efeitos mais deletérios foram o desaparecimento da produção em setores relevantes, a baixa inovação e a não participação nas cadeias produtivas globais.

É uma visão correta sobre a indústria até agora, mas que não capta os novos ciclos que estão se iniciando. O país não está parado e um dos pontos focais de reindustrialização e capacitação das empresas é a Petrobras.

Uma das estratégias relevantes – e já com resultados concretos – foi a montada em torno do pré-sal, o Prominp (Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural), capitaneado pela Petrobrás.

***

Na segunda-feira passada, o programa Brasilianas.com, da TV Brasil, entrevistou Paulo Alonso, coordenador executivo do Prominp, e Cláudio Makarosky, presidente da Câmara de Óleo e Gás da Abimaq (Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos).

***

Estão sendo plantadas raízes sólidas em torno do pré-sal, de maneira a transformar a produção local em paradigma para a indústria petrolífera mundial.

No início, o Prominp visava a promoção de mão de obra. Tornou-se um fórum em torno dos quais se juntaram todas as entidades representativas da indústria – Abimaq, Abdib (Associação Brasileira da Indústria de Base), Abinee (Associação Brasileira da Indústria Eletroeletrônica).

Como explicou Paulo Alonso, o grande ganho do pré-sal não serão as exportações de petróleo, mas de equipamentos e inteligência.

***

Os desafios do pré-sal tornaram a inovação peça central do programa. As profundidades dos poços, a distância da costa criaram novos desafios, exigindo pesquisas amplas de novos materiais, novos modelos de construção e novos sistemas.

Um dos passos importantes foi a obrigatoriedade do conteúdo nacional nos equipamentos.

Para quem enxerga o pré-sal do ponto de vista puramente financista, o conteúdo nacional foi tratado como decisão paternalista que poderia tirar a competitividade da Petrobras.

***

Depois da rodada 7 do pré-sal, todos os contratos incluem a obrigatoriedade de conteúdo nacional.

Depois, com os epecistas (as empresas que integram os fornecedores) foram mapeados todos os elos da cadeia e identificados fornecedores locais.

 No caso dos estaleiros, por exemplo, foram analisados não apenas os planos de suprimentos, mas entrevistados todos os fornecedores e subfornecedores da cadeia de cada estaleiro, antes de assinar o contrato.

As análises basearam-se nos estudos de referência sobre a indústria brasileira, produzidos por universidades, câmaras setoriais do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) e da própria CNI (Confederação Nacional da Indústria). E todos os produtos locais precisaram se enquadrar no Plano de Negócios e Gestão da Petrobras.

A análise do conteúdo local

As aquisições são balizadas por um banco de dados de compras da empresa, com fornecedores nacionais e internacionais. Quando não se tem o produto no país, compra-se no exterior, como foi o caso dos sistemas digitais de controles distribuído de automação industrial para refinarias. Onde há escala, estão sendo estimuladas empresas estrangeiras a entrar em parceria com empresas nacionais.

As missões comerciais

No caso de sistemas de segurança, controladores lógicos programados, por exemplo, já existem fornecedores com 80% de nacionalização e preços competitivos. Nos casos de produtos sem produção interna, recorre-se a road-shows internacionais, nos quais a Petrobras mostra seu Plano de Negócios, as oportunidades abertas pelo pré-sal, em cima das 28 sondas, 48 plataformas e 89 navios que serão construídos.

A missão na Inglaterra

A busca da inovação dá-se de suas maneiras. A mais rápida é a associação com fornecedores do exterior que detenham know how e queiram parceria. Em recente missão no Reino Unidos, a Petrobras levou a demanda de naves e peças, conversou com 140 empresas. 40 delas já vieram duas vezes ao Brasil, atrás de parceiros. A intermediação é feita pela Organização Nacional da Indústria do Petróleo, que congrega todos os fornecedores.

As parcerias

O caminho mais longo – e mais consistente – é o da parceria com universidades e institutos de pesquisa. Cinco multinacionais instalaram seus institutos de pesquisa na ilha do Fundão, com investimentos de R$ 500 milhões cada. Estão trabalhando em parceria com universidades e institutos de pesquisa brasileiros e capacitando seus fornecedores. O investimento é fundamental para quem possam se capacitar com conteúdo nacional e nas novas tecnologias.

Os pilotos

Há as chamadas pesquisas blue-skies, futuristas. Como o desenvolvimento de sistemas que, no futuro, não exigirão mais plataformas. Tudo será feito no fundo do mar, na boca do poço. E inovação pontuais, em que a empresa define a demanda, identifica o fornecedor e engenheiros de ambas as partes e da universidade parceria, desenvolvem conjuntamente a inovação em pleno sistema. Aprovada, é incorpoada.

As novas competências

Com esse trabalho, recuperou-se a expertise nacional de baleeiras, guindastes offshore, áreas de automação e de tecnologia limpa, eletrônica, acionadores elétricos de válvula sem fio. Em alguns casos, já se tem tecnologia inovadora, como nos acionadores sem fio de válvula e nos sistemas de rotação de bombas através de levitação eletromagnética – possivelmente tecnologia incorporada dos enriquecedores de urânio desenvolvidos pela Marinha.
 

