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quarta-feira, 30 de novembro de 2011






BOPE R$ 2.260,00 para arriscar a vida;



Bombeiro R$ 960,00 para salvar vidas;



Professor R$ 728,00 para preparar para a vida;



Médico R$ 1.260,00 para manter a vida;



Deputado federal R$ 26.700,00 pra quê mesmo?









PARADOXOS DE UM PAÍS DE LOUCOS



Um motorista do Senado ganha mais para dirigir um automóvel do que um oficial da Marinha para pilotar uma fragata !



Um ascensorista da Câmara Federal ganha mais para servir os elevadores da casa do que um oficial da Força Aérea que pilota um Mirage.



Um diretor - que é responsável pela garagem do Senado - ganha mais que um oficial-general do Exército, que comanda uma Região Militar ou uma grande fração do Exército.



Um diretor sem diretoria do Senado, cujo título é só para justificar o salário, ganha o dobro do que ganha um professor universitário federal concursado, com mestrado, doutorado e prestígio internacional.



Um assessor de 3º nível de um deputado, que também tem esse título para justificar seus ganhos, mas que não passa de um "aspone" ou um mero estafeta de correspondências, ganha mais que um cientista-pesquisador da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, com muitos anos de formado, que dedica o seu tempo buscando curas e vacinas para salvar vidas.



O SUS paga a um médico, por uma cirurgia cardíaca com abertura de peito, a importância de R$ 70,00, equivalente ao que uma diarista cobra para fazer a faxina num apartamento de dois quartos.



OS RESULTADOS NÃO JUSTIFICAM O ATUAL NÚMERO DE SENADORES, DEPUTADOS FEDERAIS, ESTADUAIS E VEREADORES.



O PAÍS DO FUTURO JAMAIS CHEGARÁ A ELE SEM QUE HAJA RESPONSABILIDADE SOCIAL E COM OS GASTOS PÚBLICOS .



JÁ PERDEMOS A CAPACIDADE DE NOS INDIGNAR, PORÉM, O PIOR É ACEITARMOS ESSAS COISAS, COMO SE TIVESSE QUE SER ASSIM MESMO, OU QUE NADA TEM MAIS JEITO.



VALE A PENA TENTAR.













bLOG DO LUIS NASSIF

EUA e China bloqueiam investida brasileira na OMC


Enviado por luisnassif, qua, 30/11/2011 - 11:13

De O Estado de S. Paulo



EUA e China bloqueiam ‘guerra cambial’ na OMC



Por pressão brasileira, tema faria parte do próximo encontro da entidade, mas Casa Branca e Pequim são ‘totalmente contra’ a proposta



Jamil Chade, correspondente de O Estado de S. Paulo



GENEBRA - Estados Unidos e China bloqueiam a tentativa brasileira de incluir na agenda da reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC) a "guerra cambial" e o impacto das flutuações de moedas para as exportações e importações.



O encontro ocorre a partir do dia 14 de dezembro em Genebra, com a presença do chanceler brasileiro, Antonio Patriota. Já a proposta da Casa Branca de sugerir um congelamento de todas as tarifas de importação foi rejeitada pelo Brasil e outros países emergentes, que defendem o direito de elevar impostos até as taxas autorizadas pela organização sempre que sentirem que a medida é necessária.





A OMC vive seu pior momento, sem saber que rumo dar à Rodada Doha e sem conseguir fechar nenhum tipo de acordo entre países sobre temas comerciais. Na reunião ministerial em três semanas, as divergências ficarão mais uma vez claras. Não haverá declaração final, mas apenas um resumo das discussões por falta de consenso.



Um dos pontos principais de conflito é a questão cambial. Nos últimos meses, o governo brasileiro lançou uma campanha para forçar a entidade a lidar com o impacto do câmbio para o comércio. O real valorizado prejudicou as exportações nacionais e permitiu que produtos estrangeiros entrassem no mercado nacional a preços mais baixos. Vários outros governos vivem a mesma situação por conta da desvalorização do dólar.



Guido Mantega, ministro da Fazenda, chegou a conversar com o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, na cúpula do G-20, na França. O Brasil conseguiu convencer a entidade a aprovar um plano para debater o assunto dentro no âmbito da OMC. O primeiro passo seria a realização de um seminário em 2012, sem valor legal e que não comprometeria a OMC a tomar decisões.



Brasília, porém, queria aproveitar a reunião ministerial da organização, que ocorre apenas a cada dois anos, para dar destaque ao assunto e elevar o perfil do debate. A proposta do Itamaraty era a de incluir um parágrafo no documento final apontando que o tema havia sido tratado.



Fontes europeias confirmaram ao Estado que a Casa Branca se colocou "totalmente contra" a proposta. O temor é de que o dólar acabe sendo apontado como o responsável por problemas vividos por outros governos.



A negativa dos Estados Unidos, porém, não significa que o assunto esteja sendo enterrado. O Brasil poderá levantar o tema no discurso que Patriota fará durante o evento, ainda que não tenha o mesmo peso. Além disso, o governo insiste que esse debate já faz parte da agenda da OMC para 2012 e que, portanto, tem garantias de que a relação entre o câmbio e o comércio será abordada.



A China, por sua vez, também rejeita ser alvo de pressões por conta de sua moeda e passou os últimos dias minando as chances de a proposta brasileira ser aprovado. Pequim reitera que a definição do yuan cabe só ao governo chinês e que uma mudança cambial no valor da moeda do país ocorrerá no médio e longo prazos.



Congelamento. O Brasil também fez questão de bombardear a proposta americana de adotar um compromisso legal de que todas as tarifas de importação fossem congeladas. O combate ao protecionismo tem sido uma das bandeiras da OMC e do G-20.



Desde as primeiras cúpulas, declarações foram feitas de que governos não recorreriam a barreiras como forma de solucionar suas crises. O problema é que ninguém cumpriu o prometido. Agora, os países ricos que sofrem uma estagnação cada vez mais preocupante, buscam um acordo para garantir que os emergentes continuem com os mercados abertos.



.O lançamento da Comunidade de Estados da AL e Caribe


Enviado por luisnassif, qua, 30/11/2011 - 11:32

Por raquel_

Do IHU Online



Reforçando o escudo latinoamericano



Nessa quarta-feira no final da tarde, a presidente Cristina Fernández de Kirchner parte para Caracas. A reunião bilateral com o seu colega venezuelano, Hugo Chávez, marcado para quinta-feira será o primeiro marco de uma agenda hegemonizada pelo encontro da Unasul e o lançamento da Comunidade de Estados da América Latina e Caribe, composta por trinta e três países da região.



A formação de uma Organização dos Estados Americanos sem os EUA e o Canadá vem sendo estudada desde a reunião de Cancún, em fevereiro do ano passado. Na sexta-feira, começa o encontro da Unasul e antes dele, a presidenta se reunirá com a primeira magistrada do Brasil, Dilma Rousseff.



A reportagem é do Página/12, 29-11-2011. A tradução é do Cepat.





A doença de Chávez obrigou-o a adiar as deliberações sobre a nova comunidade de nações que, em princípio, estava marcada para julho. Naquela época, o presidente venezuelano viajou para Cuba, onde começou seu tratamento. Cristina Kirchner telefonou na oportunidade para saber como estava. A última comunicação entre os dois líderes aconteceu em 23 de outubro, quando o presidente Chávez telefonou para felicitá-la por sua reeleição.



Chávez afirmou que "em Caracas vai nascer um novo organismo, a Celac" e comentou que a sua constituição demandou "anos de luta” e que significa "um passo, (porque) continuamos avançando”. Ele também disse: "Eu tenho me preparado para o grande momento que me toca viver, ser anfitrião não de um encontro, mas sim de três encontros", referindo-se a Celac, a Unasul e ao Petrocaribe.



