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domingo, 24 de fevereiro de 2013


Crescimento do comércio global fica bem abaixo do esperado
Enviado por luisnassif, dom, 24/02/2013 - 11:56
Por Assis Ribeiro
Do Valor Econômico
Comércio mundial cresce em 2012 menos da metade que no ano anterior
Assis Moreira
GENEBRA - O comércio mundial cresceu em 2012 bem menos do que se previa, conforme as primeiras estimativas divulgadas hoje pelo Centro de Pesquisa Econômica da Holanda (CPB, na sigla em inglês), que faz monitoramento mensal das exportações e importações.
De acordo com o CPB, o comércio global expandiu apenas 2,2% em volume no ano passado, menos da metade da expansão de 5,8% registrada no ano anterior e dos 15,1% de 2010, quando havia expectativa de retomada da economia global. Em valor, o resultado é pior, com o comércio mundial registrando contração de 2,1%, comparado a uma alta de 13,1% nos preços em 2011.
A Organização Mundial do Comércio (OMC) começara 2012 projetando alta de 3,7% no comércio internacional, mas teve de revisar a cifra para 2,5% em julho, diante da contínua deterioração econômica global.
Para este ano, o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, prevê modesta recuperação do comércio mundial, com avanço de 4,5%, com as exportações dos desenvolvidos subindo 3,3% e a dos países em desenvolvimento, 5,7%. No lado das importações, a estimativa é de altas de 3,4% e 6,1%, respectivamente.
Neste cenário, continua a ameaça de uma guerra comercial. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, observou em Moscou, antes da reunião de ministros de Finanças do G-20, que essa guerra é a outra faceta da falta de mercados e da dificuldade de exportações dos países.
Como disse Mantega, a falta de demanda mundial leva os países a conflitos. No ano passado, o crescimento do comércio mundial foi pífio, enquanto várias nações dependem das exportações para crescer.
O resultado é que os países passam a se acotovelar para exportar. Aqueles que não conseguem estimular a economia doméstica acham que a saída é exportar. Se todo mundo chegar a essa conclusão, o risco de mais conflitos é inevitável. Conforme Mantega, a guerra das moedas é resultado da falta de mercado. O ministro considera que a situação é exacerbada pelo fato de a estratégia europeia de fazer ajuste fiscal é buscar uma saída pela exportação.
Pelos dados preliminares do CPB, o comércio mundial fechou 2012 com queda de 0,5% em dezembro, na comparação com novembro. Em novembro, por sua vez, tinha havido crescimento de 0,7% ante o mês anterior. Os números sinalizam, também, que 2013 não será um ano fácil para as vendas externas.
Em profunda crise, a zona do euro conseguiu começar a sair do fundo do poço através das exportações, já que a demanda interna continua sofrendo com a austeridade imposta pelos governos. Em 2012, suas vendas externas subiram 0,3%, comparado a 3,3% em 2011. Já as importações afundaram 3,4% em volume no ano passado, comparado a alta de 2,9% registrada em 2011.
No caso dos emergentes, as exportações em volume cresceram 3,5%, metade da alta do ano anterior. As vendas da América Latina tiveram expansão de 5,5%, em linha com o desempenho de 2011. No lado das importações, o crescimento do lado dos emergentes foi de apenas 2,3% quando tinha sido de 10,8% no ano anterior.
Em valor, as exportações dos países desenvolvidos tiveram queda de 2,2%, comparado a alta de 11,2% em 2011. No caso da zona do euro, faturaram 4,7% a menos com suas exportações, após uma alta de 11,3% em 2011.
Quanto aos emergentes, suas exportações em preço tiveram queda de 1,2%, quando tinham subido 14% no ano anterior.
As exportações dos países da América Latina caíram 4,5% em valor, comparado a alta de 16,4% em 2011.
Esse desempenho ocorreu em meio à queda generalizada na demanda global, que estimulou as críticas sobre guerra cambial para estimular exportações mais baratas.
Conforme o CPB, a produção industrial mundial teve crescimento de apenas 3,4% em 2012, após avançar 5,4% no ano anterior. Nos países desenvolvidos, em crise, a expansão foi de apenas 0,4%, comparado a 2,2% no ano anterior. A zona do euro registrou contração de 2,7%, ante alta de 3,5% em 2011. Nos emergentes, a produção industrial manteve-se em 0,1%, comparado a alta de 8,5% em 2011.
  

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