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Os caminhos da inovação no pré-sal
 Enviado por luisnassif, ter, 19/03/2013 - 08:00


Autor:
 Luis Nassif
Coluna Econômica

Desde a grande crise dos anos 80, a indústria brasileira andou de lado. Foi arrebentada pela inflação renitente dos 80, pela abertura irresponsável dos 90, pelos juros e câmbio dos 90 e 2000.

Os efeitos mais deletérios foram o desaparecimento da produção em setores relevantes, a baixa inovação e a não participação nas cadeias produtivas globais.

É uma visão correta sobre a indústria até agora, mas que não capta os novos ciclos que estão se iniciando. O país não está parado e um dos pontos focais de reindustrialização e capacitação das empresas é a Petrobras.

Uma das estratégias relevantes – e já com resultados concretos – foi a montada em torno do pré-sal, o Prominp (Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural), capitaneado pela Petrobrás.

***

Na segunda-feira passada, o programa Brasilianas.com, da TV Brasil, entrevistou Paulo Alonso, coordenador executivo do Prominp, e Cláudio Makarosky, presidente da Câmara de Óleo e Gás da Abimaq (Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos).

***

Estão sendo plantadas raízes sólidas em torno do pré-sal, de maneira a transformar a produção local em paradigma para a indústria petrolífera mundial.

No início, o Prominp visava a promoção de mão de obra. Tornou-se um fórum em torno dos quais se juntaram todas as entidades representativas da indústria – Abimaq, Abdib (Associação Brasileira da Indústria de Base), Abinee (Associação Brasileira da Indústria Eletroeletrônica).

Como explicou Paulo Alonso, o grande ganho do pré-sal não serão as exportações de petróleo, mas de equipamentos e inteligência.

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Os desafios do pré-sal tornaram a inovação peça central do programa. As profundidades dos poços, a distância da costa criaram novos desafios, exigindo pesquisas amplas de novos materiais, novos modelos de construção e novos sistemas.

Um dos passos importantes foi a obrigatoriedade do conteúdo nacional nos equipamentos.

Para quem enxerga o pré-sal do ponto de vista puramente financista, o conteúdo nacional foi tratado como decisão paternalista que poderia tirar a competitividade da Petrobras.

***

Depois da rodada 7 do pré-sal, todos os contratos incluem a obrigatoriedade de conteúdo nacional.

Depois, com os epecistas (as empresas que integram os fornecedores) foram mapeados todos os elos da cadeia e identificados fornecedores locais.

 No caso dos estaleiros, por exemplo, foram analisados não apenas os planos de suprimentos, mas entrevistados todos os fornecedores e subfornecedores da cadeia de cada estaleiro, antes de assinar o contrato.

As análises basearam-se nos estudos de referência sobre a indústria brasileira, produzidos por universidades, câmaras setoriais do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) e da própria CNI (Confederação Nacional da Indústria). E todos os produtos locais precisaram se enquadrar no Plano de Negócios e Gestão da Petrobras.

A análise do conteúdo local

As aquisições são balizadas por um banco de dados de compras da empresa, com fornecedores nacionais e internacionais. Quando não se tem o produto no país, compra-se no exterior, como foi o caso dos sistemas digitais de controles distribuído de automação industrial para refinarias. Onde há escala, estão sendo estimuladas empresas estrangeiras a entrar em parceria com empresas nacionais.

As missões comerciais

No caso de sistemas de segurança, controladores lógicos programados, por exemplo, já existem fornecedores com 80% de nacionalização e preços competitivos. Nos casos de produtos sem produção interna, recorre-se a road-shows internacionais, nos quais a Petrobras mostra seu Plano de Negócios, as oportunidades abertas pelo pré-sal, em cima das 28 sondas, 48 plataformas e 89 navios que serão construídos.

A missão na Inglaterra

A busca da inovação dá-se de suas maneiras. A mais rápida é a associação com fornecedores do exterior que detenham know how e queiram parceria. Em recente missão no Reino Unidos, a Petrobras levou a demanda de naves e peças, conversou com 140 empresas. 40 delas já vieram duas vezes ao Brasil, atrás de parceiros. A intermediação é feita pela Organização Nacional da Indústria do Petróleo, que congrega todos os fornecedores.

As parcerias

O caminho mais longo – e mais consistente – é o da parceria com universidades e institutos de pesquisa. Cinco multinacionais instalaram seus institutos de pesquisa na ilha do Fundão, com investimentos de R$ 500 milhões cada. Estão trabalhando em parceria com universidades e institutos de pesquisa brasileiros e capacitando seus fornecedores. O investimento é fundamental para quem possam se capacitar com conteúdo nacional e nas novas tecnologias.

Os pilotos

Há as chamadas pesquisas blue-skies, futuristas. Como o desenvolvimento de sistemas que, no futuro, não exigirão mais plataformas. Tudo será feito no fundo do mar, na boca do poço. E inovação pontuais, em que a empresa define a demanda, identifica o fornecedor e engenheiros de ambas as partes e da universidade parceria, desenvolvem conjuntamente a inovação em pleno sistema. Aprovada, é incorpoada.

As novas competências

Com esse trabalho, recuperou-se a expertise nacional de baleeiras, guindastes offshore, áreas de automação e de tecnologia limpa, eletrônica, acionadores elétricos de válvula sem fio. Em alguns casos, já se tem tecnologia inovadora, como nos acionadores sem fio de válvula e nos sistemas de rotação de bombas através de levitação eletromagnética – possivelmente tecnologia incorporada dos enriquecedores de urânio desenvolvidos pela Marinha