A Celac reunirá 33 países latinoamericanos, sem a presença dos Estados Unidos e do Canadá, e a sua criação surgiu durante um encontro de chefes de Estados no México, em 23 de fevereiro de 2010, como unificação do Grupo do Rio e da Cúpula da América Latina e do Caribe. Juntos, esses países respondem por 550 milhões de pessoas e por uma superfície territorial de 20 milhões de quilômetros quadrados.



Além das presidentas da Argentina e do Brasil se comprometeram em participar os presidentes Felipe Calderón (México), Sebastian Piñera (Chile), José Mujica (Uruguai) eJuan Manuel Santos (Colômbia). Também se farão presentes Evo Morales (Bolívia), Raul Castro (Cuba), Alvaro Colom (Guatemala), Porfirio Lobo (Honduras), Daniel Ortega(Nicarágua) e Fernando Lugo (Paraguai), entre outros.



Durante o encontro de Cancún, os presidentes Chávez, Evo Morales e o ex-presidente brasileiro Lula da Silva se pronunciaram favoravelmente que o novo organismo ocupe o lugar da OEA que mantém vigente a expulsão de Cuba por sua adoção de um regime comunista.



"Deve ser uma união de repúblicas e de outros povos, diferente da OEA que sempre trabalhou sob a hegemonia dos Estados Unidos", disse Chávez no começo do encontro de Cancún. Outros países da região consideram, entretanto, que a coexistência entre ambos organismos é possível. A apresentação da Celac será realizada nesta sexta-feira e sábado em Caracas e iniciará uma nova etapa na relação regional com os Estados Unidos.



Os países da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) debaterão os mecanismos regionais para fortalecer a relação política, econômica e comercial na região. A crise financeira internacional e os mecanismos para levantar um escudo protetor que permita consolidar o crescimento em grande parte dos países do sul do continente aparece como um dos temas centrais. O apoio para a defesa da soberania da Argentina sobre as Ilhas Malvinas é outro dos temas recorrentes da reivindicação dos líderes.



Desde a posse de Néstor Kirchner, a Argentina mantém uma forte relação bilateral com a Venezuela. Em março, Chávez esteve na Argentina pela última vez participando de uma cerimônia no estaleiro Tandanor onde se constróem navios para a Venezuela. A participação da Argentina em um plano construção de moradias fará parte das conversações, assim como os avanços e dificuldades para implementar o Banco do Sul.



.O lançamento da Comunidade de Estados da AL e Caribe


Enviado por luisnassif, qua, 30/11/2011 - 11:32

Por raquel_

Do IHU Online



Reforçando o escudo latinoamericano



Nessa quarta-feira no final da tarde, a presidente Cristina Fernández de Kirchner parte para Caracas. A reunião bilateral com o seu colega venezuelano, Hugo Chávez, marcado para quinta-feira será o primeiro marco de uma agenda hegemonizada pelo encontro da Unasul e o lançamento da Comunidade de Estados da América Latina e Caribe, composta por trinta e três países da região.



A formação de uma Organização dos Estados Americanos sem os EUA e o Canadá vem sendo estudada desde a reunião de Cancún, em fevereiro do ano passado. Na sexta-feira, começa o encontro da Unasul e antes dele, a presidenta se reunirá com a primeira magistrada do Brasil, Dilma Rousseff.



A reportagem é do Página/12, 29-11-2011. A tradução é do Cepat.





A doença de Chávez obrigou-o a adiar as deliberações sobre a nova comunidade de nações que, em princípio, estava marcada para julho. Naquela época, o presidente venezuelano viajou para Cuba, onde começou seu tratamento. Cristina Kirchner telefonou na oportunidade para saber como estava. A última comunicação entre os dois líderes aconteceu em 23 de outubro, quando o presidente Chávez telefonou para felicitá-la por sua reeleição.



Chávez afirmou que "em Caracas vai nascer um novo organismo, a Celac" e comentou que a sua constituição demandou "anos de luta” e que significa "um passo, (porque) continuamos avançando”. Ele também disse: "Eu tenho me preparado para o grande momento que me toca viver, ser anfitrião não de um encontro, mas sim de três encontros", referindo-se a Celac, a Unasul e ao Petrocaribe.



A Celac reunirá 33 países latinoamericanos, sem a presença dos Estados Unidos e do Canadá, e a sua criação surgiu durante um encontro de chefes de Estados no México, em 23 de fevereiro de 2010, como unificação do Grupo do Rio e da Cúpula da América Latina e do Caribe. Juntos, esses países respondem por 550 milhões de pessoas e por uma superfície territorial de 20 milhões de quilômetros quadrados.



Além das presidentas da Argentina e do Brasil se comprometeram em participar os presidentes Felipe Calderón (México), Sebastian Piñera (Chile), José Mujica (Uruguai) eJuan Manuel Santos (Colômbia). Também se farão presentes Evo Morales (Bolívia), Raul Castro (Cuba), Alvaro Colom (Guatemala), Porfirio Lobo (Honduras), Daniel Ortega(Nicarágua) e Fernando Lugo (Paraguai), entre outros.



Durante o encontro de Cancún, os presidentes Chávez, Evo Morales e o ex-presidente brasileiro Lula da Silva se pronunciaram favoravelmente que o novo organismo ocupe o lugar da OEA que mantém vigente a expulsão de Cuba por sua adoção de um regime comunista.



"Deve ser uma união de repúblicas e de outros povos, diferente da OEA que sempre trabalhou sob a hegemonia dos Estados Unidos", disse Chávez no começo do encontro de Cancún. Outros países da região consideram, entretanto, que a coexistência entre ambos organismos é possível. A apresentação da Celac será realizada nesta sexta-feira e sábado em Caracas e iniciará uma nova etapa na relação regional com os Estados Unidos.



Os países da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) debaterão os mecanismos regionais para fortalecer a relação política, econômica e comercial na região. A crise financeira internacional e os mecanismos para levantar um escudo protetor que permita consolidar o crescimento em grande parte dos países do sul do continente aparece como um dos temas centrais. O apoio para a defesa da soberania da Argentina sobre as Ilhas Malvinas é outro dos temas recorrentes da reivindicação dos líderes.



Desde a posse de Néstor Kirchner, a Argentina mantém uma forte relação bilateral com a Venezuela. Em março, Chávez esteve na Argentina pela última vez participando de uma cerimônia no estaleiro Tandanor onde se constróem navios para a Venezuela. A participação da Argentina em um plano construção de moradias fará parte das conversações, assim como os avanços e dificuldades para implementar o Banco do Sul.
.Fiesp lança o "jurômetro"


Enviado por luisnassif, qua, 30/11/2011 - 11:24

Da Rede Brasil Atual



"Jurômetro" alerta para gasto com pagamento de juros da dívida pública



Lançamento do site criado pela Fiesp ocorre no mesmo dia do início da reunião do Copom, em Brasília. Ferramenta calcula número de casas populares que poderiam ser construídas com o montante



Por: Letícia Cruz, Rede Brasil Atual



São Paulo – O montante gasto pelo governo com pagamento de juros da dívida pública poderia ser revertido em investimento em educação, habitação, renda e transporte, segundo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Uma ferramenta na internet batizada de "jurômetro" foi lançada nesta terça-feira (29) em evento na capital paulista para mostrar o impacto da política de juros do governo federal. O objetivo da Fiesp é "conscientizar a sociedade" sobre a questão. A apresentação do aplicativo foi feita horas antes da última reunião de 2011 do Comitê de Política Monetária (Copom), que decide sobre a taxa básica de juros da economia, a Selic, atualmente fixada em 11,5% ao ano.



