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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

2013 - 15:07
Por Paulo F.

Da Deutsche Welle

Há 80 anos Hitler assumia o poder na Alemanha

Em 30 de janeiro de 1933, o então presidente Hindenburg nomeou Adolf Hitler como chanceler da Alemanha. Poucos tinham ideia da dimensão desse fato. Propaganda nazista encenou o acontecimento como uma "tomada de poder".

Cenas sombrias ocorreram no Portão de Brandemburgo em 30 de janeiro de 1933, em Berlim. Já há horas, o chefe da Propaganda nazista, Joseph Goebbels, vinha posicionando homens da tropa de assalto de Hitler próximo ao local. Mais de 20 mil membros da chamada SA (Sturmabteilung), a tropa de choque do Partido Nazista, haviam chegado durante a noite.

O início estava marcado para as 19h. Tochas foram acesas, batalhões da SA desfilavam pelo Portão de Brandemburgo. Poucas horas antes, Adolf Hitler havia alcançado seu grande objetivo: ser nomeado chanceler pelo então presidente alemão Paul von Hindenburg.



Adolf Hitler saúda espectadores da janela da Chancelaria em Berlim

Um grande baile a fantasia

O recém-empossado chanceler alemão foi festejado por seus seguidores. De uma janela da então Chancelaria, Hilter cumprimentou os espectadores presentes. Goebbels havia planejado um gigantesco espetáculo. Ele pretendia encenar de forma dramática esse novo capítulo da Alemanha: aquela deveria ser "a noite do grande milagre". Ele havia planejado algo especial. Uma espécie de fita de fogo formada por portadores de tochas devia atravessar a cidade.

Goebbels queria criar imagens monumentais, ideais para impressionar os espectadores no cinema, já que era ali que os noticiários eram transmitidos na época. Mas os transeuntes passeavam distraídos para lá e para cá entre as formações da SA e impediram as gravações desejadas.

Goebbels ficou desapontado e reencenou as imagens mais tarde. O famoso pintor alemão de origem judaica, Max Liebermann, já tinha visto o bastante. Para o desfile de tochas dos homens da SA na frente de sua casa, o pintor escolheu palavras dramáticas: "Eu nunca conseguiria comer tanto para tudo o que gostaria de vomitar."

Como Hitler foi possível

 Todo o poder era pouco para o ditador nazista

A história da ascensão de Adolf Hitler está intimamente ligada ao declínio da República de Weimar. Desde o surgimento em 1918, ela sofria de defeitos congênitos irreparáveis – era uma democracia sem democratas. Boa parte da população rejeitava a jovem República, sobretudo a elite econômica, funcionários públicos e até mesmo políticos.

Tentativas de golpe pela direita e pela esquerda sacudiram o país. Nos primeiros cinco anos da República de Weimar, assassinatos espetaculares chocaram o país. Entre outros, as mortes dos comunistas Rosa Luxemburg e Karl Liebknecht, bem como o assassinato do ministro do Exterior Walther Rathenau, de origem judaica. Os criminosos provinham da ala de extrema direita.

A política da República de Weimar foi marcada pela total instabilidade. Nos 14 anos de sua existência, ela presenciou 21 diferentes governos. Entre os 17 partidos do Parlamento, encontrava-se uma série de inimigos declarados da Constituição. Com cada nova crise política e econômica, os eleitores perdiam mais e mais a confiança nos partidos democráticos.

Enquanto isso, o extremismo político vivenciava um grande crescimento. Os nazistas, pelo lado da direita, e os comunistas, pela esquerda, ganhavam cada vez mais adeptos. Por volta de 1930, a Alemanha estava à beira de uma guerra civil. Nazistas e comunistas travavam batalhas de rua. A crise econômica de 1929 piorou ainda mais a situação. Em junho de 1932, o número oficial de desempregados no país somava 5,6 milhões de pessoas.

O desejo por um líder forte


 Hindenburg: militar condecorado, político de pouca visão

Em tal situação, muitos alemães ansiavam por um nome forte à frente do governo, alguém que pudesse tirar o país da crise. O presidente Paul von Hindenburg era uma dessas pessoas, para muitos, ele era uma espécie de substituto do imperador. De fato, segundo a Constituição de Weimar, o presidente do país era a instância política central. O cargo detinha uma imensa esfera de poder.

O presidente podia dissolver o Parlamento e outorgar leis por decretos emergenciais, algo que cabe normalmente a qualquer Parlamento. Hindenburg fez uso, diversas vezes, da possibilidade de governar contornando o Legislativo. No entanto, Hindenburg não tinha como cumprir o papel de salvar a Alemanha da miséria, pois já estava com 85 anos no início de 1933.

Após diversas trocas de governo, Hindenburg pretendia, na ocasião, instalar um governo estável chefiado pelos conservadores nacionalistas de direita. A princípio, ele era cético quanto à nomeação de Adolf Hitler para chefe de governo. Durante muito tempo, Hindenburg ironizou Hitler, chamando-o de "soldado raso da Boêmia" – uma alusão ao fato de que ele, Hindenburg, era um condecorado marechal de campo da Primeira Guerra Mundial, e Hitler, apenas um soldado comum.

Mas Hindenburg mudou de opinião. Pessoas próximas a ele lhe asseguraram que manteriam Hitler sob controle. Alfred Hugenberg, líder do Partido Popular Nacional Alemão, declarou: "Nós iremos enquadrar Hitler." Tinha-se um grande senso de segurança, também porque somente dois ministérios foram oferecidos aos nazistas no novo gabinete de governo. Por outro lado, Hitler e seus seguidores passaram a se apresentar propositalmente de forma moderada e a evitar alaridos.

Princípio do fim



Hitler após assumir o poder

De fato, no dia 30 de janeiro de 1933, um sonho se tornou realidade para Hitler e sua comitiva. Com alegria, Goebbels confidenciou ao seu diário: "Hitler é chanceler. Como um conto de fadas!" Na mais completa ignorância sobre Hitler e suas intenções, nomeou-se o "coveiro" da República para chanceler. Mas Hitler já havia apresentado seus planos no livro Mein Kampf. Ele escreveu que os judeus seriam "removidos" e um novo "habitat" seria conquistado "pela espada".

O dia 30 de janeiro de 1933 entrou para a história como o dia da "tomada de poder", conceito na verdade inventado pela propaganda nazista, pois a nomeação de Hitler – e essa é a verdadeira ironia da história – aconteceu de forma constitucional. Após a tomada de posse, Hindenburg falou as seguintes palavras: "E agora, meus senhores, para frente com a ajuda de Deus!"

Hindenburg não teve de presenciar que o caminho de Hitler levaria na verdade ao Holocausto e à Segunda Guerra Mundial. Ele morreu em 1934. E logo Hitler mostrava quão ingênua foi a crença de que ele poderia ser controlado e neutralizado. Pouco depois de ser empossado como chefe de governo, começou em todo o país o terror das tropas de assalto da SA.

Comunistas, social-democratas e sindicalistas foram perseguidos. Em pouco tempo os primeiros campos de concentração foram instalados. Ali, os membros da SA torturavam suas vítimas, que iriam incluir, pouco tempo depois, judeus e outras pessoas consideradas indesejáveis pelos nazistas. Hitler precisou somente de poucos meses para embaralhar a República de Weimar e instalar sua ditadura.

Autor: Marc von Lübke (ca)
Revisão: Francis França

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A recuperação econômica da Islândia depois de 2008
 Enviado por luisnassif, qui, 31/01/2013 - 10:50

Por Almeida
Do resistir.info

Por que a Islândia experimentou uma forte recuperação económica após o colapso financeiro de 2008?

por Martin Zeis

O Presidente da Islândia, Olafur Ragnar Grimmson, foi entrevistado neste fim de semana (26-27/01/2013) no World Economic Forum, em Davos. Perguntaram-lhe porque a Islândia desfrutou uma recuperação tão forte após o seu completo colapso financeiro em 2008, ao passo que o resto do mundo ocidental luta com uma recuperação que não tem pernas para andar.

Grimsson deu uma resposta famosa ao repórter financeiro da MSM, declarando que a recuperação da Islândia se devia à seguinte razão primária:

"… Fomos suficientemente sábios para não seguir as tradicionais ortodoxias prevalecentes do mundo financeiro ocidental nos últimos 30 anos. Introduzimos controles de divisas, deixámos os bancos falirem, proporcionámos apoio aos pobres e não introduzimos medidas de austeridade como você está a ver aqui na Europa. ..."

Ao ser perguntado se a política da Islândia de deixar os bancos falirem teria funcionado no resto da Europa, Grimsson respondeu:

"... Por que é que os bancos são considerados as igrejas sagradas da economia moderna? Por que é que bancos privados não são como companhias aéreas e de telecomunicação às quais é permitido irem à bancarrota se tiverem sido dirigidas de um modo irresponsável? A teoria de que você tem de salvar bancos é uma teoria em que você permite aos banqueiros desfrutaram em seu próprio proveito o seu êxito e deixa as pessoas comuns arcarem com os seus fracassos através de impostos e austeridade. O povo em democracias esclarecidas não vai aceitar isso no longo prazo. ..."

A entrevista com Grimmson (02:56 m) está disponível em inglês:

28/Janeiro/2013
Acerca da Islândia, ver também:
 •A guerra financeira contra a Islândia , Michael Hudson
 •A recuperação do desastre neoliberal , Michael Hudson
 •Islândia: a chantagem odiosa , Jean Tosti
 •As eleições da Islândia , Michael Hudson
 •Mensagem da Islândia a Portugal , Nick Dearden
 •A Islândia mostrou o caminho: recusar a austeridade , Salim Lamrani
 •A Islândia pode recusar a servidão da dívida , Michael Hudson
 •A crise económica na Islândia: o remédio do FMI não é a solução , Michael Hudson
 •"O esquema de reembolso é chantagem" , Olafur Eliasson
 •Capitalismo abutre: O novo desastre bancário da Islândia , Olafur Arnarson, Michael Hudson e Gunnar Tomasson
 •Islândia, combata esta injustiça , Eva Joly
 •Os islandeses colhem os benefícios da sua revolta , Omar R. Valdimarsson
 •Sobre o resultado do referendo do Icesave , Ólafur Ragnar Grímsson
 •Um mundo em guerra financeira , Michael Hudson
 •A solução islandesa , Eduardo Lucita
 •As guerras europeias quanto à dívida que vêm aí , Michael Hudson
 •A crise financeira na Grécia e na União Europeia , Michael Hudson
 •Crimes económicos contra a humanidade , Lourdes Beneria e Carmen Sarasua
 •A escravidão da dívida – Porque ela destruiu Roma e porque nos destruirá se não for travada , Michael Hudson
 •Que alternativa à não saída do euro? , Octávio Teixeira
 •Lições do Sul para uma Europa em crise? , Rémy Herrera
 •Quando banqueiros se tornam ladrões, a economia desmorona , Devinder Sharma
 •Islândia não tem de reembolsar Reino Unido e Holanda , 29/Jan/2013


O original encontra-se em www.globalresearch.ca/...


 

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As universidades federais na Scientific American Brasil
 Enviado por luisnassif, qui, 31/01/2013 - 15:16
Por Adonai Sant'Anna

Artigo sobre as universidades federais, publicado em Scientific American Brasil.

Universidades federais finalmente expostas na Scientific American Brasil

Anos atrás fiz várias contribuições para a Scientific American Brasil, com dois artigos, diversas notas de divulgação e jornalismo científico, revisões técnicas para a Série Gênios da Ciência e uma resenha de um livro de Richard Dawkins, entre outras. No final do ano passado, porém, apresentei uma proposta ao editor Ulisses Capozzoli: publicar um artigo sobre as mazelas das universidades federais brasileiras. Pedi a ele que visitasse este blog, para ter uma ideia melhor sobre o que eu tinha em mente. Capozzoli imediatamente concordou, percebendo que certas questões sobre as universidades públicas precisam ser urgentemente discutidas.

A edição de fevereiro de Scientific American Brasil com o artigo em questão já está nas bancas brasileiras e portuguesas. No editorial, Capozzoli dá especial atenção ao artigo, afirmando que "o que ocorre nessas instituições [universidades públicas] é a ação nefasta de grupos/pessoas interessadas na fermentação interna da mediocridade intelectual como estratégia de sobrevivência parasitária".

Com permissão do editor, reproduzo aqui uma versão do artigo original, adaptada ao perfil deste blog.

Agradeço ao editor Ulisses Capozzoli não apenas pela importante iniciativa, mas principalmente pela cuidadosa revisão que ele fez na primeira versão do texto.

