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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Miriam Leitão

Enviado por Míriam Leitão -
28.2.2012
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9h10m
Bom Dia Brasil

No Brasil, o equivalente a uma Argentina não paga impostos

Uma pesquisa feita pelo Instituto Etco, em conjunto com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), apontou que a informalidade gerou no ano passado R$ 651 bilhões em negócios em todo o país. Eu acompanho esta pesquisa desde que ela começou.
Conversei com pesquisadores da FGV e com pessoas do Etco que estão fazendo um grande esforço para medir essa economia que eles chamam de subterrânea. Parte dessa economia é informal; outra parte, clandestina. E eles são muito conservadores, o que não têm certeza, não colocam no número. Então, pode ser que a economia subterrânea pode ser ainda maior no Brasil.
É uma Argentina que não está pagando impostos, que não está recolhendo à Previdência. Isso significa que o peso fica maior sobre quem paga.
Essa questão tem vários lados e um deles é esse: quem paga imposto acaba pagando mais porque temos uma Argentina inteira não recolhendo impostos.
E não é só aquele pequeno que não paga porque não entende as regras. Fiz recentemente uma reportagem em favelas pacificadas do Rio de Janeiro para conversar com esses empreendedores que estão entrando na formalidade.
O Estado tem de chegar com incentivos, sem repressão. Um incentivo, por exemplo, seria chegar com informação. A Rocinha receberá o Sebrae em março, que fará um mutirão de explicação. Lá, conversei com microempreendedores que querem se formalizar.
Agora, há aqueles grandes que já têm informações sobre as leis. Esses devem ser fiscalizados.
Bom mesmo seria reduzir a burocracia, a papelada e toda a dificuldade para essas pessoas terem acesso à legalização. Essa complicação é ruim para o pequeno e para o grande também.
Na Rocinha, algumas pessoas me disseram: "Eu tive que me formalizar; senão, não fazia negócios".
Cada um de nós também tem de aprender a pedir nota fiscal. Faz parte do processo.
Reportagem do Bom Dia Brasil sobre esse assunto pode ser vista aqui

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