Até as 14h30 desta terça, o "jurômetro" apontava quase R$ 217 bilhões em pagamento de juros sobre a dívida em 2011. A partir de dados oficiais do Banco Central e de ministérios como os de Cidades, Educação e Transportes, são calculados os números de casas populares (3 milhões), de escolas (230 mil) e de novos aeroportos (332) que poderiam ser construídos com o montante.



O site segue o molde do "Impostômetro", ferramenta que contabiliza o pagamento de tributos no período de um ano, mantido pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio). O mecanismo é semelhante ainda ao empregado no Pedagiômetro, dedicado a monitorar a arrecadação em praças de cobrança em rodovias estaduais paulistas.



O diretor do Departamento de Competitividade da Fiesp, Ricardo Roriz, apontou que a Selic elevada traz prejuízos tanto para trabalhadores quanto para empresas. Paulo Skaf, presidente da entidade e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), aponta que nem todas as pessoas conseguem explicar o que significa a quantia bilionária. "A maior parte da população não sabe ao menos o que é Copom e o que a redução ou o aumento de um ponto percentual na taxa de juros básica significa", diz.



O jurômetro, lançado por ora apenas na internet, pode receber uma versão física, instalado futuramente em frente ao prédio da Fiesp, na avenida Paulista, e em Brasília, próximo ao prédio do Banco Central. O que se espera, segundo Skaf, é que "o grupo que decide sobre os juros (os diretores da autoridade monetária) se sensibilize com os números".



O pagamento de juros nos 12 meses encerrados em setembro corresponde a 5,8% do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma das riquezas produzidas no país. Isso representa R$ 231,2 bilhões. "Num país onde se diz que falta dinheiro para educação, saúde, segurança e outras coisas, é um absurdo que se pague essa quantia em juros", atacou Skaf.



Em queda



Apesar de a taxa básica de juros da economia apresentar queda nas últimas duas reuniões do Copom – de 0,5 ponto percentual em cada uma – os empresários indicam que a preocupação com a taxa permanece. A média de juros reais do país (descontada a inflação) está em torno de 4,4% ao ano, superior à média internacional, de -2,0%, segundo dados apresentados pela Fiesp. O patamar é um dos mais baixos desde que o real foi implementado, em 1994.



Quanto à expectativa sobre a deliberação do Copom, cujo anúncio é aguardado para a noite desta quarta-feira (30), Skaf mostrou-se otimista tendo em vista as projeções da inflação para 2011 e 2012. "Nada impediria a redução dos juros em um ponto percentual, ou um ponto e meio", defende. Mais realistas em função do comportamento dos diretores do Banco Central nos últimos anos, sindicalistas protestaram em frente à sede da autoridade monetária na manhã desta terça em São Paulo. Eles trabalhavam com um cenário de redução de 0,5 ponto percentual.



Ricardo Roriz lembra que, além da Selic elevada, a valorização do real ante o dólar traz outros desafios para a economia, com impactos também sobre os trabalhadores. A queda da cotação da moeda norte-americana chegou a 121% no período de junho de 2004 a dezembro de 2010, o que prejudica exportações e favorece importações, causando problemas para a indústria. "A cada quatro produtos consumidos no país, um é importado", frisou. O crescimento das compras de bens de outros países, segundo a Fiesp, fez com que a economia deixasse de produzir R$ 277 bilhões, e de criar 3,5 milhões de postos de trabalho.



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Web

..Operação Sinal Fechado resvala em MG

Enviado por luisnassif, qua, 30/11/2011 - 10:24

Por João Maria Fernandes de Sousa

Sinal Fechado... chegando ás montanhas de Minas?



Da Tribuna do Norte



Procuração aponta comando de Olímpio



O Ministério Público Estadual começou a divulgar os resultados obtidos a partir da perícia nos materiais apreendidos durante a operação Sinal Fechado. Entre os documentos, os promotores se depararam com procurações de Marluce Olímpio Freire ao advogado George Anderson Olímpio da Silveira, concedendo amplos poderes para representar o Instituto de Registradores de Títulos e Documentos e de Pessoas Jurídicas do Rio Grande do Norte - IRTDPJ/RN. O Instituto é apontado pela Promotoria da Defesa do Patrimônio Público como responsável por graves fraudes que deram lucros milionários aos seus proprietários.Os resultados prévios da análise da documentação foram divulgados através de nota da assessoria de imprensa do Ministério Público. Os promotores classificam como "amplos, gerais e ilimitados" os poderes do advogado George Olímpio sobre o IRTDPJ/RN. O Instituto é alvo de investigação do MP por suposta cobrança ilegal de taxas de registro de financiamento de veículos.



O Instituto teve atuação vigente no Rio Grande do Norte entre maio de 2008 e dezembro de 2010, quando o contrato com o Detran foi revogado pelo então diretor-geral Carlos Theodorico Bezerra. Nesse período, os promotores de Justiça comprovaram o crescimento do patrimônio de Olímpio. Passou de R$ 89 mil em 2008, para mais de R$ 4 milhões em 2010.



O poder de Olímpio sobre o IRTDPJ/RN incluía a possibilidade de movimentação na conta bancária do órgão. Para os promotores, o fato se "coaduna com as provas até então colhidas acerca da participação da mencionada tabeliã [Marluce Olímpio Freire], confirmando que George [Olímpio] era o Presidente de fato da entidade".



A petição do MP detalha como começou e se manteve a suposta fraude envolvendo o registro de contrato de financiamento de veículos. "Ambas as exigências, registro de contratos e inspeção indiscriminada de toda a frota, foram trazidas para o RN com o intuito claro de auferimento de vultosos lucros pela organização, tendo sido declaradas ilegais e abusivas (...)", dizem os promotores de Justiça, esclarecendo ainda que a ideia da criação do IRTDPJ/RN coube a George Olímpio e a sua tia, Marluce Olímpio Freire.



Em maio de 2008, o IRTDPJ celebrou convênio com o Detran, criando a necessidade de pagamento da taxa para registro do contrato de financiamento. Antes, o registro era feito pela própria autarquia no documento do veículo.



Em dezembro de 2008, o Congresso Nacional decidiu que a tal taxa era ilegal e proibiu a cobrança em todo o país. Mesmo assim, o IRTDPJ - acobertado pelo diretor-geral e o procurador-geral do Detran, de acordo com o que apontou a investigação - permaneceu recebendo a quantia ilícita.



O Ministério Público ajuizou Ação Civil Pública em 2010 para extinguir a taxa e devolver a responsabilidade do registro ao Detran. Nesse intervalo, o IRTDPJ e o Detran desrespeitaram a resolução 320/09 do Conselho Nacional de Trânsito - além da lei federal 11.882 - para continuar lucrando ilegalmente.



Apenas em 17 de dezembro de 2010, o diretor-geral Carlos Theodorico Bezerra, pressionado pelo Ministério Público Estadual, revogou a portaria que obrigava o registro dos contratos no IRTDPJ/RN.



Minas Gerais



A perícia inicial dos documentos apreendidos mostrou que esquema similar ocorria no Estado de Minas Gerais. De acordo com os promotores de Justiça, "foi coletado o contrato entre o Instituto de Registro de Títulos e Documentos de Pessoas Jurídicas de Minas Gerais - IRTDPJMinas, representado por Vanuza de Cássia Arruda e George Anderson Olímpio, em que o mesmo receberia um valor fixo de R$ 4,50 por cada registro de contrato de financiamento veicular naquele Estado.".