Parte significativa do artigo contém informações e discussões já veiculadas aqui, principalmente sobre o problema da estabilidade de emprego entre professores de instituições federais de ensino superior. Mas há também tópicos que ainda não exploramos neste blog.

Veremos, agora, as reações dos diferentes segmentos sociais deste país. As primeiras mensagens de reação já começaram a chegar, principalmente de jovens estudantes.

Desejo a todos uma leitura crítica.

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Ciência e Educação (de qualidade) são a Base da Esperança

Em 1998 o Governo Federal criou por decreto a Gratificação de Estímulo à Docência no Magistério Superior. Tratava-se de um adicional ao salário dos docentes de instituições federais de ensino superior (ifes), cujo valor dependia da produtividade em ensino, pesquisa, extensão e administração de cada professor. Pouco tempo depois o valor máximo desta gratificação foi incorporado aos salários de todos os docentes concursados das ifes. Os professores que sistematicamente tinham produtividade máxima (de acordo com critérios governamentais) continuaram a receber em seus contra-cheques o mesmo valor de meses anteriores. Os demais, com produtividade inferior, conquistaram significativo aumento em seus vencimentos.
Este é um exemplo que retrata com fidelidade o quadro típico da universidade pública brasileira: a falta de meritocracia. E, sem reconhecimento efetivo de mérito, como promover progresso científico e tecnológico relevante? Esta falta de políticas meritocráticas na academia brasileira atinge não apenas professores e pesquisadores, mas também alunos e funcionários do quadro técnico-administrativo.
Neste artigo esboço de forma muito breve alguns dos mais graves problemas crônicos do ensino superior público - com ênfase nas universidades federais - e algumas consequências de tais problemas, geralmente gravitando ao redor da confortável garantia de emprego para todos os professores concursados. O foco deste texto se justifica de forma simples. As universidades federais de nosso país têm um papel estratégico fundamental em toda a rede educacional brasileira. Ações e políticas de instituições privadas e estaduais de ensino superior ou médio são muitas vezes dependentes de práticas comuns às universidades federais espalhadas pelo território nacional, as quais são fortemente controladas pelo Governo.
Instituições federais de ensino superior não têm autonomia para contratação, demissão ou negociação salarial de professores. Concursos públicos, para fins de contratação de novos docentes, somente podem ser realizados através de editais nacionais do Governo Federal. Localmente, não há como negociar a contratação de professores, não importando a competência dos mesmos, fatores emergenciais ou as necessidades da instituição. Sempre devem ser aguardados os editais governamentais. Demissões somente podem ocorrer em casos extremamente graves, como abandono do cargo. Participei, anos atrás, de uma comissão interna da Universidade Federal do Paraná (UFPR) que deveria avaliar a situação de um docente que não aparecia no trabalho há pelo menos seis meses. Esta foi uma demonstração muito clara da lentidão administrativa de uma universidade federal. Se um docente lecionar de forma incompetente ou se não realizar atividades de pesquisa, extensão ou administração, isso não caracteriza motivo suficiente para demissão ou perda de privilégios básicos do cargo. Vale observar que estou falando da prática e não daquilo que consta em documentos oficiais. Também não estou discutindo sobre professores substitutos, os quais são contratados por tempo determinado, ganhando salários muito inferiores aos de concursados.
Se um professor é contratado após realização de concurso público, ele deve cumprir um estágio probatório de três anos. Após este período, seu cargo está praticamente garantido, independentemente de sua produção posterior ao longo de toda a vida acadêmica restante. Além disso, docentes podem eventualmente progredir em planos de carreira, mas jamais regridem. Uma vez que um docente se torna Associado III, por exemplo, jamais pode regredir para Associado II ou I, mesmo que nada mais produza após sua última progressão funcional.
É claro que há professores de ifes que mantém excelente produção acadêmica. Mas existem também aqueles que faltam às aulas (sem registro oficial de tais faltas), não cumprem ementas de disciplinas ou horários de aulas, não realizam pesquisa alguma ou qualquer atividade de extensão e nem orientam alunos de graduação ou de pós-graduação. Tais professores podem contar com os mesmos benefícios da estabilidade dada aos mais produtivos.
São várias as consequências do conforto conquistado através da estabilidade irrestrita. Uma delas é o fato de que comumente professores mais antigos se sentem intimidados por jovens que demonstram talento evidentemente superior à média, e muitas vezes usam mecanismos burocráticos absurdos como tentativa desesperada para nivelar todos a um mesmo patamar de desempenho mediano. Cito um caso que eu mesmo testemunhei. Durante minha chefia do Departamento de Matemática da UFPR, de 2005 a 2007, fui relator de um processo de pedido de afastamento de um casal de jovens professores recentemente contratados pelo Departamento de Estatística daquela instituição: Leonardo Soares Bastos e Thaís Cristina de Oliveira Fonseca. Ambos foram convidados para realizar doutoramento em ótimas universidades britânicas, sob a orientação de dois pesquisadores de excelente reputação internacional e com bolsas de estudos pagas pelas respectivas instituições estrangeiras. Apesar do Departamento de Estatística ter aprovado as duas solicitações e de meu parecer ter sido justificadamente favorável, o Setor de Ciências Exatas (instância superior) indeferiu os pedidos. A alegação foi o estágio probatório, o qual deveria ser cumprido por ambos. Legalmente, o estágio probatório poderia ser cumprido no exterior, uma vez que o vínculo empregatício com a UFPR seria mantido. E os membros do Conselho do Setor de Ciências Exatas sabiam disso. Mas o fato é que vi de perto os verdadeiros motivos para negar os pedidos de afastamento temporário: o medo provocado por jovens que crescem rapidamente em suas carreiras. O resultado não poderia ser outro. O ambicioso casal pediu demissão e seguiu rumo para a Inglaterra. Hoje são professores doutores das Universidades Federal Fluminense e Federal do Rio de Janeiro. Ou seja, apesar das políticas das ifes serem praticamente as mesmas em todo o país, este casal ainda insiste em apostar no futuro de nossa nação. Afinal, o Brasil precisa de estatísticos de alto nível.
A consequência mais óbvia da estabilidade irrestrita para docentes das ifes é a falta de um ambiente competitivo na vida acadêmica pública. É claro que muitos professores com produção científica (nem todos) têm acesso a bolsas de estudo e/ou pesquisa, o que caracteriza um certo reconhecimento de mérito por parte de órgãos de apoio que são geralmente externos às ifes. E a manutenção dessas bolsas depende da contínua produção científica dos beneficiados, de acordo com critérios muitas vezes exigentes. No entanto, seus cargos em suas instituições de origem jamais estão ameaçados, ainda que não produzam conhecimento algum. E mesmo em casos de faltas graves, como a prática comum de lecionar conteúdos de forma superficial e até errada, o cargo continua garantido. As ifes ainda contam com o trabalho competente de diversos pesquisadores e cientistas brasileiros, algo que dificilmente pode ser encontrado em universidades privadas deste país. Mas, em geral, as condições de trabalho deles em pouco difere daquelas ofertadas a todos os demais. Temos, assim, um ambiente de pouco estímulo à produção intelectual relevante do ponto de vista do exigente cenário internacional.
O Brasil não é internacionalmente reconhecido como uma nação que produz ideias. Os Estados Unidos são um país tão novo quanto o nosso. Mas as melhores universidades do planeta estão na América do Norte, de acordo com diversas pesquisas internacionais realizadas de forma independente. Por que o Brasil não consegue se destacar em produção científica? Não estaria na hora de percebermos que estamos fazendo alguma coisa errada? Mentes brilhantes nosso país tem desde muito tempo atrás.
Carlos Chagas foi oficialmente indicado ao Nobel de Medicina em duas ocasiões. Perdeu porque Afrânio Peixoto era contrário à política meritocrática adotada por Chagas durante sua gestão no antigo Departamento de Saúde Pública do Governo Federal. Deste modo, Peixoto e colegas fizeram campanha perante a Comissão Nobel, no Instituto Karolinska (Suécia), afirmando, resumidamente, que o trabalho de Chagas não merecia atenção alguma.
Natural de Petrópolis, RJ, Peter Medawar ganhou o Nobel de Medicina, mas durante a juventude teve a cidadania cassada pelo Governo Federal, simplesmente porque não se apresentou ao serviço militar obrigatório. Os resultados de suas pesquisas sobre transplantes de tecidos vivos estão acessíveis a qualquer brasileiro, incluindo militares. Mas a cidadania de Medawar somente foi restaurada muito tempo depois e de forma absolutamente discreta. Por sorte Medawar tinha cidadania britânica também. Assim, Inglaterra ganhou um Prêmio Nobel a mais e o Brasil até hoje ignora a fundamental importância da ciência feita em ambientes competitivos.
Universidades estadunidenses também conferem estabilidade para professores. Mas são poucos os que recebem este benefício, conhecido como tenure. O critério é simplesmente meritocrático. E tal mérito não se avalia através de concurso público realizado em dois ou três dias, mas ao longo de uma extensa carreira marcada por contribuições de elevada relevância acadêmica e negociações. A concessão de estabilidade irrestrita a qualquer professor universitário ou pesquisador é uma forma extremamente eficaz para cultivar um ambiente sem desafios significativos. E ciência, como qualquer outra atividade profissional de alto nível, se fundamenta na constante luta para vencer desafios.
Um docente de instituição federal de ensino superior pode ter acesso a bolsas governamentais de pesquisa e orientar alunos de pós-graduação, se demonstrar produção científica principalmente na forma de artigos publicados em certos veículos especializados de circulação internacional. No entanto, em áreas como matemática, física, química e biologia, esta produção é especialmente avaliada a partir de números que nem sempre têm a ver com qualidade. Avalia-se a quantidade de artigos publicados em periódicos reconhecidos pelos órgãos de apoio à pesquisa, mas raramente se avaliam fatores extremamente importantes, como impacto social de pesquisas e a efetiva participação dos envolvidos.
A revista britânica Nature, por exemplo, adota a seguinte política editorial: ao final do artigo publicado deve ser especificada a real contribuição de cada um dos autores. No entanto, a maioria dos periódicos especializados não adota esta postura. A inclusão de nomes de colegas em artigos científicos tem sido cada vez mais frequente, mesmo quando estes colegas não participam de forma alguma no projeto em questão. E apenas uma minoria dos professores pesquisadores das ifes consegue publicar contribuições que demonstram algum impacto significativo à ciência. O mecanismo mais imediato para avaliar impacto é citação. Em geral, quanto mais citações um artigo recebe na literatura especializada internacional, mais relevante é o impacto do trabalho citado. Porém, mesmo esta visão quantitativa tem limitações.
Por conta de um único artigo publicado na revista Nature, o curitibano Cesar Lattes revolucionou a física de partículas elementares. E, por conta deste trabalho, ele também foi indicado ao Nobel. Quantos outros pesquisadores deste país podem dizer que passaram por experiência parecida? Em avaliações de produtividade, para fins de progressão funcional nas ifes, este artigo de Cesar Lattes valeria tanto quanto um trabalho obscuro publicado emPhysics Essays, um dos piores periódicos de física em circulação. E valeria a metade de um livro didático publicado, independentemente de sua qualidade.
A verdade é que vivemos em uma nação na qual há um número crescente de doutores que sequer sabem ler inglês, situação essa simplesmente inadmissível nos países desenvolvidos, principalmente nas áreas científicas. E sem conhecimentos básicos de inglês, como produzir ciência?
De forma alguma recomendo que deveríamos copiar o modelo acadêmico norte-americano. Mas certamente poderíamos aprender muito com modelos que demonstram claramente funcionar melhor do que o nosso. Afinal, as universidades estadunidenses, apesar de inúmeros problemas graves, produzem a maioria das mais impactantes contribuições científicas e tecnológicas do mundo. O Brasil simplesmente não compete.
Nos Estados Unidos jovens ingressam em universidades. No Brasil, jovens ingressam em cursos universitários. Esta é uma diferença profunda entre os dois sistemas. Se um aluno de uma instituição federal de ensino superior consegue vencer as absurdas barreiras do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e do vestibular, ele está praticamente preso a um curso escolhido enquanto cursava o ensino médio e, portanto, enquanto estava longe de qualquer ambiente universitário. Se este aluno percebe que o curso escolhido não está de acordo com seu perfil pessoal, ele dificilmente terá chances de conseguir uma transferência. A burocracia é muito complicada e prática para poucos. Provavelmente terá que se submeter ao ENEM e ao vestibular de novo ou simplesmente desistir, como muitos o fazem. Já em uma universidade norte-americana, seja privada ou estadual, o recém ingresso encontra a oportunidade de conhecer todas as diferentes realidades das opções disponíveis para graduação. Ele tem a chance de escolher seu futuro profissional a partir de um ambiente genuinamente universitário. No Brasil, as ifes operam como instituições poliversitárias. E este modelo é copiado por instituições estaduais e privadas do ensino superior brasileiro. Logo, o Brasil não tem ideia do que é uma universidade.
Um sistema de ensino superior que exige de um adolescente a escolha de seu curso superior antes de ingressar em qualquer universidade é um sistema que negligencia sua juventude.
Nas ifes também não existe, de forma séria, a tradição das associações de ex-alunos. Isso significa que as ifes, em geral, não avaliam as carreiras de seus egressos. Uma universidade que não está interessada em saber sobre o destino profissional de seus ex-alunos é uma instituição que não está interessada em conhecer seu papel real perante a sociedade. Novamente temos negligência.
Em 2007 todas universidades federais assinaram o polêmico contrato REUNI(Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais) com o Governo. A Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) foi a última a assinar este pacto. Em troca de dinheiro, essas ifes assumiram o compromisso de aumentar gradualmente suas taxas de conclusão de curso para noventa por cento. Do ponto de vista educacional, essa exigência é simplesmente irresponsável. Cursos nas áreas científicas, por exemplo, comumente apresentam índices de reprovação muito superiores a dez por cento, mesmo nas melhores universidades do mundo. Isso significa que tanto o Governo Federal quanto os professores que alegam lutar pelo ensino superior público de qualidade em seus emocionais movimentos de greve, estão negligenciando o futuro da nação de forma realmente perigosa. A preocupação evidente é com quantidade de jovens que se formam em graduações e não com qualidade de ensino.
Em 2012 a consultoria britânica Economist Intelligence Unit publicou um levantamento global de educação que comparou quarenta países, levando em conta notas de testes realizados por alunos e qualidade de professores avaliados entre 2006 e 2010. O Brasil ficou em penúltimo lugar, denunciando um sistema educacional básico que supera apenas o da Indonésia. Este resultado desastroso é uma das múltiplas evidências de que professores formados pelo ensino superior brasileiro não estão demonstrando competência profissional. Diante da promessa do Governo e das universidades federais de que as taxas de conclusão de curso deverão subir indiscriminadamente para noventa por cento, percebe-se que o futuro reserva um desempenho educacional ainda pior para o Brasil, a longo prazo.
Usualmente também não existem programas de honors (ou equivalentes) nas ifes. Esses programas constituem em uma série de procedimentos de avaliação que reconhecem os alunos que se destacam como os melhores em suas respectivas turmas de formatura. Na prática, os programas de honorsoperam como cartas institucionais de recomendação que simplesmente afirmam: "Este indivíduo realizou seu curso com distinção e louvor." É uma forma de ajudar a alavancar as carreiras dos mais brilhantes. Nas ifes, no entanto, novamente faz-se questão de tratar todos de forma igualitária. Temos assim outro exemplo de negligência em um país cujas universidades públicas geralmente consideram elitismo como algo socialmente reprovável.
Não existem mais cátedras nas ifes. Se um professor de universidade federal falece, pede exoneração do cargo ou se aposenta, ele libera uma vaga. Não importa se este docente orientou dezenas de doutores, publicou centenas de artigos de elevado impacto, exerceu relevantes atividades administrativas ou influenciou de forma construtiva milhares de pessoas ao longo de sua carreira. Simplesmente não existe continuidade de sua obra. Este senso de continuidade deveria ser estabelecido institucionalmente através da cátedra. O célebre astrofísico Stephen Hawking, da Cambridge University, ocupou a mesma cátedra de Sir Isaac Newton, um dos pais da ciência moderna. Trata-se de um compromisso que deve transcender a mortalidade física dos grandes nomes da ciência mundial. Nas ifes, porém, qualquer obra, por mais relevante que seja, deve morrer junto com o seu autor. O grande lógico brasileiro Newton da Costa é professor catedrático da UFPR. Sua cátedra é um cargo vitalício, conquistado décadas atrás. No entanto, apesar deste grande cientista ser responsável pela formação de uma importante escola de lógicos brasileiros reconhecidos internacionalmente, a UFPR não se preocupa em ocupar esta cátedra com algum profissional que continue tal tradição. Isso porque todas as cátedras foram extintas, não apenas na UFPR, mas em todas as ifes. Temos aqui um exemplo de negligência com obras relevantes. Falta a percepção de que memória não se promove apenas com museus ou nomes dados a salas de aula e bibliotecas.
Mantenho um blog no qual promovo discussões e articulo ações sobre educação, com especial ênfase à matemática. Neste sítio convoquei alunos de ifes a espalharem cartazes em suas instituições de ensino com a frase "Professor de universidade pública tem seu emprego garantido, independentemente da qualidade de suas aulas." É uma frase simples, excessivamente resumida, mas que retrata um fato importante. Os jovens que atenderam ao pedido foram surpreendidos com manifestações imediatas de extrema intolerância, vindas justamente de professores. Docentes concursados, que viram esses cartazes, simplesmente os arrancaram. Cartazes colados em paredes foram dilacerados. Há pouco espaço para autocrítica nas ifes.
Recentemente recebi convite da revista Sem Fronteiras, da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI) do estado do Paraná, para escrever um artigo. Imediatamente escrevi um texto crítico sobre a educação brasileira. Recebi a resposta de que aquele texto não poderia ser publicado, pois não interessava à SETI criar atritos políticos com demais setores do governo paranaense. Em função desta resposta, escrevi outro artigo, no qual eu criticava o papel do filósofo da ciência nos dias de hoje. O artigo foi publicado na íntegra. Ou seja, criticar filósofos não tem problema. Mas criticar o sistema público de ensino é desaconselhável. E isso ocorreu em uma revista chamada Sem Fronteiras.
Quando propus o presente artigo ao editor Ulisses Capozzoli, a resposta foi imediata: se a Scientific American Brasil publica artigos contendo críticas a universidades dos Estados Unidos e de outros países, por que não criticar universidades brasileiras? Esta é uma postura genuinamente científica. Sem crítica, não se faz ciência e nem educação. Sem crítica, não se sustenta uma instituição de ensino séria e competitiva e, em particular, uma universidade. E os exemplos de negligência dados são igualmente exemplos de falta de crítica.
Professores de física falam de infinitésimos em suas aulas de graduação e pós-graduação, quando modelam fenômenos físicos através de ferramentas do cálculo diferencial e integral. No entanto, o cálculo ensinado nas mesmas instituições não emprega infinitésimos, conceito este fundamental em um estudo avançado conhecido como análise não standard. Professores de cursos de letras, quando lecionam linguística, discutem sobre gramáticas gerativas de Chomsky, sem de fato conhecer teorias de conjuntos, o que torna o estudo sério a respeito do tema simplesmente impossível. E docentes de cursos de filosofia abordam filosofia da ciência sem jamais terem tido qualquer contato com atividades científicas, no sentido estrito do termo. Apesar destes problemas não serem exclusivos das universidades federais, certamente a perpetuação de tamanha ignorância em tais instituições constitui um péssimo exemplo que se propaga em praticamente todas as universidades do país. O próprio Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) considera lógica matemática como especialidade da álgebra, em sua classificação de áreas do conhecimento, demonstrando desconhecer o que é lógica matemática.
O conceito de universidade deve apelar fundamentalmente para uma visão de universalidade, como o próprio nome sugere de forma trivial. Muitas das mais importantes contribuições científicas da história exigiram pesquisas interdisciplinares. A descoberta da estrutura molecular do DNA, por exemplo, somente foi possível graças a aplicações de métodos de ciências físicas em biologia. A própria filosofia da ciência, nos dias de hoje, avançou para muito além das ideias de Karl Popper, autor ainda venerado em graduações brasileiras como uma espécie de líder atual que conduz aos temas mais avançados da metodologia e da epistemologia. O casamento entre filosofia da ciência e métodos avançados de lógica matemática praticamente não é discutido nas salas de aulas de nossas universidades. Enquanto nossos professores universitários em geral ignoram as profundas riquezas da psicologia matemática e das aplicações da teoria matemática das decisões em ciências humanas, entre outros exemplos de interdisciplinaridade, o Brasil continua estagnado perante as nações que tradicionalmente produzem conhecimento científico de alto nível e que, por conta disso, crescem dos pontos de vista social e econômico. Não é por acaso que nossas graduações em engenharias são reconhecidas apenas como cursos técnicos em países europeus.
Fala-se muito da necessidade de valorizar o professor no Brasil. No entanto, os professores do ensino público frequentemente querem impor essa valorização através de greves que reivindicam melhores salários para todos, sem qualquer discriminação. Se docentes desejam honestamente ser valorizados, poderiam examinar certos exemplos que ocorrem em outras categorias profissionais. Médicos, psicólogos, engenheiros, arquitetos e até mesmo corretores de imóveis contam com o apoio de códigos de ética. Professores, porém, não têm qualquer código de ética para estabelecer padrões de qualidade de suas profissões e mecanismos de proteção e punição. Códigos de ética certamente não resolvem de maneira definitiva o problema da valorização profissional. Mas constituem um importante passo, de caráter muito mais meritocrático do que greves. Mas, para isso, seria necessário que os docentes dialogassem com especialistas em ética, cujas competências sejam internacionalmente reconhecidas. Sem diálogo entre diferentes áreas do saber, não há universidade e nem educação.
Para o leitor perceber melhor as origens da incompetência dos professores brasileiros, recomendo a leitura deste artigo de Paula Louzano e colaboradores.
Nos Estados Unidos todas as instituições de ensino superior são pagas, incluindo estaduais e municipais. No Brasil as universidades públicas são gratuitas. Este é um exemplo brasileiro de profunda responsabilidade social. Mas qualquer que seja a realidade educacional e científica de uma nação, sempre haverá problemas graves a serem resolvidos. Portanto, a visão crítica jamais deve deixar de existir. Porém, levando em conta nossa realidade de hoje, fica evidente que ainda não encaramos de frente os problemas mais crônicos e graves.
Há muito tempo o Governo Federal tem investido consideráveis verbas para apoiar pesquisas e expandir vagas em universidades. E graças a iniciativas como a criação de institutos de pesquisa, projetos de convênios internacionais e órgãos de apoio ao desenvolvimento científico e tecnológico, o Brasil conseguiu conquistar um certo reconhecimento internacional em algumas áreas da medicina, matemática e física, para citar umas poucas.
Mas a preocupação principal que deve ser colocada, atualmente, é sobre a estrutura fundamental do ensino superior brasileiro. E o primeiro foco de atenção deve ser voltado às instituições federais de ensino superior, as quais respondem por grande parte da produção científica da nação e estão ao alcance de ações imediatas do Governo Federal. Em alguns rankingsinternacionais, as primeiras universidades brasileiras citadas são duas estaduais de São Paulo. Eventualmente aparecem também nestas listas a Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mas suas colocações são sempre modestas. E na rigorosa classificação Shangai, nenhuma instituição brasileira é citada.
A situação econômica do Brasil, bem como seus reflexos sobre a qualidade de vida de cada um de nós, não serão sustentados a longo prazo sem uma revisão drástica sobre os fundamentos de nossa educação e produção científica e tecnológica. Sem ciência e educação, simplesmente não há esperança.




















