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sexta-feira, 31 de agosto de 2012


Coronelato e impunidade no Maranhão

Por IV Avatar do Rio Meia Ponte
Nassif, o texto me emocionou muito pq minha familia está vivendo uma situação idêntica, não sei se vou dar conta de expor o caso de forma compreensível. Em resumo tem a ver com o poder econômico sobrepujando o Judiciário. Vamos então. Balsas, no sul do Maranhão, é uma cidade rica, em constraste com a vasta pobreza. Lá existe um senhor conhecido por Zezão, um dos mais ricos da região, dono de várias propriedades, projetos de soja, só uma destas propriedades tem mais de 40 mil hectares. Não é preciso dizer de que lado a Justiça se posicionará num momento em que as partes são, de um lado o Zezão e, do outro, o Zé Ninguém.
O Zé Ninguém, no caso meu irmão, vinha de Sambaíba para Balsas para resolver problemas pessoas. Já chegando em Balsas, numa curva, na subida de uma ladeira, o meu irmão, que conduzia um Fiat, deparou-se com uma camionet Hilux na contramão. Não tendo para onde correr, deu tempo apenas de dizer "ahhh". Morte fatal dele e da esposa. Tudo ocorreu insatantaneamente. Começaram as falsas versões para colocar meu irmão como culpado, tudo nas mãos da outra parte, TV, polícia, Justiça. Diante da inércia da polícia, nos reunimos para pagar o perito. Solicitamos a reconstituição, o que foi negado. O processo foi arquivado. Um novo processo foi protocolizado por eles(preposta, terceirizada, sei lá), que alegam terem ficado no prejuizo, uma vez que sua camionete ficou parada por um tempão por causa dos estragos decorrentes do acidente, pedem 65 mil reais a titulo de indenização. Nestas horas, não adianta acreditar que a Justiça estará ao lado do Zé Ninguém que só deixou saudades, isso nunca passa, imagino a dor deste senhor ao ver este video e o assiste por se vê obrigado, pois a Justiça faz questão de não ver. Muito triste. Prefiro não continuar este relato, a emoção tomou conta, depois retorno, talvez.
Por Luis Roberto R
Avatar, sou de Balsas e conheço a figura. É uma das ricas não apenas de Balsas mas do Brasil. Atua em vários setores, o nome dele é José Carlos Gorgen, no momento ele é candidato a vice-prefeito. Uma de suas empresas várias fatura R$ 123 milhões, com 38 mil hectares plantados, sem contar outros 9 mil hectares cultivados nas mesmas terras na safrinha. Vcs perderam entes familiares, a polícia foi omissa, vcs gastaram e vão gastar ainda mais com esse processo aberto pelo Zezão num Estado no qual o Judiciário é comandado pela força da grana. Esses 60 mil reais para vcs é muito mas para o autor desta ação imoral é nada. Um pouco sobre o poderio econômico de, José Carlos Gorgen, o  Zezão da Ribeirão, deu no Valor Econômico:
Considerado a principal fronteira agrícola dentro da região conhecida como Mapito (Maranhão, Piauí e Tocantins), o Piauí ganha no mês que vem sua primeira unidade misturadora de adubos. Por trás do investimento, de R$ 5 milhões, não está qualquer tradicional nome internacional do setor, e sim a Ribeirão S.A., do agricultor gaúcho José Carlos Gorgen. A nova fábrica fica em Uruçuí, principal centro do agronegócio piauíense, e terá capacidade para misturar 100 mil toneladas de adubos por ano. A unidade será maior do que a misturadora de 70 mil toneladas da Ribeirão em Balsas (MA), sede do grupo agropecuário fundado em1979.

Gorgen e o pai saíram de Não-me-toque (RS) em busca de terras baratas. “Há terras aqui que foram compradas a um preço por hectare de meio saco de soja e que hoje valem 120 sacos”, diz o produtor, queé conhecido e se apresenta como Zezão. Apenas a título de comparação, uma boa fazenda em Não-me-toque ainda custa muito mais: até 700 sacas por hectare produtivo.

Histórico
A primeira fazenda da família no Maranhão, de 1,3 mil hectares plantados, foicomprada pelo preço de um caminhão médio. Hoje, Gorgen comanda uma empresa rural que fatura R$ 123 milhões, com 38 mil hectares plantados, sem contar outros 9 mil hectares cultivados nas mesmas terras na safrinha. Mesmo bem-sucedido, o empresário não perdeu o jeito simples. Come de colher no refeitório de suas fazendas, em vez de sujar a cozinha das sedes. São esses hábitos que explicam algo de seu sucesso, já que a aversão ao luxo permitiu que boa parte dos lucros fosse reinvestida na empresa.

Diversificação
Com o ganho de escala, a decisão do produtor foi verticalizar o negócio. Foi em uma decisão assim que Gorgen criou sua própria misturadora de adubos, em 2000, após ter dificuldade em garantir seu suprimento de fertilizantes. No ano seguinte, sua misturadora passou a prestar serviço para a Cargill e, no terceiro ano, ele começou a vender fertilizantes diretamente para outros produtores. No ano passado, a Rbeirão importou 113 mil toneladas de matéria-prima para fertilizantes. Hoje o grupo possui ainda uma revenda de agrotóxicos e comercializa a produção de clientes que pagam o adubo com grãos. O próximo passo, após a nova misturadora entrar em operação no Piauí, é ser sócio de um terminal portuário para exportar diretamente a produção. A Ribeirão é sócia em um consórcio criado para disputar a licitação de um terminal graneleiro no porto do Itaqui, ao lado de Bunge, Cargill, Ceagro e Algar. A licitação foi suspensa,mas o consórcio permanece.
Fonte: Luiz Silveira / Valor Econômico
Palavras-chave: Uruçui , ribeirão , adubos , ribeirão sa , jose carlos gorgen

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