Governo ignorou parecer da Consultoria



A gestão passada do Governo do Estado ignorou a necessidade de adequações na lei estadual que regulamentava a inspeção veicular ambiental. A então consultora-geral, Tatiana Mendes Cunha, identificou a necessidade de "algumas adequações, sobretudo no tocante ao disposto em resoluções do Conama [Conselho Nacional do Meio Ambiente]".



Apesar disso, o Ministério Público informa que em razão de parecer do então procurador do Detran, Marcus Vinícius Furtado da Cunha, discordando da consultora, este projeto de lei foi encaminhado à Assembleia Legislativa pela então governadora Wilma Maria de Faria. O que resultou na aprovação e sanção da Lei Estadual n.º 9.270/09.



Os promotores de Justiça enxergam nesse momento a conivência dos gestores públicos frente a iminentes atos ilegais. Ao invés de atentar para a realização das adequações, o projeto de lei foi encaminhado à Assembleia Legislativa para aprovação.



Em fevereiro deste ano, a atual gestão do Governo do Estado suspendeu a licitação da inspeção veicular em que o Consórcio Inspar tinha saído como o vencedor. A necessidade da realização da inspeção continua vigente através de uma regulamentação do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), para cidades em que a quantidade da frota supera os 3 milhões de veículos.



Três acusados perderam seus cargos comissionados



As consequências da Operação Sinal Fechado não estão restritas aos acusados pelo Ministério Público no processo fraudulento de desvio de dinheiro e implementação da inspeção veicular no Rio Grande do Norte. Até agora, três pessoas direta e indiretamente ligadas aos envolvidos, perderam cargos de confiança que ocupavam no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, no Tribunal Regional Eleitoral e na Procuradoria Geral de São José do Rio Preto, interior de São Paulo.



Ontem, a presidenta do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, desembargadora Judite Nunes, exonerou o filho do suplente de senador João Faustino, Edson José Fernandes Ferreira. A exoneração foi publicada no Diário Oficial do Estado ontem. Conforme texto do documento, o próprio Edson José Fernandes Ferreira, também conhecido como Edson Faustino, pediu para ser exonerado.



Ele estava lotado no gabinete do desembargador Francisco Saraiva Sobrinho e desempenhava a função de assessor judiciário. Conforme esclarecimento prestado pela assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça, o cargo comissionado é de livre nomeação e exoneração. Sobre a possível ligação do pedido de saída do órgão com a Operação Sinal Fechado, a assessoria de imprensa afirmou que o desembargador não iria comentar o caso.



O desembargador Francisco Saraiva Sobrinho, que preside o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte, ordenou a exoneração de Marcus Vinícius Saldanha Procópio tão logo soube do envolvimento dele na Operação Sinal Fechado, segundo a assessoria de imprensa do órgão. Procópio ocupava, desde setembro passado, a titularidade da Coordenadoria de Material e Patrimônio da Secretaria de Administração e Orçamento da instituição. Procópio é genro de João Faustino e apontado pelo Ministério Público como um dos lobistas no processo fraudulento da inspeção veicular.



O advogado paulista Luiz Antônio Tavolaro, que segundo a petição do Ministério Público participou ativamente da fraude à concorrência para a concessão do serviço de inspeção veicular no estado, pediu demissão do cargo de procurador-geral de São José do Rio Preto, interior de São Paulo. O pedido foi feito ao prefeito do município paulista, Valdomiro Lopes (PSB), por telefone.



O Ministério Público do Estado de São Paulo afirmou que irá abrir uma nova investigação. Os promotores deverão investigar o suposto direcionamento de licitação em favor da empresa Constroeste, que atua no município paulista. A abertura do processo culminou com o pedido de demissão sem possibilidade de retorno ao cargo.



De acordo com entrevista concedida pelo ex-procurador ao repórter Rodrigo Lima, do Diário Web, Tavolaro reafirmou que não tem ligação nenhuma com a Operação Sinal Fechado. "Acho que estou causando um desgaste muito grande para ele (Valdomiro) no momento. Pedi a ele para me afastar e era irreversível. Vou provar que não tenho nada a ver com esse negócio que está acontecendo no Nordeste", afirmou Tavolaro a Rodrigo Lima.



Na mesma entrevista, ele disse que, fora do cargo, pretende se dedicar à sua defesa junto ao Ministério Público do Rio Grande do Norte, que envolveu seu nome em investigação de fraude em licitação para inspeção veicular. De acordo com a publicação, o telefonema com pedido de demissão ao prefeito ocorreu por volta das 16h20min do dia 28 passado.



"Acho que sou a bola da vez. Estão querendo me perturbar, me pegar e acabar comigo. É coisa para destruir a reputação, não vejo outro motivo", afirmou Tavolaro ao repórter.



Justiça nega segundo habeas corpus a Faustino



O Desembargador em substituição, Herval Sampaio, negou o segundo pedido de Habeas Corpus impetrado em favor do ex-deputado federal João Faustino Ferreira Neto. O processo foi distribuído por dependência, porque o primeiro também foi apreciado pelo mesmo magistrado. No habeas corpus, João Faustino pediu, tendo em vista o constrangimento que alega já sofrer, a imediata expedição de contramandado de prisão, em caráter liminar, antes mesmo de quaisquer outras diligências processuais, por ser medida necessária à minorar o prejuízo e o constrangimento ilegal sofrido, com as necessárias e céleres comunicações ao Ministério Público e ao Comando Geral da Polícia Militar.



João Faustino requereu que seja deferida a prisão domiciliar, em virtude da cardiopatia grave que o debilita. Pleiteou também que seja reconhecida a ilegalidade, a falta de fundamentação ou a desnecessidade de prisão temporária renovada, declarando seu caráter de constrangimento ilegal.



Na sua decisão, o desembargador em substituição, Herval Sampaio ressaltou a importância da renovação da prisão temporária para que não haja prejuízo das provas que foram coletadas que podem instruir um futuro processo penal.



Bate-papo

Rosalba Ciarlini, governadora



Após a investigação do Ministério Público, a questão da inspeção veicular ambiental ganhará atenção especial por parte do Governo?



Ela já ganhou atenção especial desde a primeira hora, quando nós analisamos o que foi realizado pela gestão passada. Foi quando tomei conhecimento e analisei que realmente havia um abuso com relação àquela cobrança, que era estendida a todos os veículos do Estado. O valor era exorbitante. Na concessão você entregava tudo à empresa. O governo não tinha mais nenhuma ingerência. Vi que aquilo era algo que precisava ser analisado. A partir daí, suspendi a cobrança e pedi relatórios ao Detran, Idema e Procuradoria-geral do Estado. Isso já foi uma demonstração da nossa preocupação, sem deixar de entender que essa é uma lei federal de proteção ao meio ambiente. Mas que não pode ser aplicado ao Rio Grande do Norte como estava planejado.



A investigação do MP apontou membros da suposta organização criminosa tentando corromper membros da sua gestão, como o vice-governador Robinson Faria e o atual diretor-geral do Detran, Érico Vallério. A senhora teve alguma notícia sobre uma nova tentativa de o Consórcio Inspar recuperar o edital ganho de forma supostamente irregular?



Essa é uma questão para o Ministério Público e a Justiça tratarem. Estamos confiantes que eles analisem e tirem as suas conclusões.



"Fonte: http://tribunadonorte.com.br/noticia/procuracao-aponta-comando-de-olimpio/204273



Grifei o trecho onde há uma pontinha do rabo de palha em terras mineiras.Uma explicação sobre a cobertura do caso no RN: o fato de o jornal Tribuna do Norte estar dando mais destaque ao caso pode ser explicado pelo controle que as familias que dominam a política no estado têm sobre a mídia local, a familia alves (proprietária do jornal) é adversária da familia maia e perderam o mando no governo estadual que foi abocanhado por Rosalba Ciarline (DEM), aliada de ferro e fogo de Zé Agripino.