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Onde foi parar o seu sonho?, por Alberto Villas
 Enviado por luisnassif, qui, 31/01/2013 - 15:54

Por Vânia
Da CartaCapital

Onde foi parar o seu sonho?

Alberto Villas

Sempre que começa um ano fico aqui pensando onde foram parar os sonhos das pessoas. Logo eu, que um dia sonhei morar numa casa ecológica no meio do mato e hoje vivo na maior cidade da América do Sul entre automóveis e arranha céus, buzinas, fumaças e cheiro de gasolina.

Gostaria de saber onde foi parar o sonho de Aretuza, que vivia escondida e clandestina no DCE de Belo Horizonte enquanto a sede da UNE na Cidade Maravilhosa ardia em chamas.

O sonho de Todinho, companheiro do Colégio de Aplicação que jogava nos policiais pedaços de paralelepípedos lá do último andar da Faculdade de Filosofia.

O sonho de Kaká, que um dia voou para Estocolmo com vontade de plantar morangos em troca de um punhado de coroas.

De Bebeto, que embarcou de bermuda e tamanco num vapor barato rumo à Grécia e nunca mais deu notícias.

De Azeitona, que abandonou os estudos em Belo Horizonte e chegou a Paris disposto a estudar Agronomia sonhando plantar café no sul de Minas Gerais.

De Elena, que queria porque queria zarpar para a África disposta a pegar em armas e lutar ao lado das companheiras do MPLA.

