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sexta-feira, 31 de agosto de 2012


O ganho salarial real do 1º semestre

Por Marco Antonio L.
Do Valor
Carlos Giffoni 
O primeiro semestre foi marcado por fortes ganhos reais das categorias com data-base no período. Ontem o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou balanço que apontou que a média de ganho real registrada ficou em 2,23%. A entidade analisou 370 negociações. Essa média é a maior para o período desde 2008, quando o Dieese começou a analisar sempre as mesmas convenções e acordos coletivos. No primeiro semestre de 2011, a média de ganho real conquistado havia ficado em 1,31%. Segundo a entidade, os ganhos reais maiores que 2% devem ser mantidos no segundo semestre, puxados pelas negociações de grandes categorias e por uma retomada na indústria.
Em 23 de julho, o Valor divulgou levantamento exclusivo em 391 convenções coletivas registradas no Ministério do Trabalho no primeiro semestre que apontavam um ganho real médio de 2,75%.
O resultado deste ano, na avaliação de José Silvestre, coordenador de relações intersindicais do Dieese, é reflexo de um conjunto de fatores: "A taxa de inflação mais baixa, o alto reajuste do salário mínimo, o bom desempenho do mercado de trabalho e a ampliação do emprego formal garantiram altos reajustes", explicou.
No primeiro semestre, 96,5% das negociações garantiram reajustes acima do INPC. Outros 3,0% garantiram a reposição da inflação e apenas 0,5% tiveram reajustes menores que a inflação. Esse é o melhor resultado da série histórica, desde 1996.
O ganho real médio de 2,33% no setor de serviços foi o maior entre os setores pesquisados. Na indústria, a média foi de 2,15%, e no comércio, de 2,23%.

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