ComentarLink PermanenteGarota de Ipanema, por Amy Winehouse


Enviado por luisnassif, qua, 30/11/2011 - 09:5O



.Dois grandes festivais de choro: Jericoacoara e São Carlos


Enviado por luisnassif, qua, 30/11/2011 - 10:09

Este fim de semana será fantástico para o choro. Em Jericoacoara (CE) e em São Carlos.



Recebi o honroso convite para participar, em São Carlos, de uma mesa que discutirá a obra de Pixinguinha, junto com o pianista Cristovao Bastos e o historiador-cavaquinhista Henrique Cazes. Infelizmente tenho compromisso em Poços. E também na área do choro. Apresento-me na Urca com meu amigo João Macacão e conjunto.



Festival de São Carlos





terça-feira, 29 de novembro de 2011

.Deputado critica "grampos criminosos" em SP


Enviado por luisnassif, ter, 29/11/2011 - 12:00

Por Nilson

Da Agência Estado



Deputado critica "grampos criminosos" em SP

Em guerra com o governo paulista desde que viu derrotado projeto de sua autoria que retira da Segurança Pública a Corregedoria da Polícia Civil, o deputado estadual Campos Machado (PTB) disparou contra o secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, e chamou de "desmedido e criminoso" o sistema de grampos telefônicos praticado no Estado.

"Todos ficaram receosos, senhor secretário de Segurança Pública, receosos do seu poder. Ou alguém tem alguma dúvida sobre o grampeamento que existe em todo o Estado de São Paulo? Que deputado desta Casa pode falar sem receio que não tem seu telefone sob escuta?", indagou Campos em discurso feito no plenário da Assembleia Legislativa na última quarta-feira. "Que venha um deputado a esta tribuna e diga: ?Meu telefone não tem nenhuma censura?. Quero um só. Se vier esse deputado temos de encaminhá-lo para a escola infantil de Americana, onde seu neto estuda, tamanha a ingenuidade", continuou.

O deputado reclamou da falta de informações oficiais sobre o processo que envolve as escutas e disse que fará um questionamento oficial ao governo. "São elaborados ofícios informando a Corregedoria (da Polícia Civil), o Ministério Público e o Tribunal de Justiça de que foram solicitados esses grampos, e para por aí", sustentou. "Não se sabe quanto tempo continua nem qual é o destino dado às conversas ouvidas. É por isso que nos próximos dias faremos um requerimento, para que sejamos informados do resultado desse grampeamento desmedido e criminoso". A Secretaria de Segurança não se manifestou sobre o caso. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

.O relatório da Inspeção Nacional de Direitos Humanos


Enviado por luisnassif, ter, 29/11/2011 - 15:16

Este é o relatório da inspeção de Direitos Humanos que foi feita em vários estados pelo conselhos de Psicologia, Ministério Público, Conselhos de Direitos Humanos e outros parceiros, em unidades de internação para dependentes de álcool e outras drogas (principalmente Comunidades terapêuticas).



Do Conselho Federal de Psicologia



O Conselho Federal de Psicologia e a Comissão Nacional de Direitos Humanos Convidam



Para o lançamento Relatório da 4ª Inspeção Nacional de Direitos Humanos: locais de internação para usuários de drogas traz o resultado de vistorias em 68 instituições de internação para usuários de drogas, em 24 estados brasileiros e no Distrito Federal, realizadas em 28 e 29 de setembro de 2011.



O lançamento do relatório ocorrerá na próxima segunda-feira, 28 de novembro, às 14 horas, no Plenário 9 da Câmara dos Deputados, em Brasília.



Mais informações: 61 2109 0122 – Conselho Federal de Psicologia

Informações para imprensa: 61 2109 0107 – Assessoria de Imprensa/CFP



relatorio_inspecao_direitos_humanos.pdf

."Somos atropelados por gênios", diz ministro Lobão


Enviado por luisnassif, ter, 29/11/2011 - 12:00

Da Folha.com



"Somos atropelados por gênios", diz Lobão em defesa de Belo Monte

PRISCILLA OLIVEIRA



DE BRASÍLIA



Em discurso para abertura do Seminário Gás Natural - A Lei do Gás e o Planejamento de Expansão da Malha de Transporte, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, defendeu a criação da usina de Belo Monte. Para o ministro, a mobilização de ONGs (Organizações Não Governamentais) contra a construção de usinas hidroelétricas é uma tentativa de barrar a utilização de energia limpa.



"Somos atropelados por gênios que querem nos impedir de construir hidrelétricas, que são fontes de energia mais limpa", afirmou.



Lobão disse também que há muita desinformação em relação ao processo de construção das hidrelétricas no Brasil e que há uma tentativa por parte das ONGs de denegrir o projeto brasileiro. Segundo o ministro, é comum representantes dessas organizações se infiltrarem em seminários sobre o assunto apenas para tumultuar os debates com informações errôneas sobre o assunto. "O Brasil tem 340 mil ONGs e desconfio que pelo menos 300 mil não têm interesse para a sociedade", afirmou.



O ministro atribuiu as manifestações contrárias a Belo Monte como "inveja, porque o Brasil avança firmimente em direção ao seu destino". Segundo Lobão, hoje o Brasil é a sétima economia mundial e "avança para ocupar o 4º ou 5º lugar."



Sobre o setor de gás natural, ele se mostrou otimista. Segundo o ministro, desde 1997, quando foi aprovada a Lei do Petróleo, que regulamenta o setor de gás, as reservas do produto saltaram de 230 bilhões de metros cúbicos para 423 bilhões de metros cúbicos em 2010.



.Diplomacia chinesa quer aproximação com Vaticano


Enviado por luisnassif, ter, 29/11/2011 - 13:00

Da Folha.com



China deseja melhorar relações com Vaticano

DA EFE, EM PEQUIM



A China informou nesta terça-feira que quer melhorar suas relações com o Vaticano, país com o qual não mantém vínculos desde 1951.



A reaproximação é desejada em assuntos como a ordenação de bispos, um dos aspectos de maior tensão entre Roma e Pequim, apesar de alguns acordos já realizados.



"A China é sincera sobre seu desejo de melhorar as relações com o Vaticano e gostaria que isso acontecesse de acordo com uma série de princípios", afirmou em entrevista coletiva Hong Lei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país, ao ser perguntado sobre uma nova ordenação estipulada entre Pequim e Roma.



Hong explicou que, nos últimos anos, com o objetivo de facilitar a evangelização, a China ordenou um grupo de bispos "para promover a boa saúde do catolicismo chinês".



Embora muitas dessas ordenações tenham causado tensões entre ambos os Estados por não receberem o sinal verde do papa --o qual não é reconhecido pelo Partido Comunista que governa a China desde 1949--, nos últimos cinco anos houve acordos.



Uma dessas nomeações estipuladas será feita na quarta-feira, com a ordenação de Peter Luo Xuegang como bispo auxiliar de Yibin, na província de Sichuan.



A ordenação de Luo contaria com o sinal verde do papa, segundo a Asia News, uma agência de notícias próxima ao Vaticano.



Mas Pequim exigiu ainda inclusão de um bispo que foi nomeado pela Igreja Católica Patriótica e excomungado pelo Vaticano, Paul Lei Shiyin, atual presidente dos católicos chineses, de acordo com a mesma fonte.