Gostaria de saber onde foi parar o sonho de quem  dormiu no sleeping bag, de quem quase morreu de amor no Estácio, de quem botou o bloco na rua, de quem manteve a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo.

Gostaria de saber onde foi parar o sonho daqueles que, em Santiago do Chile , na calada da noite cantavam La Palmatoria ao lado de Victor Jara. O sonho daquela  multidão na Praça da Revolução em Havana acompanhando Pablo Milanés cantando Amo esta Isla.

Gostaria de saber onde foi parar o sonho daqueles malucos que nas tardes de sábado sentavam no chão do Cine Pathé para assistir Easy Rider pela décima vez. O sonho daqueles que tiraram a roupa e mergulharam na lama em Woodstock. O sonho daquelas que queimaram sutiãs em praças publicas nos quatro cantos do mundo.  Daqueles que estavam ali à beira da cama de John e Yoko em Amsterdam entoando Give Peace a Chance e daqueles que cantaram juntos Let the Sunshine In em Hair.

Sempre que começa um ano faço uma faxina na minha revistaria. Dessa vez caiu em minhas mãos um exemplar da antiga Argumento, um número que trazia um ensaio fotográfico primoroso de Ricardo Mendes.

“Qual é o seu maior sonho?”, perguntou ele no título. Baseado no trabalho do fotógrafo Martín Weber, que realizou a exposição A Map of Latin American Dreams, Mendes pediu a cada um que escrevesse numa pequena placa o seu maior sonho.

O que mais me impressionou foi o sonho de Bigode, o guardador de carros que trabalhava em frente à Livraria Argumento do Leblon. Ele escreveu simplesmente: “Encontrar Sueli”. Com certeza um antigo amor  que ficou à beira do caminho perdido no tempo e no espaço.

Dei um Google e encontrei quase cinco milhões de citações para Sueli. Encontrei Sueli Costa, Sueli Catão, Aragão, Sueli Aparecida, Godim, Rutkowski mas nenhuma Sueli, simplesmente Sueli, que deixasse pistas de estar procurando desesperadamente um tal de Bigode, guardador de carros da Livraria Argumento

Muito Tony Kushner, por Luis Fernando Veríssimo
Enviado por luisnassif, qui, 31/01/2013 - 16:02
Por implacavel
Do Estadão.com.br
Muito Tony Kushner
Luis Fernando Verissimo

Lincoln é a segunda colaboração do Steven Spielberg com o dramaturgo Tony Kushner. A primeira foi Munique, em que o roteiro de Kushner e de um coautor incluía crises de consciência dos agentes de Israel encarregados de vingar o massacre de atletas judeus por palestinos na Olimpíada de Munique de 1972 e impediu que o filme fosse apenas uma glorificação da vingança. Kushner é judeu, como Spielberg, mas é um conhecido crítico do sionismo e da política de Israel em relação aos palestinos e um esquerdista ativo e combativo. Spielberg é um dos "liberais", no sentido anglo-saxão da palavra, de Hollywood, que votam nos democratas, fazem filmes sobre causas nobres como a dos direitos civis de minorias e podem ser definidos como da esquerda confortável.
A parceria Spielberg/Kushner é insólita em outro sentido. Spielberg faz cinemão - bom cinemão, mas cinemão - e Kushner é o mais notório autor de vanguarda do teatro americano, com previsível desdém pelo teatro convencional e pelas grandes produções do cinema comercial. Uma curiosidade: no final da primeira parte da sua peça Anjos na América (as duas partes encenadas juntas têm mais de sete horas de duração) desce no palco um anjo mensageiro para anunciar a vinda do novo milênio e, supõe-se, a purgação dos pecados da América. Sua chegada, numa nuvem colorida, derrubando cenários e acompanhado de raios e música bombástica, é espetacular. Tanto que um dos personagens comenta:
- Muito Steven Spielberg.
Do filme Lincoln pode-se dizer que é muito Tony Kushner. São espetaculares as atuações de Daniel Day-Lewis, Tommy Lee Jones e Sally Fields, mas há pouco espetáculo do Spielberg. Kushner concentrou-se na capacidade política de Lincoln e no fim a abolição da escravatura é apresentada como um triunfo das suas palavras e da sua personalidade - com um pouco de ajuda de propinas a congressistas. Há só uma cena, curta, de guerra, no começo do filme. E é tão reticente a direção de Spielberg que não se vê nem o assassinato de Lincoln, uma cena que presumivelmente permitiria ao diretor dar o seu show. Mas Kushner não deixou. Ficamos sabendo da morte do presidente de ouvir dizer.
Nos Estados Unidos discute-se se Lincoln é de esquerda ou de direita. A esquerda reclama que o filme reforça a ideia de que a História é feita por líderes e heróis excepcionais, a direita reclama que outras causas da Guerra Civil, como a dos direitos estaduais diante da prepotência da União, foram mais importantes do que a escravatura e nem são citadas. Eu acho que o filme seria melhor se o Spielberg tivesse mais solto. Ou então se o Kushner enlouquecesse. Um anjo mensageiro descendo no meio da bancada antiabolicionista do Congresso e anunciando a vinda do Obama, por que não?
  
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A Lendária Recife
Enviado por luisnassif, qui, 31/01/2013 - 16:12
Por ANTONIO ATEU
Do blog Uma Pandora e sua caixa
Carlos Pena Filho e o Recife do século XX: um poeta e uma cidade azul...

Para começo de conversa amo a poesia dessa cabra, o Carlos Pena Filho, o poeta do azul, do azul que envolve nossas vidas sem que nós sejamos capazes de perceber... em um dos seus sonetos mais lindos, o Soneto do Desmantelo Azul, Carlos escreve:

“Então, pintei de azul os meus sapatos
por não poder de azul pintar as ruas,
depois, vesti meus gestos insensatos
e colori, as minhas mãos e as tuas.
Para extinguir em nós o azul ausente
e aprisionar no azul as coisas gratas,
enfim, nós derramamos simplesmente
azul sobre os vestidos e as gravatas.
E afogados em nós, nem nos lembramos
que no excesso que havia em nosso espaço
pudesse haver de azul também cansaço.

E perdidos de azul nos contemplamos
e vimos que entre nós nascia um sol
vertiginosamente azul. Azul.”


O azul é uma das marcas da poesia de Carlos, vai aparecer aqui e ali sempre na sua  poesia suave, elegante, parte de um universo poético cheio de ternura. Que embora seja facilmente reconhecida como sublime, não figura entre  as mais conhecidas, assim como o poeta que jaz esquecido na memória dos seus.
Carlos Pena Filho, nasceu em 1929 em Recife onde também morreu aos 31 anos no dia 1 de julho de 1960, morreu no alge de sua produção literária, no entanto, o que produziu em sua "curta" vida, já fez dele um dos mais importantes poetas pernambucanos da segunda metade do século XX. Politizado, interessado na vida política de Recife e de Pernambuco, um estudante de direito que militava no movimento estudantil engajado nas lutas de seu tempo. Um advogado que atuou em repartição do Estado e, em paralelo, trabalhou como jornalista no Diário de Pernambuco, Diário da Noite e Jornal do Comércio, onde fez reportagens, escreveu crônicas e publicou alguns de seus poemas.

Seu primeiro trabalho como poeta foi o soneto “Marinha”, foi publicado em 1947 pelo Diário de Pernambuco.
Marinha
Tu nasceste no mundo do sargaço
da gestação de búzios, nas areias.
Correm águas do mar em tuas veias,
dormem peixes de prata em teu regaço.
Descobri tua origem, teu espaço,
pelas canções marinhas que semeias.
Por isso as tuas mãos são tão alheias,
Por isso teu olhar é triste e baço.
Mas teu segredo é meu, ó, não me digas
onde é tua pousada, onde é teu porto,
e onde moram sereias tão amigas.
Quem te ouvir, ficará sem teu conforto
pois não entenderá essas cantigas
que trouxeste do fundo do mar morto.

Como todo o resto o poeta também percebe o Recife como uma cidade azul que ferve em um frenesi modernizante, com suas ruas sendo preenchidas com carros, enquanto avenidas eram construídas para suplantar as ruas estreitas do inicio do processo colonizador e arranhas céus tomavam conta dos espaços onde até então casas eram vistas
A cidade do Recife que Carlos conheceu foi uma cidade que estava se transformando em um processo de mutação de sua estrutura urbanística, mas que ainda tinha em sua vida tons de azul, azul do céu litorâneo e do mar a encher a vida das pessoas. Ele viveu em uma Recife que fervia com a critica social e que via surgir em seu horizonte um projeto de educação como o MCP (Movimento de Cultura Popular), que estava diante de João Cabral de Melo Neto e que em breve conheceria o Movimento Armorial. Um momento histórico bastante peculiar, pré-golpe militar, um momento onde as desigualdades sociais são percebidas e colocadas nos versos das poesias como acontece no poema Chope, onde ele fala:
 

“Na Avenida Guararapes,
o Recife vai marchando.
O bairro de Santo Antonio,
tanto se foi transformando
que, agora às cinco da tarde,
mais se assemelha a um festim.
Nas mesas do Bar Savoy, o refrão tem sido assim:
São trinta copos de chope,
são trinta homens sentados,
trezentos desejos presos,
trinta mil sonhos frustrado.”

Mas, não foi só o chope, as desigualdades sociais, os alentos e desalentos da cidade que ele mostra em sua poesia, ele também era um apaixonado por sua cidade, uma cidade que ele descreve como ilha “metade roubada ao Mar, metade ao Rio”, uma ilha onde viveu e morreu sobre a qual escreveu:
“No ponto onde o mar se extingue
E as areias se levantam
Cavaram seus alicerces
Na surda sombra da terra
E levantaram seus muros.
Do frio sono das pedras.
Depois armaram seus flancos:
Trinta bandeiras azuis plantadas no litoral.
Hoje, serena flutua, metade roubada ao mar,
Metade à imaginação,
Pois é do sonho dos homens
Que uma cidade se inventa.”

Uma cidade na qual ele percebe e canta a praia, os subúrbios, a lua, as igrejas, o Bairro do Recife, São José, o Chopp, os oradores, os Secos e Molhados, embriagado, o que sofrem com a crueldade das dificuldades diárias que ele descreve no seguinte poema:

“Recife, cruel cidade,
águia sangrenta, leão.
Ingrata para os da terra,
boa para os que não são.
Amiga dos que a maltratam
inimiga dos que não,
este é o teu retrato feito
com tintas do teu verão
e desmaiadas lembranças
do tempo em que também eras
noiva da revolução.”

Referencias Bibliográficas

PENA Filho, Carlos. Livro Geral Poemas. (Organização de Tânia Carneiro Leão) Edição da Organizadora, Recife, 1999, 2ª edição.
FILHO, Carlos Pena. Livro Geral. Recife: Ed. Póstuma, 2ª ed. 1999.

Sites Visitados:
http://br.geocities.com em 30/10/2008.
http://pt.shvoong.com/humanities em 30/10/2008.
http://culturareligare.wordpress.com em 04/11/2008.
http://poemia.wordpress.com.br em 30/10/2008.
http://palavrarocha.blogspot.com/ em 30/10/200
RA INTERNACIONAL
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O Regente Dudamel e a Orquestra Simón Bolívar
Enviado por luisnassif, qui, 31/01/2013 - 16:22
Por ANTONIO ATEU
Do Midiorama
Gustavo Dudamel & Orquestra Sinfónica Simón Bolívar
A Orquestra
A Orquestra Sinfónica Simón Bolívar de Venezuela foi fundada por José Antonio Abreu e por um grupo de músicos inspirados pelos ideais de Simón Bolívar. Passados trinta anos de sua criação, ela mantém a tradição de criar novos espaços para a excelência musical venezuelana. Seu trabalho pedagógico e sua prática deram origem ao Programa Acadêmico Orquestral, que reúne jovens músicos profissionais do mais alto nível. O trabalho é voltado para o aprofundamento da prática instrumental e orquestral através de um repertório dos mais exigentes. Tudo isto fez com que ela fosse considerada pela crítica especializada como uma das mais destacadas da América Latina.
Os integrantes da orquestra tiveram o privilégio de participar de aulas magnas com grandes mestres, entre os quais não podemos deixar de citar os solistas da Filarmônica de Berlim, Conservatório Sibelius da Finlândia, Academia Bach de Stuttgart, Conservatório New England de Boston e Conservatório de Frankfurt; Quinteto Empire Brass, Quarteto Sonus Brass, Quinteto Spanish Brass, Quarteto de Cordas da Filarmônica de Berlim, Quarteto Latino-americano e Quarteto de Cordas Portland.
A Orquesta Sinfónica Simón Bolívar de Venezuela apresentou-se ao lado de artistas de renome mundial como Claudio Abbado, Luciano Pavarotti, Martha Argerich, Simon Rattle, Lorin Maazel, Yo-Yo Ma, Itzhak Perlman, Pinchas Zukerman, Juan Diego Flórez, Krzysztof Penderecki, Hélène Grimaud, Helmuth Rilling e os venezuelanos Gustavo Dudamel, Diego Matheuz e Christian Vásquez.
O conjunto é frequentemente requisitado por salas de concerto do prestígio da Sala Ríos Reyna do Teatro Teresa Carreño; Filarmônica de Berlim, Filarmônica de Essen, Schleswig Holstein de Lübeck, Gewandhaus de Leipzig, a Semperoper de Dresden, Carnegie Hall de Nova York, Palácio de Bellas Artes do México, Auditório-Palácio de Congressos Príncipe Felipe em Oviedo, Auditório Centro Cultural Miguel Delibes em Valladolid, Auditório de Zaragoza em Aragón, Auditório Nacional de España, Centro de Bellas Artes Luis A. Ferré, Teatro da Universidade de Porto Rico, Sala Finlândia, Felsenreitschule, Grosses Festspielhaus de Salzburgo, Alte Oper de Frankfurt, Centro Nacional de Artes Dramáticas e Musicais de Pequim; Centro de Artes Seongnam de Seul, Metropolitan Art Space, Sala do Fórum Internacional de Tóquio, o Kosei-Nenkin Kankan de Hiroshima, Southbank Centre e o Royal Albert Hall de Londres.
A orquestra empreendeu turnês por numerosos países, aí incluídos a Itália, Alemanha, Espanha, Reino Unido, México, Estados Unidos, Finlândia, Áustria, Suíça, Rússia, Suécia, China, Coreia do Sul, Japão, Portugal, Grécia, Canadá, Polônia e Noruega. Participou ainda de festivais famosos como o ibero-americano “Sevilla entre Culturas”, Primavera de Lucerna, Granada, Edinburgo, o Proms da BBC de Londres, Beethoven de Bonn, Fórum Universal das Culturas, “Berlin in Lights”, Casals de Porto Rico, Helsinque e Festival de Salzburgo.
A orquestra teve uma participação especial no encerramento da XVII Semana de Música Cajastur, quando da entrega do Prêmio Príncipe de Astúrias das Artes 2008. Na oportunidade Gustavo Dudamel dirigiu o conjunto ao lado do Coro da Fundação Príncipe de Astúrias em 23 de outubro no Auditório Príncipe Felipe, diante dos herdeiros da coroa espanhola.
A Orquesta Sinfónica Simón Bolívar de Venezuela é artista exclusiva da Deutsche Grammophon, para a qual gravou cinco CDs sob a direção de Gustavo Dudamel: as Sinfonias Nos. 5 e 7 de Beethoven, a Sinfonia Nº 5 de Mahler, Fiesta, com obras de compositores latino-americanos, a Sinfonia Nº 5 eFrancesca da Rimini de Tchaikovsky, A Sagração da Primavera de Stravinsky e La Noche de los Mayasde Revueltas. Sua última gravação foi dedicada a aberturas de Tchaikovsky inspiradas em obras de Shakespeare.
Site Oficial: http://www.simonbolivarorchestra.com
Gustavo Dudamel

Regente internacionalmente aclamado, Gustavo Dudamel continua a compartilhar seu entusiasmo contagiante pela música com públicos de todas as idades ao redor o mundo. Ao dar início a sua décima segunda temporada como Diretor Musical da Orquesta Sinfónica Simón Bolívar de Venezuela, no outono de 2010, começava sua segunda temporada como Diretor Musical da Filarmônica de Los Angeles, e a quarta com a Sinfônica de Gotenburgo. Dotado de uma paixão, energia e excelência artísticas incomparáveis, Dudamel se dedica a liderar essas orquestras e a ampliar, cada vez mais, seu envolvimento com a ópera. Oriundo de um meio onde estar envolvido com a música desde muito cedo constituiu uma real mudança de vida, Gustavo Dudamel investe na música clássica como um motor de mudança social.
A mensagem do seu trabalho contínuo na Venezuela através de El Sistema, que influencia centenas de milhares de crianças a cada ano, está sendo levado agora para os Estados Unidos, através da Youth Orchestra Los Angeles (YOLA). Este programa para crianças se destina principalmente às comunidades carentes da cidade e continua a crescer e expandir-se sob a liderança de Dudamel e da Filarmônica de Los Angeles. Ele também está envolvido na qualidade de consultor em programas-piloto em Gotenburgo, Suécia e Raploch, na Escócia.
Dando sequência à apresentação em concerto da Carmen de Bizet com a Filarmônica de Los Angeles no Hollywood Bowl em 2010, e a apresentações semiencenadas de La Traviata de Verdi com a Simon Bolivar em Caracas, Gustavo Dudamel iniciou sua temporada 2010/11 em Gotenburgo. Retornou à Filarmônica de Viena no quadro de uma turnê européia que culminou no Carnegie Hall de Nova York em 2 e 3 de outubro. A temporada de Dudamel com a Filarmônica de Los Angeles começou em 7 de outubro com uma “Noite de Gala” apresentando Juan Diego Flórez como convidado, com transmissão ao vivo para todo o mundo pela PBS. De lá o maestro seguiu para o Teatro Alla Scala onde regeu, entre outubro e novembro, nove apresentações da Carmen de Bizet. Uma série de concertos temáticos de óperas com a Filarmônica de Berlim, tendo Elina Garanča como solista, culminou em um Concerto de Ano Novo com transmissão nacional de televisão no fim de 2010.
Em janeiro/fevereiro de 2011 Dudamel dirigiu a Filarmônica de Los Angeles em sua primeira turnê internacional como seu Diretor Musical, com concertos em Lisboa, Madri, Colônia, Londres, Paris, Budapeste e Viena. O repertório incluiu Slonimsky’s Earbox de John Adams, a Sinfonia Nº 1 de Bernstein, Jeremiah, a Sinfonia Nº 7 de Beethoven e a Nona de Mahler.
Nos outros compromissos de Dudamel com a Filarmônica de Los Angeles para este ano destacam-se o Festival “Brahms Unbound”, uma série de sete concertos apresentando o ciclo completo das sinfonias de Brahms em programas duplos que trazem estreias e novas obras comissionadas, além dos concertos de repertório, que vão da Sinfonia Turangalila de Messiaen a obras de compositores como Bruckner, Górecki, Gubaidulina, Lieberson, Mackey, Schumann, Shostakovich, Takemitsu e Weber. Com a Sinfônica de Gotenburgo destacam-se uma turnê nacional à Suécia, ocorrida em abril, ao lado de numerosas apresentações com repertório focado em Mahler, Brahms e Dvořák. Abril viu ainda seu retorno à Filarmônica de Berlim para duas semanas de trabalho que incluíram concertos na cidade e no Festival de Páscoa de Salzburgo.
Gustavo Dudamel continua a dirigir a Orquesta Sinfónica Simón Bolívar de Venezuela nesta temporada, para concertos e gravações em Caracas, assim como para uma longa turnê sul-americana com apresentações em São Paulo, Rio de Janeiro, Buenos Aires e Cidade do México.
Gustavo Dudamel é, desde 2005, artista exclusivo da Deutsche Grammophon. Sua gravação de estreia, reunindo as Sinfonias Nos. 5 e 7 de Beethoven com a Orquesta Sinfônica Simón Bolívar de Venezuela, lançada em 2006, recebeu o Prêmio Echo 2007 (Alemanha) para “Novo Artista do Ano”. Gravações subsequentes com a mesma orquestra incluíram a Sinfonia Nº 5 de Mahler, Fiesta — composta basicamente por peças latino-americanas — e a Sinfonia Nº 5 de Tchaikovsky ao lado de Francesca da Rimini. A última gravação de Dudamel com a Simon Bolivar, Rite, que inclui La noche de los Mayas de Revueltas e Le Sacre du Printemps de Stravinsky, foi lançada em junho de 2010. Seus DVDs incluem oInaugural Concert de Dudamel como Diretor Musical da Filarmônica de Los Angeles, gravado em 8 de outubro de 2009, Birthday Concert for Pope Benedict XVI e Live from Salzburg, que inclui Quadros de uma exposição, de Mussorgsky/Ravel e o Concerto Tríplice de Beethoven, com Martha Argerich, Renaud e Gautier Capuçon com a Simon Bolivar. Na área do iTunes, a Deutsche Grammophon lançou o Concerto Inaugural de Gustavo Dudamel com a Filarmônica de Los Angeles, tanto com City Noir de John Adams e com a Sinfonia Nº1 de Mahler, quanto com a Sinfonia Fantástica de Berlioz e o Concerto para orquestra de Bartók.
Levado à atenção internacional ao triunfar na abertura do Concurso de Regência Gustav Mahler da Sinfônica de Bamberg em maio de 2004, Gustavo Dudamel nasceu em 1981 em Barquisimeto, Venezuela, onde estudou violino no Conservatório Jacinto Lara com José Luís Jiménez e, posteriormente, com José Francisco Del Castillo, na Academia Latino-americana de Violino. Em 1996 deu início aos seus estudos de regência com Rodolfo Saglimbeni. No mesmo ano foi nomeado Diretor Musical da Orquestra de Câmara Amadeus. Em 1999, além de assumir o posto de Diretor Musical da Orquesta Sinfônica Simón Bolívar de Venezuela, começou a estudar regência com José Antonio Abreu, o fundador da orquestra. Em maio de 2007 Dudamel conquistou o “Prêmio da Latinidade”, uma honra atribuída por contribuições notáveis à vida cultural latina. Em 2008 a Orquesta Sinfónica Simón Bolívar recebeu o prestigioso prêmio anual “Príncipe das Astúrias das Artes” da Espanha, e em 2007 Dudamelrecebeu o “Royal Philharmonic Society Music Award for Young Artists”. Juntamente com seu mentor, Dr. Abreu, recebeu o Prêmio Q da Universidade de Harvard por extraordinário serviço prestado às crianças. Em junho de 2009 recebeu um doutorado honorário da Universidad Centro-Occidental Lisandro Alvarado de sua cidade natal. Dudamel foi feito Chavalier dans l’Ordre des Arts et des Lettres em Paris em 2009, sendo recipiendário, no ano seguinte, do “Eugene McDermott Award in the Arts at MIT”, em reconhecimento pelo seu talento ascendente e inovador. Gustavo Dudamel foi indicado pela revistaTime como uma das 100 pessoas mais influentes de 2009. Além disto, foi tema, por três vezes, do 60 Minutes da CBS.
Site Oficial: http://www.gustavodudamel.com

Doença acompanhada por um estigma racial
Enviado por luisnassif, qui, 31/01/2013 - 16:39
Por implacavel
Do blog ACC - Doença Falciforme
O significado social da Anemia Falciforme
Jaqueline Portela e Natália Figueroa - Estudantes de Sociologia