O porta-voz da Igreja Patriótica da China não estava disponível nesta terça-feira para confirmar esse acordo sobre uma nomeação, embora em ocasiões anteriores tenha afirmado que Pequim mantinha um contato discreto com Roma para nomear bispos e amenizar um dos principais motivos de conflito entre ambos os Estados.



O Vaticano e a China não mantêm relações diplomáticas desde 1951 e, para retomá-las, Pequim exige que a Santa Sé rompa previamente com Taiwan e não interfira nos assuntos internos chineses.



Dados oficiais chineses indicam que o país tem 6 milhões de católicos, embora o número real possa ser o dobro se forem incluídos os fiéis que reconhecem a autoridade de Roma e que, por esse motivo, são considerados clandestinos.



Em 2010, o vice-presidente e porta-voz da Igreja Patriótica Católica da China, Anthony Liu Bainian, afirmou que esperava que durante o pontificado de Bento 16 "a China e o Vaticano estabelecessem relações".





» Luis Nassif OnlineComentarLink Permanente1 comentário

Re: Diplomacia chinesa quer aproximação com Vaticano

ter, 29/11/2011 - 13:54

Elder resta saber quem será o ativo e o passivo dessa relação. eu aposto na china pra ativo, porque ela é mais velha que a icar em 3.500 anos, e tem 500 milhões de escravos a mais.



.Facebook planeja abrir capital em 2012


Enviado por luisnassif, ter, 29/11/2011 - 12:46

De O Globo.com



Facebook planeja lançar ações entre abril e junho de 2012Segundo jornal, a rede quer levantar US$ 10 bi e está avaliada em US$ 100 bi, o dobro da HP



Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, em foto tirada em maio de 2010 Marcio Jose Sanchez / AP

SÃO FRANCISCO - O Facebook se prepara para lançar ações na bolsa entre abril e junho do ano que vem. Segundo reportagem do “Wall Street Journal” publicada nesta terça-feira, a maior rede social do mundo deseja levantar US$ 10 bilhões em oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). A companhia espera que o IPO a avalie em mais de US$ 100 bilhões.



ce-presidente financeiro do Facebook, David Ebersman, discutiu a circulação pública de ações com banqueiros do Vale do Silício, mas o fundador e presidente-executivo da rede social, Mark Zuckerberg, ainda não se decidiu sobre os termos da operação e pode mudar os planos, segundo o jornal.



Na semana passada, o site Business Insider publicou que Zuckerberg já vinha dizendo aos funcionários que o IPO estaria próximo, o que jamais havia dito anteriormente. De acordo com a matéria, o clima entre os empregados do Facebook é de tensão, já que a oferta de ações deve fazer com que muitos deles se tornem milionários da noite para o dia.



Um representante do Facebook se negou a comentar o assunto.



A rede social, que agora conta com mais de 800 milhões de usuários depois de sete anos de crescimento explosivo, ainda não selecionou os bancos que devem conduzir a oferta que será acompanhada com grande atenção. Mas a companhia já preparou um prospecto interno e está pronta para dar início ao processo a qualquer momento, de acordo com fontes citadas pela publicação.



Se estiver realmente avaliada em US$ 100 bilhões, a empresa criada por Zuckerberg em um quarto de alojamento universitário da Universidade Harvard valeria duas vezes mais que a Hewlett-Packard (HP).



O processo de oferta inicial de ações deve ser iniciado formalmente antes do final do ano, ainda que nada esteja decidido por enquanto.



Algumas companhias iniciantes do Vale do Silício começaram este ano a testar o apetite dos investidores por uma nova leva de empresas de Internet. Caso abra mesmo seu capital em 2012, o Facebook ofuscaria a oferta de qualquer outra empresa que esteja esperando para entrar no mercado.



A Zynga, criadora do jogo "Farmville", já iniciou o processo para uma oferta pública inicial de até 1 bilhão de dólares. Em novembro, o serviço de descontos diários Groupon abriu capital com grande alarde, mas em poucas semanas suas ações caíram abaixo do preço de oferta inicial.



LinkedIn e Pandora também estão sendo negociadas bem abaixo das cotações que suas ações atingiram na ocasião de suas aberturas de capital, meses atrás.



O Facebook se tornou um dos mais populares destinos na internet, desafiando empresas estabelecidas como Google e Yahoo na disputa pelo tempo dos usuários e verbas dos anunciantes.



A empresa não revela resultados financeiros, mas uma fonte próxima da situação informou à agência de notícias Reuters meses atrás que a receita do grupo no primeiro semestre de 2011 subiu 100% ante o mesmo período em 2010, atingindo a marca do US$ 1,6 bilhão.



Eric Feng, ex-sócio do grupo de capital para empreendimentos Kleiner Perkins Caufield & Byers e atual presidente do site de redes sociais Erly.com, disse que os recursos obtidos com a oferta permitirão novas aquisições e novos projetos, como um celular ou netbook Facebook que vêm sendo alvo de boatos.



Em setembro passado, o jornal “Financial Times” publicou que a rede social havia adiado para o fim de 2012 seus planos para o IPO. O jornal previu que a abertura de capital do site seria uma das maiores da história.

Diplomacia chinesa quer aproximação com Vaticano


Enviado por luisnassif, ter, 29/11/2011 - 13:00

Da Folha.com



China deseja melhorar relações com Vaticano

DA EFE, EM PEQUIM



A China informou nesta terça-feira que quer melhorar suas relações com o Vaticano, país com o qual não mantém vínculos desde 1951.



A reaproximação é desejada em assuntos como a ordenação de bispos, um dos aspectos de maior tensão entre Roma e Pequim, apesar de alguns acordos já realizados.



"A China é sincera sobre seu desejo de melhorar as relações com o Vaticano e gostaria que isso acontecesse de acordo com uma série de princípios", afirmou em entrevista coletiva Hong Lei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país, ao ser perguntado sobre uma nova ordenação estipulada entre Pequim e Roma.



Hong explicou que, nos últimos anos, com o objetivo de facilitar a evangelização, a China ordenou um grupo de bispos "para promover a boa saúde do catolicismo chinês".



Embora muitas dessas ordenações tenham causado tensões entre ambos os Estados por não receberem o sinal verde do papa --o qual não é reconhecido pelo Partido Comunista que governa a China desde 1949--, nos últimos cinco anos houve acordos.



Uma dessas nomeações estipuladas será feita na quarta-feira, com a ordenação de Peter Luo Xuegang como bispo auxiliar de Yibin, na província de Sichuan.



A ordenação de Luo contaria com o sinal verde do papa, segundo a Asia News, uma agência de notícias próxima ao Vaticano.



Mas Pequim exigiu ainda inclusão de um bispo que foi nomeado pela Igreja Católica Patriótica e excomungado pelo Vaticano, Paul Lei Shiyin, atual presidente dos católicos chineses, de acordo com a mesma fonte.



O porta-voz da Igreja Patriótica da China não estava disponível nesta terça-feira para confirmar esse acordo sobre uma nomeação, embora em ocasiões anteriores tenha afirmado que Pequim mantinha um contato discreto com Roma para nomear bispos e amenizar um dos principais motivos de conflito entre ambos os Estados.



O Vaticano e a China não mantêm relações diplomáticas desde 1951 e, para retomá-las, Pequim exige que a Santa Sé rompa previamente com Taiwan e não interfira nos assuntos internos chineses.



Dados oficiais chineses indicam que o país tem 6 milhões de católicos, embora o número real possa ser o dobro se forem incluídos os fiéis que reconhecem a autoridade de Roma e que, por esse motivo, são considerados clandestinos.



Em 2010, o vice-presidente e porta-voz da Igreja Patriótica Católica da China, Anthony Liu Bainian, afirmou que esperava que durante o pontificado de Bento 16 "a China e o Vaticano estabelecessem relações".