A Anemia Falciforme é a doença hereditária mais prevalente no Brasil com distribuição heterogênea nos estados. Segundo dados do Ministério da Saúde, calcula-se que nasçam, por ano, no país cerca país cerca de 3.500 crianças com Doença Falciforme e 200.000 portadores de Traço¹. A doença ocorre pela presença da hemoglobina S, resultado da mutação pontual GAG à GTG no gene beta da globina, com substituição do ácido glutâmico por valina na sexta posição da cadeia polipeptídica beta (Máximo, 2009). A doença apresenta um quadro clínico caracterizado por anemia hemolítica intensa, crises álgicas, infecções recorrentes e infartos pulmonares, deficiência no crescimento e na maturação sexual, acidente vascular cerebral e comprometimento múltiplo de órgãos e sistemas. Embora não exista cura para Anemia Falciforme, o diagnóstico precoce e o acompanhamento por profissionais de diversas áreas do conhecimento contribuem para a redução dos efeitos decorrentes da doença (    ).
Apesar da importância do conhecimento das informações médicas referentes à doença - o que faz parte dos objetivos desse blog a posteriori -, nosso intuito aqui é o de apresentar um pouco sobre a construção social e cultural da Anemia Falciforme. Nesse sentido, nos interessa compreender como os significados sociais sobre a Anemia Falciforme foram construídos e compartilhados pelos diversos indivíduos da sociedade. Obviamente, os discursos médicos e a forma sintomática do desenvolvimento da doença são de suma importância para a construção desses significados, porém, reiteramos aqui que o que nos interessa não é a doença em si, mas como ela é apreendida pela sociedade.
O primeiro caso de Anemia Falciforme foi registrado pelo médico James Herrick em um estudante negro caribenho em 1910. Desde então, a Anemia Falciforme foi ligada ao corpo negro.  A doença serviu em muitos casos nos EUA, principalmente entre as décadas de 1920 a 1940, como marcador racial que definia quem era ou não negro, sendo utilizada para reafirmar diferenças raciais e chamar a atenção para a condição do “corpo negro” como portador de enfermidades e capaz de difundi-las pela população branca. O autor Fry (2005), em seu texto “O significado da Anemia Falciforme no contexto da ‘política racial’ do governo brasileiro 1995-2004”, retrata esse histórico entre o corpo negro e a doença. O autor ressalta que apesar das descobertas científicas que refutavam as teorias que associavam a doença ao corpo negro, as “elaborações secundárias” a legitimavam. Ainda segundo Fry, a teoria que ligava a doença ao corpo negro era tão inquestionável que as outras teorias, como a mendeliana², e casos que comprovavam o contrário, eram revestidas de explicações ou ‘elaborações secundárias’, por exemplo, o aparecimento da doença em uma pessoa considerada branca. Nesse caso, o questionamento era se de fato o indivíduo era branco e não a confirmação de que a doença não era exclusividade do corpo negro.
Embora essa realidade apresentada em estudo de Fry (2005) e Macedo (2006) seja dos EUA, o mesmo significado atribuído à doença e ao corpo negro foi imposto no Brasil. Segundo Diniz (2006), ao analisar o discurso da mídia brasileira sobre a anemia falciforme, essa autora argumenta que a doença, historicamente, recebeu a interpretação de ser uma “doença de negros”. Seu estudo mostra que em algumas matérias do jornal “A Tarde” da Bahia, a anemia falciforme era noticiada como um problema de saúde pública atribuído à população negra e não como uma doença genética. Ainda segundo Diniz, as matérias mostram que são raros os casos nos quais os profissionais de saúde dizem desconhecer o fato da anemia falciforme não ser uma doença exclusiva da população negra. Tal postura, conclui Diniz (2006), demonstra o quanto a ideia que associa a anemia falciforme à população negra está disseminada entre a população geral e entre os profissionais de saúde.
O autor Fry (2005) também chega a uma conclusão semelhante á de Diniz em seu texto. Para ele, a rede discursiva brasileira (mídia, discurso médico, etc) criada em torno da anemia falciforme contribui para a naturalização da raça e para o aumento da estigmatização da população negra. Segundo ele, as informações presentes nos folhetos que tratam da anemia falciforme contribuem para uma ligação maior entre esta condição e o corpo negro. Porém, Fry ainda admite a existência de uma mudança nessa visão. No final do seu texto, ele analisa pesquisas que demostram a inexistência dessa relação.
Conclui-se, portanto, que a anemia falciforme é acompanhada por um estigma racial, em decorrência das redes discursivas criadas em torno dos indivíduos que a possuem. Esse caso, em particular, leva-nos a refletir sobre as relações entre ciência e cultura. A ciência– imbuída de um discurso de “busca eterna pela verdade”- pretende transcender a cultura e alcança, com isso, legitimação social. Esse processo chega ao ápice na sociedade contemporânea ocidental. Os discursos científicos, cada vez mais críveis pela população, de modo geral, reforçam e estabelecem categorias sociais que implicam nas relações dos indivíduos entre si. Cabe aqui uma observação: há de se disseminar as ideias que afastam a noção de corpo negro e anemia falciforme pela educação continuada sobre a sua origem. Desta forma, muda-se o significado atribuído à doença falciforme, porque apesar dessas construções sociais serem “fixas” em um determinado período de tempo no bojo de uma sociedade, não se configuram como imutáveis.
¹ Dados recolhidos do site do Ministério da saúde:http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=27777&janela=1. Acesso em 17/05/2011.
²A teoria mendeliana consiste na explicação genética proposta para a doença. Conforme essa teoria, a anemia falciforme é definida como de herança genética, associada a uma mutação específica. Assim, a doença é causada pela mutação de um gene e não por conta da cor da pele do indivíduo!
Bibliografia Consultada
DINIZ, Débora; GUEDES, Cristiano. A Informação Genética na Mídia Impressa: A Anemia Falciforme em Questão. Série Anais, v. 35, 1-7 junho. p.1-7. 2004.
FRY, Peter. “O significado da anemia falciforme no contexto da ‘política racial’ do governo brasileiro MACEDO1995-2004”.
MACEDO, Luciana. A POLÍTICA DE “SAÚDE DA POPULAÇÃO NEGRA” NO BRASIL: O CASO DA ANEMIA FALCIFORME (1996-2004). Dissertação de Mestrado do Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde da Casa de Oswaldo Cruz/ Fiocruz; Orientador: Prof. Dr. MARCOS CHOR MAIO, Rio de Janeiro, 2006.

Tratado da Delicadeza, por Socorro Lira
Enviado por luisnassif, qui, 31/01/2013 - 17:07
Socorro Lira lança o CD
‘Singelo tratado sobre a Delicadeza’
14 de Fevereiro, Auditório do SESC Pinheiros - São Paulo - SP
Singelo Tratado sobre a Delicadeza é o novo CD autoral de Socorro Lira, artista vencedora do 23º Prêmio da Música Brasileira de melhor cantora na categoria regional.
Dedicado ao tema ‘delicadeza’, o álbum que traz 13 faixas  todas de autoria de Lira, sugere a canção como meio de interiorização e leveza. Como convidado, o cantor carioca João Pinheiro cantando em solos ou em harmoniosos duetos. Entusiasmo e uma inquestionável aposta na vida e nos virtuosos valores humanos orientam o novo trabalho poético-musical dessa compositora nascida na Paraíba. A produção é da própria Socorro Lira e os arranjos, do pernambucano Jorge Ribbas.
No dia 14 de fevereiro de 2013, no SESC Pinheiros, além de acompanhar-se ao violão, Socorro conta com a participação de Cássia Maria (percussão), Clara Bastos (baixo acústico), Ana Eliza Colomar (flauta e sax) e Breno Ruiz (piano). 
Para mais informações, acessar www.socorrolira.com.br e www.youtube.com/liraprocult
SERVIÇO
Projeto ‘Base de Lançamento’ do SESC Pinheiros apresenta Socorro Lira
lançando o CD Singelo tratado sobre a Delicadeza
14 de Fevereiro, 20h30, Auditório SESC Pinheiros – São Paulo, Capital
R$ 16,00 [inteira]. R$ 8,00 [usuário matriculado no SESC e dependentes,
aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência,
estudante e professor da rede pública com comprovante].
R$ 4,00 [trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo
matriculado no SESC e dependentes]
 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013



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As mudanças no mercado de trabalho dos EUA
 Enviado por luisnassif, seg, 21/01/2013 - 11:40



Por Adir Tavares

Do The American Dream

Estamos testemunhando a morte lenta e tortuosa do trabalhador americano

Por Michael Snyder - Tradução do Google

 Estamos testemunhando a morte lenta e tortuosa do trabalhador americano

Era uma vez, a economia dos EUA produziu uma oferta aparentemente infinita de empregos bem pagos que os trabalhadores americanos habilitados para comprar casas, criar famílias e viver o sonho americano. Mas agora tudo isso mudou. Ao longo das últimas décadas, tem havido algumas mudanças fundamentais na nossa economia, que têm vindo a erosão do valor do trabalhador americano.Graças aos avanços incríveis em robótica, computadores e outros campos da tecnologia, muitas atividades econômicas que antes exigiam uma quantidade enorme de mão de obra agora exigem muito pouco. Nada vai reverter os avanços tecnológicos, de modo que os empregos que foram perdidos como resultado já se foram para sempre. Mas há milhões de outros bons empregos que perdemos que poderíamos ter feito algo a respeito. Ao longo da últimas décadas, milhões e milhões de empregos americanos foram transferidos para o exterior. Graças a uma série de "livre comércio" que nossos políticos prometeu que seria muito bom para a nossa economia, os trabalhadores americanos já foram fundidas em uma força de trabalho global, com centenas de milhões de trabalhadores do outro lado do mundo que vivem em países onde é legal de pagar os salários de trabalho escravo.Em tal situação, é natural que as grandes corporações de transferir a produção das áreas de salários elevados para as áreas de baixos salários. Desemprego na América disparou e assim ter lucros corporativos. Hoje, os lucros das empresas como uma porcentagem do PIB dos EUA estão em uma alta de todos os tempos , mas os salários em percentagem do PIB dos EUA estão perto de umabaixa de todos os tempos . A falta de empregos decentes nos Estados Unidos é uma das principais razões pelas quais estamos em uma crise econômica que parece nunca ter fim, e as coisas não vão dar a volta a qualquer momento em breve. Nós realmente estamos testemunhando a morte lenta e tortuosa do trabalhador americano, e os políticos de ambos os partidos políticos estão apenas em pé de lado e deixar acontecer.

De volta aos velhos tempos, quase todo mundo que estava disposto a trabalhar duro na América poderia facilmente sair e conseguir um trabalho decente. Mas hoje existe uma concorrência feroz, mesmo para empregos que pagam perto de salário mínimo. Por exemplo, milhares e milhares de pessoas recentemente aplicado por apenas 200 postos de trabalho em um novo alvo , em Albuquerque, Novo México ...

Milhares de pessoas se inscreveram para 200 novos postos de trabalho na Target, nos últimos três dias no Nordeste Albuquerque.

Ação KOAT 7 News foi à feira da Target trabalho no dia Marriott cada Uptown e continuou a encontrar linhas serpenteando ao redor do prédio.

Os candidatos só tem uma chance de uma em 35, em conseguir um emprego, mas muitos disseram que estão confiantes de que podem ficar fora do bloco.

Os candidatos têm menos de 3 por cento a chance de conseguir um desses empregos no alvo. As chances de entrar em Harvard são realmente muito melhor do que isso .

Mas pelo menos há alguma atividade econômica acontecendo em Albuquerque.Em todo o país, há outras cidades que antes eram movimentado com a atividade econômica que agora estão morrendo uma morte lenta deprimente. Por exemplo, basta verificar o seguinte excerto de um artigo de Don Terry sobre Gary, Indiana, intitulado " Onde trabalho desaparece e sonhos morrem "...

Como Flint, Detroit, Cleveland e Akron, como centenas de cidades de todo o Centro-Oeste, uma vez-industrial, Gary é emblemático da nova pobreza americana, a pobreza que desceu quando as fábricas fecharam. A cidade é a metade do tamanho que era em 1970, a sua população reduzida de 170.000 para 80.000, em seguida hoje. Sua taxa de pobreza é de 28 por cento. Um quinto de suas casas, igrejas, escolas e outras estruturas são vagos e embarcaram-up. As usinas de aço gigantescas ainda forrar o lago Michigan praia no noroeste de Indiana, mas elas foram hemorragia trabalhadores por décadas.

Você pode ver algumas fotos deslumbrantes sobre as ruínas de Gary, Indiana aqui. É difícil imaginar que Gary já foi uma cidade de produção verdadeiramente grande.

Mas é claro que Gary está longe de ser sozinho. O seguinte é de um recente artigo publicado na economia em crise , que detalhou o declínio chocante de Ypsilanti, Michigan ...

No final de 1970, cerca de 20.000 pessoas trabalhavam para a Ford e da General Motors em Ypsilanti. Hoje, apenas algumas centenas de trabalho na indústria automobilística aqui. É a mesma história de cidades, em Michigan, Ohio e Indiana.

Para dizer o mínimo, Ypsilanti já viu melhores dias. As receitas fiscais caíram ao longo dos últimos 20 anos. O prefeito diz que ele está considerando a combinação do fogo ea polícia em um departamento. O departamento de parques e recreação tem um orçamento de R $ 0. É apenas uma página web que raramente é atualizado.

Enquanto isso, as empresas de automóveis dos EUA estão ocupados colocando-se brilhantes novas fábricas do outro lado do globo. Por exemplo, a Chrysler anunciou recentemente planos de construir novas instalações de produção na China e na Rússia .

Você não ouve muito sobre o declínio da produção nos Estados Unidos sobre a notícia mainstream, mas é certamente uma das maiores histórias econômicas deste século até agora. No ano de 2000, havia mais de 17 milhões de americanos que trabalham na produção, mas agora há menos de 12 milhões .

Então, quais são os trabalhadores americanos deveriam fazer?

Eles são supostos de aprender novas habilidades para os "empregos de amanhã"?

Uma das poucas áreas da economia dos EUA, que tem vindo a crescer tem sido o setor de saúde. Há hordas de Baby Boomers que estão envelhecendo, e eles vão precisar de um monte de cuidados médicos. Eu costumava dizer aos amigos que a enfermagem é um campo bom para ir em porque sempre haverá empregos disponíveis. De fato, em um ponto que foi dito que era supostamente uma "escassez" de enfermeiros nos Estados Unidos.

Bem,  CNN recentemente publicou um artigo sobre os graduados de enfermagem recentes que parecem não conseguir encontrar trabalho, não importa o quanto eles tentem. O seguinte é um trecho curto de uma dessas histórias de horror ...

Eu me formei na San Jose State University, em maio e tenho a minha licença enfermeira registrada em julho. Fui pesquisar e aplicar para uma posição RN por sete meses agora e ainda não encontrou um trabalho de enfermagem.

Eu tenho aplicado para trabalhos em todo Califórnia e também de outros estados como o Texas, Nevada, Oklahoma e Virgínia.

Então, se você não consegue encontrar um emprego na área da saúde, que campo que você deveria ir para?

Por favor, não diga lei. Há hordas de diplomados do ensino nova lei competindo por muito poucos entrada de nível de emprego a cada ano. Na verdade, um escritório de advocacia surgiu com a brilhante idéia de fazer jovens advogados pagar uma taxa para o "privilégio" de ter experiência jurídica, trabalhando lá.Basta verificar seu anúncio Craigslist .

A verdade fria e dura é que não há empregos suficientes em quase América hoje.Como resultado, nossos rendimentos estão a diminuir. Renda familiar média nos Estados Unidos caiu para quatro anos em uma fileira . No geral, ele caiu por mais de 4000 dólares durante esse período de tempo.

As coisas têm sido particularmente duro com os jovens americanos . Se você pode acreditar, as famílias norte-americanas que têm um chefe de família que está sob a idade de 30 anos têm uma taxa de pobreza de 37 por cento .

E, como um recente artigo RT explicou, a expectativa de vida para os jovens americanos é deprimente baixo ...

Além disso, novas evidências revelaram que nova geração de cidadãos dos EUA (menores de 50) morrer mais cedo e têm pior saúde do que os seus homólogos de outros países desenvolvidos, de acordo com um novo estudo da saúde e longevidade nos EUA.

Homens americanos ficaram em último na expectativa de vida entre os 17 países do estudo, e as mulheres americanas como a segunda passada.

O relatório de 378 páginas, por um painel de especialistas reunidos pelo Instituto de Medicina e do Conselho Nacional de Pesquisa foi baseada em uma revisão ampla de mortalidade e estudos e estatísticas e incluiu outros países como, Canadá, Japão, Austrália, França, Alemanha e Espanha.

O futuro simplesmente não parece muito brilhante para os trabalhadores americanos. Graças aos avanços da tecnologia e do offshoring desenfreado de empregos, as grandes corporações simplesmente não precisa de trabalhadores norte-americanos, tanto quanto antigamente. Na verdade, muitos deles tentam minimizar o número de trabalhadores norte-americanos caras que têm sobre a folha de pagamento, tanto quanto puderem.

Então, o que todos nós deveria fazer?

O que devemos dizer aos milhões de trabalhadores norte-americanos que não conseguem encontrar emprego?

Bem, eu acho que a boa notícia é que você pode encontrar "Aceitamos EBT" sinaisquase todos os lugares estes dias. Como o número de bons empregos diminuiu, o número de americanos de cupons de alimentação tem absolutamente disparou.

Se você pode acreditar, o número de americanos no vale-refeição subiu de cerca de 17 milhões no ano 2000 para mais de 47 milhões hoje.

Isso é surpreendente, e é verdadeiramente sem precedentes.

Na década de 1970, cerca de um em cada 50 americanos estava no vale-refeição.

Hoje, cerca de um em cada americanos 6.5 é de cupons de alimentação.

O trabalhador americano está morrendo uma morte lenta e tortuosa, ea menos que a ação dramática é tomada de imediato, as coisas vão ficar muito pior.

Para muito mais sobre tudo isso, consulte um outro artigo que escrevi recentemente intitulado " A classe média nos Estados Unidos é ser eliminado - Aqui estão 60 fatos que provam Ele ".

Então, o que você acha que o futuro parece para o trabalhador americano médio?Por favor, sinta-se livre para deixar um comentário com seus pensamentos abaixo ...

O trabalhador americano é uma espécie ameaçada

http://endoftheamericandream.com/archives/we-are-witnessing-the-slow-tortuous-death-of-the-american-worker


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As mudanças no mercado de trabalho dos EUA
 Enviado por luisnassif, seg, 21/01/2013 - 11:40



Por Adir Tavares

Do The American Dream

Estamos testemunhando a morte lenta e tortuosa do trabalhador americano

Por Michael Snyder - Tradução do Google

 Estamos testemunhando a morte lenta e tortuosa do trabalhador americano

Era uma vez, a economia dos EUA produziu uma oferta aparentemente infinita de empregos bem pagos que os trabalhadores americanos habilitados para comprar casas, criar famílias e viver o sonho americano. Mas agora tudo isso mudou. Ao longo das últimas décadas, tem havido algumas mudanças fundamentais na nossa economia, que têm vindo a erosão do valor do trabalhador americano.Graças aos avanços incríveis em robótica, computadores e outros campos da tecnologia, muitas atividades econômicas que antes exigiam uma quantidade enorme de mão de obra agora exigem muito pouco. Nada vai reverter os avanços tecnológicos, de modo que os empregos que foram perdidos como resultado já se foram para sempre. Mas há milhões de outros bons empregos que perdemos que poderíamos ter feito algo a respeito. Ao longo da últimas décadas, milhões e milhões de empregos americanos foram transferidos para o exterior. Graças a uma série de "livre comércio" que nossos políticos prometeu que seria muito bom para a nossa economia, os trabalhadores americanos já foram fundidas em uma força de trabalho global, com centenas de milhões de trabalhadores do outro lado do mundo que vivem em países onde é legal de pagar os salários de trabalho escravo.Em tal situação, é natural que as grandes corporações de transferir a produção das áreas de salários elevados para as áreas de baixos salários. Desemprego na América disparou e assim ter lucros corporativos. Hoje, os lucros das empresas como uma porcentagem do PIB dos EUA estão em uma alta de todos os tempos , mas os salários em percentagem do PIB dos EUA estão perto de umabaixa de todos os tempos . A falta de empregos decentes nos Estados Unidos é uma das principais razões pelas quais estamos em uma crise econômica que parece nunca ter fim, e as coisas não vão dar a volta a qualquer momento em breve. Nós realmente estamos testemunhando a morte lenta e tortuosa do trabalhador americano, e os políticos de ambos os partidos políticos estão apenas em pé de lado e deixar acontecer.

De volta aos velhos tempos, quase todo mundo que estava disposto a trabalhar duro na América poderia facilmente sair e conseguir um trabalho decente. Mas hoje existe uma concorrência feroz, mesmo para empregos que pagam perto de salário mínimo. Por exemplo, milhares e milhares de pessoas recentemente aplicado por apenas 200 postos de trabalho em um novo alvo , em Albuquerque, Novo México ...

Milhares de pessoas se inscreveram para 200 novos postos de trabalho na Target, nos últimos três dias no Nordeste Albuquerque.

Ação KOAT 7 News foi à feira da Target trabalho no dia Marriott cada Uptown e continuou a encontrar linhas serpenteando ao redor do prédio.

Os candidatos só tem uma chance de uma em 35, em conseguir um emprego, mas muitos disseram que estão confiantes de que podem ficar fora do bloco.

Os candidatos têm menos de 3 por cento a chance de conseguir um desses empregos no alvo. As chances de entrar em Harvard são realmente muito melhor do que isso .

Mas pelo menos há alguma atividade econômica acontecendo em Albuquerque.Em todo o país, há outras cidades que antes eram movimentado com a atividade econômica que agora estão morrendo uma morte lenta deprimente. Por exemplo, basta verificar o seguinte excerto de um artigo de Don Terry sobre Gary, Indiana, intitulado " Onde trabalho desaparece e sonhos morrem "...

Como Flint, Detroit, Cleveland e Akron, como centenas de cidades de todo o Centro-Oeste, uma vez-industrial, Gary é emblemático da nova pobreza americana, a pobreza que desceu quando as fábricas fecharam. A cidade é a metade do tamanho que era em 1970, a sua população reduzida de 170.000 para 80.000, em seguida hoje. Sua taxa de pobreza é de 28 por cento. Um quinto de suas casas, igrejas, escolas e outras estruturas são vagos e embarcaram-up. As usinas de aço gigantescas ainda forrar o lago Michigan praia no noroeste de Indiana, mas elas foram hemorragia trabalhadores por décadas.

Você pode ver algumas fotos deslumbrantes sobre as ruínas de Gary, Indiana aqui. É difícil imaginar que Gary já foi uma cidade de produção verdadeiramente grande.

Mas é claro que Gary está longe de ser sozinho. O seguinte é de um recente artigo publicado na economia em crise , que detalhou o declínio chocante de Ypsilanti, Michigan ...

No final de 1970, cerca de 20.000 pessoas trabalhavam para a Ford e da General Motors em Ypsilanti. Hoje, apenas algumas centenas de trabalho na indústria automobilística aqui. É a mesma história de cidades, em Michigan, Ohio e Indiana.

Para dizer o mínimo, Ypsilanti já viu melhores dias. As receitas fiscais caíram ao longo dos últimos 20 anos. O prefeito diz que ele está considerando a combinação do fogo ea polícia em um departamento. O departamento de parques e recreação tem um orçamento de R $ 0. É apenas uma página web que raramente é atualizado.

Enquanto isso, as empresas de automóveis dos EUA estão ocupados colocando-se brilhantes novas fábricas do outro lado do globo. Por exemplo, a Chrysler anunciou recentemente planos de construir novas instalações de produção na China e na Rússia .

Você não ouve muito sobre o declínio da produção nos Estados Unidos sobre a notícia mainstream, mas é certamente uma das maiores histórias econômicas deste século até agora. No ano de 2000, havia mais de 17 milhões de americanos que trabalham na produção, mas agora há menos de 12 milhões .

Então, quais são os trabalhadores americanos deveriam fazer?

Eles são supostos de aprender novas habilidades para os "empregos de amanhã"?

Uma das poucas áreas da economia dos EUA, que tem vindo a crescer tem sido o setor de saúde. Há hordas de Baby Boomers que estão envelhecendo, e eles vão precisar de um monte de cuidados médicos. Eu costumava dizer aos amigos que a enfermagem é um campo bom para ir em porque sempre haverá empregos disponíveis. De fato, em um ponto que foi dito que era supostamente uma "escassez" de enfermeiros nos Estados Unidos.

Bem,  CNN recentemente publicou um artigo sobre os graduados de enfermagem recentes que parecem não conseguir encontrar trabalho, não importa o quanto eles tentem. O seguinte é um trecho curto de uma dessas histórias de horror ...

Eu me formei na San Jose State University, em maio e tenho a minha licença enfermeira registrada em julho. Fui pesquisar e aplicar para uma posição RN por sete meses agora e ainda não encontrou um trabalho de enfermagem.

Eu tenho aplicado para trabalhos em todo Califórnia e também de outros estados como o Texas, Nevada, Oklahoma e Virgínia.

Então, se você não consegue encontrar um emprego na área da saúde, que campo que você deveria ir para?

Por favor, não diga lei. Há hordas de diplomados do ensino nova lei competindo por muito poucos entrada de nível de emprego a cada ano. Na verdade, um escritório de advocacia surgiu com a brilhante idéia de fazer jovens advogados pagar uma taxa para o "privilégio" de ter experiência jurídica, trabalhando lá.Basta verificar seu anúncio Craigslist .

A verdade fria e dura é que não há empregos suficientes em quase América hoje.Como resultado, nossos rendimentos estão a diminuir. Renda familiar média nos Estados Unidos caiu para quatro anos em uma fileira . No geral, ele caiu por mais de 4000 dólares durante esse período de tempo.

As coisas têm sido particularmente duro com os jovens americanos . Se você pode acreditar, as famílias norte-americanas que têm um chefe de família que está sob a idade de 30 anos têm uma taxa de pobreza de 37 por cento .

E, como um recente artigo RT explicou, a expectativa de vida para os jovens americanos é deprimente baixo ...

Além disso, novas evidências revelaram que nova geração de cidadãos dos EUA (menores de 50) morrer mais cedo e têm pior saúde do que os seus homólogos de outros países desenvolvidos, de acordo com um novo estudo da saúde e longevidade nos EUA.