.Citi reduz projeção de crescimento global


Enviado por luisnassif, ter, 29/11/2011 - 14:29

De O Globo.com



Citi prevê agravamento da crise econômica globalBanco reduz perspectiva de crescimento de 2011 para 3% e de 2012 para 2,5%

A crise na zona do euro ainda tem margem para piorar, dizem os economistas do Citi, contaminando os países que compartilham a moeda europeia em 2012 e resultando, no melhor dos cenários, em um “modesto crescimento nos Estados Unidos e um crescimento relativamente forte na Ásia”, segundo informações divulgadas nesta terça-feira, pela rede de TV NBC. Pelo sexto mês consecutivo, o Citi reduziu sua perspectiva de crescimento global para cerca de 3% em 2011 e 2,5% em 2012. Para 2013, o banco espera um “pequeno reaquecimento das economias globais”, para 3,1%.



ressaca do boom de crédito pré recessão vai continuar a formar uma densa sombra no crescimento industrial do país em 2012 e nos próximos anos – afirmaram os economistas do Citi, em uma nota. O banco apontou que o crescimento global será puxado pela Ásia.



Os analistas do Citi dizem que, apesar do pessimismo, não acreditam que a zona do euro quebre em 2012 ou nos próximos anos e nem esperam um calote dos países europeus. As dívidas de Itália e Espanha estão “provavelmente resolvidas, levando em conta que, com o pacote adicional de austeridade fiscal e reformas estruturais, a dívida desses países pode atingir níveis sustentáveis”, segundo os analistas.



- Nós esperamos agora que o PIB (da Zona do Euro) caia 1,2% em 2012. Quatro meses atrás, havíamos previsto uma expansão de 1,2% - dizem os economistas, para os quais, o Reino Unido, que não adotou o euro, já estaria perto da recessão.

.Leituras sobre o ecocídio de Belo Monte


Enviado por luisnassif, ter, 29/11/2011 - 14:17

Por raquel_

Da Revista Fórum



Bibliografia comentada: 50 leituras sobre o ecocídio de Belo Monte, 1ª parte

Dedicado a Helena Palmquist e Felipe Milanez



Volta Grande do Xingu



bibliografia comentada que segue abaixo é um guia para se entender melhor a gravidade do que o Brasil está prestes a fazer com as populações indígenas, ribeirinhas e lavradoras do Xingu, e com seu próprio ecossistema como um todo. Dividida por tópicos, essa bibliografia inclui estudiosos que se debruçam sobre o tema Belo Monte há décadas, como Oswaldo Sevá, da Unicamp, e Célio Bermann, da USP, lideranças indígenas como Raoni Metuktire, um intelectual brasileiro que está entre os mais respeitados do mundo hoje, o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, materiais produzidos pelo Ministério Público Federal e testemunhos de movimentos populares da região do Xingu. Depois de cada link, há um breve parágrafo de minha autoria que tenta resumir a importância daquele ítem. Nada substitui, claro, a leitura completa dos próprios textos.



Como se verá, várias das afirmativas usadas para justificar a construção da usina não resistem à análise. Quando se diz que “o Brasil precisa” de mais energia, há que se questionar o que se entende aqui por “Brasil” e o que se entende por “precisar”. Quando se fala de impacto “indireto” sobre uma determinada população, há que se interrogar o que essa palavra, “indireto”, esconde. Ao ouvir falar de consequências “locais” da obra, também vale a pena se perguntar o que quer dizer exatamente “local”. Quando a defesa de Belo Monte se traveste da pergunta “qual é a alternativa”, há que se saber alternativa a quê, para quem e segundo qual modelo.



Introdução



1. Cronologia do caso: o projeto de Belo Monte foi concebido pela ditadura militar brasileira em 1975. Ele traz as marcas da geopolítica de Golbery do Couto e Silva, que vê a Amazônia como tábula rasa, fonte de recursos a serem pilhados e região que deve se submeter a uma modernização tecnocrática. Os defensores do projeto hoje argumentam que ele já não é o mesmo da ditadura, o que é verdade. O projeto original concebia uma área de alagamento maior e um número maior de barragens. Como consequência das lutas dos povos do Xingu, esses elementos foram modificados, como se verá abaixo. Mas a cronologia mostra que a concepção que rege o projeto mantém-se rigorosamente a mesma.



2. Perguntas frequentes sobre Belo Monte: para quem ainda não entende “por que tanto barulho” sobre este caso, este é o link ideal para se começar. Eles traz os dados sobre realmente qual é a quantidade de afetados pelo projeto, quantas etnias indígenas seriam impactadas, a área de alagamento e outros dados essenciais.



3. Povos indígenas, as cidades e os beiradeiros do Rio Xingu que a empresa de eletricidade insiste em barrar (páginas 29 a 54 do pdf): este é o principal capítulo do livro organizado por Oswaldo Sevá em 2005, Tenotã-Mo. Aqui, um dos maiores especialistas brasileiros em energia conta a história em detalhes, mostrando que tudo o que está sendo dito agora pelo governo federal sobre Belo Monte foi dito antes sobre Tucuruí, e provado falso. Sevá mostra, por exemplo, que a empresa já sabia, nos anos 70, graças a estudos do CNEC, das populações de beiradeiros em toda a Volta Grande. A Eletronorte escondeu esses dados, assim como escondeu outros e falsificou outros. Sevá demonstra que, do ponto de vista da lógica do investimento, não faz o menor sentido insistir que somente a usina de Belo Monte será construída, mesmo que o projeto inicial, de seis barragens, tenha sido formalmente engavetado. Quem está dizendo que Belo Monte não é uma porta de abertura para outras hidrelétricas no Xingu mente ou se ilude. É só fazer as contas.



4. Histórico judicial do caso: escrito pelo Procurador do Ministério Público Federal no Pará, Felício Pontes, Jr., este assustador relato mostra como o projeto tem sido imposto goela abaixo da população desde o ano 2000, sem nenhuma diferença significativa entre os governos FHC, Lula e Dilma. Aqui você encontrará toda a história do desrespeito à lei, incluindo-se dispensas de licitação legal, ausência de oitivas às populações indígenas afetadas (ou oitivas fictícias, marcadas em cima da hora, em lugares inapropriados, com toda a sorte de obstáculos à participação dos indígenas), condicionantes ambientais não cumpridas, bizarras jabuticabas não existentes no marco regulatório (como a “licença de instalação parcial”) e intensas pressões sobre o Ibama. O relato faz pensar: por que, afinal de contas, a lei vale para alguns e não para outros?



O impacto humano:



5. Resumo dos impactos sociais: este é um resumo bem breve, que inclui somente o impacto imediato sobre as populações do Xingu. O impacto chamado “indireto” – palavrinha que sempre deve ser questionada aqui – vai muito além disso, como se verá abaixo.



6. Fala do líder Raoni Metuktire na ONU e 7. Raoni promete: “vamos lutar até o fim”: antes de falar de megawatts, “alternativas”, área de alagamento, é imperativo ouvir o que dizem os povos do Xingu. Nestes dois vídeos, Raoni Metuktire testemunha a contaminação e envenenamento do Rio Xingu pelo agronegócio, pela pecuária e pela mineração. Agora você imagine qual será a situação depois de um empreendimento desse gigantismo, com a migração de dezenas de milhares de pessoas e o desalojamento de outros tantos milhares. No segundo vídeo, ele alerta para as mortes de peixes como consequência da usina – fenômeno já bem conhecido dos que estão acompanhando as tragédias no ex-Rio Tocantins. Depois da fala de Raoni, fica a pergunta: quem discute o “impacto” de Belo Monte sobre os índios da região dizendo que “nenhuma terra indígena será alagada” usa qual tipo de óleo de peroba na cara?