Homens americanos ficaram em último na expectativa de vida entre os 17 países do estudo, e as mulheres americanas como a segunda passada.

O relatório de 378 páginas, por um painel de especialistas reunidos pelo Instituto de Medicina e do Conselho Nacional de Pesquisa foi baseada em uma revisão ampla de mortalidade e estudos e estatísticas e incluiu outros países como, Canadá, Japão, Austrália, França, Alemanha e Espanha.

O futuro simplesmente não parece muito brilhante para os trabalhadores americanos. Graças aos avanços da tecnologia e do offshoring desenfreado de empregos, as grandes corporações simplesmente não precisa de trabalhadores norte-americanos, tanto quanto antigamente. Na verdade, muitos deles tentam minimizar o número de trabalhadores norte-americanos caras que têm sobre a folha de pagamento, tanto quanto puderem.

Então, o que todos nós deveria fazer?

O que devemos dizer aos milhões de trabalhadores norte-americanos que não conseguem encontrar emprego?

Bem, eu acho que a boa notícia é que você pode encontrar "Aceitamos EBT" sinaisquase todos os lugares estes dias. Como o número de bons empregos diminuiu, o número de americanos de cupons de alimentação tem absolutamente disparou.

Se você pode acreditar, o número de americanos no vale-refeição subiu de cerca de 17 milhões no ano 2000 para mais de 47 milhões hoje.

Isso é surpreendente, e é verdadeiramente sem precedentes.

Na década de 1970, cerca de um em cada 50 americanos estava no vale-refeição.

Hoje, cerca de um em cada americanos 6.5 é de cupons de alimentação.

O trabalhador americano está morrendo uma morte lenta e tortuosa, ea menos que a ação dramática é tomada de imediato, as coisas vão ficar muito pior.

Para muito mais sobre tudo isso, consulte um outro artigo que escrevi recentemente intitulado " A classe média nos Estados Unidos é ser eliminado - Aqui estão 60 fatos que provam Ele ".

Então, o que você acha que o futuro parece para o trabalhador americano médio?Por favor, sinta-se livre para deixar um comentário com seus pensamentos abaixo ...

O trabalhador americano é uma espécie ameaçada

http://endoftheamericandream.com/archives/we-are-witnessing-the-slow-tortuous-death-of-the-american-worker


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As mudanças no mercado de trabalho dos EUA
 Enviado por luisnassif, seg, 21/01/2013 - 11:40



Por Adir Tavares

Do The American Dream

Estamos testemunhando a morte lenta e tortuosa do trabalhador americano

Por Michael Snyder - Tradução do Google

 Estamos testemunhando a morte lenta e tortuosa do trabalhador americano

Era uma vez, a economia dos EUA produziu uma oferta aparentemente infinita de empregos bem pagos que os trabalhadores americanos habilitados para comprar casas, criar famílias e viver o sonho americano. Mas agora tudo isso mudou. Ao longo das últimas décadas, tem havido algumas mudanças fundamentais na nossa economia, que têm vindo a erosão do valor do trabalhador americano.Graças aos avanços incríveis em robótica, computadores e outros campos da tecnologia, muitas atividades econômicas que antes exigiam uma quantidade enorme de mão de obra agora exigem muito pouco. Nada vai reverter os avanços tecnológicos, de modo que os empregos que foram perdidos como resultado já se foram para sempre. Mas há milhões de outros bons empregos que perdemos que poderíamos ter feito algo a respeito. Ao longo da últimas décadas, milhões e milhões de empregos americanos foram transferidos para o exterior. Graças a uma série de "livre comércio" que nossos políticos prometeu que seria muito bom para a nossa economia, os trabalhadores americanos já foram fundidas em uma força de trabalho global, com centenas de milhões de trabalhadores do outro lado do mundo que vivem em países onde é legal de pagar os salários de trabalho escravo.Em tal situação, é natural que as grandes corporações de transferir a produção das áreas de salários elevados para as áreas de baixos salários. Desemprego na América disparou e assim ter lucros corporativos. Hoje, os lucros das empresas como uma porcentagem do PIB dos EUA estão em uma alta de todos os tempos , mas os salários em percentagem do PIB dos EUA estão perto de umabaixa de todos os tempos . A falta de empregos decentes nos Estados Unidos é uma das principais razões pelas quais estamos em uma crise econômica que parece nunca ter fim, e as coisas não vão dar a volta a qualquer momento em breve. Nós realmente estamos testemunhando a morte lenta e tortuosa do trabalhador americano, e os políticos de ambos os partidos políticos estão apenas em pé de lado e deixar acontecer.

De volta aos velhos tempos, quase todo mundo que estava disposto a trabalhar duro na América poderia facilmente sair e conseguir um trabalho decente. Mas hoje existe uma concorrência feroz, mesmo para empregos que pagam perto de salário mínimo. Por exemplo, milhares e milhares de pessoas recentemente aplicado por apenas 200 postos de trabalho em um novo alvo , em Albuquerque, Novo México ...

Milhares de pessoas se inscreveram para 200 novos postos de trabalho na Target, nos últimos três dias no Nordeste Albuquerque.

Ação KOAT 7 News foi à feira da Target trabalho no dia Marriott cada Uptown e continuou a encontrar linhas serpenteando ao redor do prédio.

Os candidatos só tem uma chance de uma em 35, em conseguir um emprego, mas muitos disseram que estão confiantes de que podem ficar fora do bloco.

Os candidatos têm menos de 3 por cento a chance de conseguir um desses empregos no alvo. As chances de entrar em Harvard são realmente muito melhor do que isso .

Mas pelo menos há alguma atividade econômica acontecendo em Albuquerque.Em todo o país, há outras cidades que antes eram movimentado com a atividade econômica que agora estão morrendo uma morte lenta deprimente. Por exemplo, basta verificar o seguinte excerto de um artigo de Don Terry sobre Gary, Indiana, intitulado " Onde trabalho desaparece e sonhos morrem "...

Como Flint, Detroit, Cleveland e Akron, como centenas de cidades de todo o Centro-Oeste, uma vez-industrial, Gary é emblemático da nova pobreza americana, a pobreza que desceu quando as fábricas fecharam. A cidade é a metade do tamanho que era em 1970, a sua população reduzida de 170.000 para 80.000, em seguida hoje. Sua taxa de pobreza é de 28 por cento. Um quinto de suas casas, igrejas, escolas e outras estruturas são vagos e embarcaram-up. As usinas de aço gigantescas ainda forrar o lago Michigan praia no noroeste de Indiana, mas elas foram hemorragia trabalhadores por décadas.

Você pode ver algumas fotos deslumbrantes sobre as ruínas de Gary, Indiana aqui. É difícil imaginar que Gary já foi uma cidade de produção verdadeiramente grande.

Mas é claro que Gary está longe de ser sozinho. O seguinte é de um recente artigo publicado na economia em crise , que detalhou o declínio chocante de Ypsilanti, Michigan ...

No final de 1970, cerca de 20.000 pessoas trabalhavam para a Ford e da General Motors em Ypsilanti. Hoje, apenas algumas centenas de trabalho na indústria automobilística aqui. É a mesma história de cidades, em Michigan, Ohio e Indiana.

Para dizer o mínimo, Ypsilanti já viu melhores dias. As receitas fiscais caíram ao longo dos últimos 20 anos. O prefeito diz que ele está considerando a combinação do fogo ea polícia em um departamento. O departamento de parques e recreação tem um orçamento de R $ 0. É apenas uma página web que raramente é atualizado.

Enquanto isso, as empresas de automóveis dos EUA estão ocupados colocando-se brilhantes novas fábricas do outro lado do globo. Por exemplo, a Chrysler anunciou recentemente planos de construir novas instalações de produção na China e na Rússia .

Você não ouve muito sobre o declínio da produção nos Estados Unidos sobre a notícia mainstream, mas é certamente uma das maiores histórias econômicas deste século até agora. No ano de 2000, havia mais de 17 milhões de americanos que trabalham na produção, mas agora há menos de 12 milhões .

Então, quais são os trabalhadores americanos deveriam fazer?

Eles são supostos de aprender novas habilidades para os "empregos de amanhã"?

Uma das poucas áreas da economia dos EUA, que tem vindo a crescer tem sido o setor de saúde. Há hordas de Baby Boomers que estão envelhecendo, e eles vão precisar de um monte de cuidados médicos. Eu costumava dizer aos amigos que a enfermagem é um campo bom para ir em porque sempre haverá empregos disponíveis. De fato, em um ponto que foi dito que era supostamente uma "escassez" de enfermeiros nos Estados Unidos.

Bem,  CNN recentemente publicou um artigo sobre os graduados de enfermagem recentes que parecem não conseguir encontrar trabalho, não importa o quanto eles tentem. O seguinte é um trecho curto de uma dessas histórias de horror ...

Eu me formei na San Jose State University, em maio e tenho a minha licença enfermeira registrada em julho. Fui pesquisar e aplicar para uma posição RN por sete meses agora e ainda não encontrou um trabalho de enfermagem.

Eu tenho aplicado para trabalhos em todo Califórnia e também de outros estados como o Texas, Nevada, Oklahoma e Virgínia.

Então, se você não consegue encontrar um emprego na área da saúde, que campo que você deveria ir para?

Por favor, não diga lei. Há hordas de diplomados do ensino nova lei competindo por muito poucos entrada de nível de emprego a cada ano. Na verdade, um escritório de advocacia surgiu com a brilhante idéia de fazer jovens advogados pagar uma taxa para o "privilégio" de ter experiência jurídica, trabalhando lá.Basta verificar seu anúncio Craigslist .

A verdade fria e dura é que não há empregos suficientes em quase América hoje.Como resultado, nossos rendimentos estão a diminuir. Renda familiar média nos Estados Unidos caiu para quatro anos em uma fileira . No geral, ele caiu por mais de 4000 dólares durante esse período de tempo.

As coisas têm sido particularmente duro com os jovens americanos . Se você pode acreditar, as famílias norte-americanas que têm um chefe de família que está sob a idade de 30 anos têm uma taxa de pobreza de 37 por cento .

E, como um recente artigo RT explicou, a expectativa de vida para os jovens americanos é deprimente baixo ...

Além disso, novas evidências revelaram que nova geração de cidadãos dos EUA (menores de 50) morrer mais cedo e têm pior saúde do que os seus homólogos de outros países desenvolvidos, de acordo com um novo estudo da saúde e longevidade nos EUA.

Homens americanos ficaram em último na expectativa de vida entre os 17 países do estudo, e as mulheres americanas como a segunda passada.

O relatório de 378 páginas, por um painel de especialistas reunidos pelo Instituto de Medicina e do Conselho Nacional de Pesquisa foi baseada em uma revisão ampla de mortalidade e estudos e estatísticas e incluiu outros países como, Canadá, Japão, Austrália, França, Alemanha e Espanha.

O futuro simplesmente não parece muito brilhante para os trabalhadores americanos. Graças aos avanços da tecnologia e do offshoring desenfreado de empregos, as grandes corporações simplesmente não precisa de trabalhadores norte-americanos, tanto quanto antigamente. Na verdade, muitos deles tentam minimizar o número de trabalhadores norte-americanos caras que têm sobre a folha de pagamento, tanto quanto puderem.

Então, o que todos nós deveria fazer?

O que devemos dizer aos milhões de trabalhadores norte-americanos que não conseguem encontrar emprego?

Bem, eu acho que a boa notícia é que você pode encontrar "Aceitamos EBT" sinaisquase todos os lugares estes dias. Como o número de bons empregos diminuiu, o número de americanos de cupons de alimentação tem absolutamente disparou.

Se você pode acreditar, o número de americanos no vale-refeição subiu de cerca de 17 milhões no ano 2000 para mais de 47 milhões hoje.

Isso é surpreendente, e é verdadeiramente sem precedentes.

Na década de 1970, cerca de um em cada 50 americanos estava no vale-refeição.

Hoje, cerca de um em cada americanos 6.5 é de cupons de alimentação.

O trabalhador americano está morrendo uma morte lenta e tortuosa, ea menos que a ação dramática é tomada de imediato, as coisas vão ficar muito pior.

Para muito mais sobre tudo isso, consulte um outro artigo que escrevi recentemente intitulado " A classe média nos Estados Unidos é ser eliminado - Aqui estão 60 fatos que provam Ele ".

Então, o que você acha que o futuro parece para o trabalhador americano médio?Por favor, sinta-se livre para deixar um comentário com seus pensamentos abaixo ...

O trabalhador americano é uma espécie ameaçada

http://endoftheamericandream.com/archives/we-are-witnessing-the-slow-tortuous-death-of-the-american-worker