8. A verdadeira cara da Norte Energia em vídeo: aqui você tem uma ideia de como funcionam as “compensações” dadas pela indústria barrageira a seus afetados: as ameaças, as desapropriações, os pagamentos escandalosamente abaixo do preço de mercado e a revolta dos moradores, donos legítimos de seus terrenos e casas, de repente expulsos por uma empresa privada. Pergunte-se, habitante do Sul Maravilha: e se fosse na sua casa?



9. Depoimentos de lideranças indígenas e ribeirinhas: neste post, o grande jornalista Leonardo Sakamoto compila alguns testemunhos in loco. Sobre as oitivas: Quem veio nas audiências do governo, não teve resposta para as suas perguntas. Além disso, organizaram audiências em cima da hora para não podermos participar. Sobre o cemitério que se encontra na região:Perguntamos o que eles vão fazer com o nosso cemitério. Eles disseram que isso é sentimentalismo. Há muito mais acerca de como o povo da região tem sido tratado.



10. Carta aberta dos povos indígenas: de novo no Blog do Sakamoto, é um texto contundente e claro, para quem tem alguma dúvida sobre qual é a posição dos povos indígenas da região. Atenção para a quantidade de povos e associações que assinam a carta. Depois da leitura desses documentos, acredito ser patentemente impossível crer na lorota etnocêntrica de que os indígenas são contra Belo Monte porque “tem muita gente lá dizendo a eles que vai ser o fim do mundo” (sim, este é um “argumento” frequentemente ouvido).



A lógica predatória do capitalismo barrageiro:



11. Grandes e polêmicas obras serão chamadas, no Brasil, a ‘salvar’ o capitalismo global: esta entrevista com Oswaldo Sevá talvez seja a melhor introdução geral ao ecocídio. É uma explicação clara dos interesses que movem esse gigantesco negócio; de como funciona o Ministério das Minas e Energia do Brasil; da sequência de mentiras—algumas inclusive contraditórias umas com as outras—contadas pela indústria. Sevá mostra também que “o Brasil precisa de mais energia” é uma frase que convenientemente esconde uma série de fatos: que há folga operacional nas usinas construídas; há máquinas de reserva que podem ser acionadas; que as represas estão cheias há vários anos; que uma enorme quantidade de energia pode ser gerada com a simples limpeza de turbinas. Em outras palavras, Sevá demonstra cabalmente que Belo Monte está sendo construída por razões outras que “o Brasil precisa de mais energia”. É a construção em si que dá um lucro tremendo, gerando, depois, energia subsidiada para as indústrias eletrointensivas.



12. Belo Monte, nosso dinheiro e o bigode do Sarney: esta entrevista de Eliane Brum com Célio Bermann, professor da USP, detalha um pouco mais sobre a caixa preta do setor energético do país, a ficção da energia a R$ 78 o megawatt-hora (que não pagaria nem o capital investido, demonstrando mais uma vez que é na construção que se joga o interesse econômico), a insanidade do modelo de geração de energia elétrica para abastecer multinacionais do alumínio que empregam pouquíssima gente, a miríade de alternativas que temos para evitar o ecocídio. Recomendadíssima.



13. Um procurador contra Belo Monte: outra entrevista essencial de Eliane Brum, desta vez com Felício Pontes Jr., o brasileiro que mais admiro hoje. Dr. Felício explica tanto a luta jurídica contra o projeto como alguns de seus impactos mais devastadores: a redução de 80% a 90% da vazão do Xingu em 100 km de sua extensão (algo assim como a distância entre a Praça da Sé e o centro de Campinas), a extinção de 270 espécies de peixes e o desmatamento, companheiro fiel das hidrelétricas na Amazônia, e que no caso de Belo Monte pode chegar a 5.300 km além da área alagada. É uma leitura essencial, de um brasileiro comprometido com o povo que representa.





Raoni Metuktire com petição contra Belo Monte



14. Dilma diz que Belo Monte não atingirá indígenas. Ah, vá! Do Blog do Sakamoto, este é um texto sucinto, rápido e perfeito para responder à insistente equação entre “afetados” e “alagados”. Como não haverá terras indígenas alagadas, a indústria barrageira e o governo sistematicamente repetem o bordão de que os indígenas do Xingu não serão afetados. Ora, a preocupação é justamente a contrária, o fato de que 100 km da Volta Grande vão praticamente secar, afetando não só a navegabilidade como extinguindo fauna e flora e provocando insegurança alimentar. Para não falar, claro, dos milhões de poças d’água parada, criadores de mosquitos da malária.



15. A mentira energética, o embrulho dos dados econômico-financeiros, e a “ficha suja” de quem inventou e promoveu o projeto. Aqui neste texto de Oswaldo Sevá, você vê toda a maquiagem dos números: a mui mal contada história dos 11.000 MW de energia; a bizarra multiplicação do custo do projeto, que começa em 4,5 bilhões e já se encontra em 30 bilhões; a escandalosa discrepância entre cálculos do governo e os cálculos do empresariado, feitos simultaneamente. Lembrando que 80% desse investimento é dinheiro público (a juros bem módicos e com longos prazos de amortização) e que pelo menos 10 bilhões são diretamente pagos com dinheiro do trabalhador, fica a pergunta: você, que paga impostos aí no Brasil, se não se importa com indígenas, ribeirinhos, fauna, flora e futuro do planeta, será que poderia se importar um pouco com o seu dinheiro?



16. Trinta anos de manobras estranhas, omissão de informações cruciais, e algumas mentiras grossas. Oswaldo Sevá repassa a história das ocultações e mentiras da indústria barrageira: a manipulação do artigo 231 da Constituição, a desqualificação dos índios que vivem fora das aldeias e a ocultação do fato de que não havia qualquer plano de reassentamento das populações, entre muitas outras.



17. O “novo” inventário hidrelétrico, que recuou sem dizer por que… e a nova decisão, “para a platéia”, de fazer somente uma das quatro grandes usinas. É um texto de análise do credo do Deus barragista: todo rio deve ser barrado para fazer hidrelétrica. Mostra claramente, à luz da história das mentiras da indústria, que é ingênuo ou mal intencionado quem crê que Belo Monte será a única UHE feita no Rio Xingu, apesar da “resolução” do fantasmagórico CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) afirmando o contrário. Na verdade, é o próprio diretor-presidente da ANEEL, Jerson Kelman, quem disse que a Resolução do CNPE “foi essencialmente política…Tecnicamente, não há razão para não fazer as outras usinas (…) faz parte do jogo democrático tentar agradar a todos os interessados. (…) É o típico caso de dar os anéis para ficar com os dedos”.



A farsa do licenciamento ambiental e a manipulação dos impactos:



18. Profa. Andréa Zhouri fala sobre a concepção de licenciamento ambiental que rege o desenvolvimentismo. Esta é uma aula magistral e um dos itens mais importantes desta biblio-videografia. A Prof. Zhouri, que estuda licenciamentos ambientais há 12 anos, detalha claramente qual é a concepção que rege a relação do desenvolvimentismo com as populações afetadas. Mostra como as audiências são processos unilaterais, em que a população não tem respostas a suas queixas e para as quais nunca há continuação. Mostra como os EIA-RIMA (Estudos de Impacto Ambiental – Relatórios de Impacto sobre o Meio Ambiente) são, hoje em dia, templatescomprados prontos, que às vezes se repetem ipsis literis de um projeto para outro, com os mesmos chavões e o mesmo descaso com a vida humana. Zhouri demonstra, em outras palavras, que, para o barragismo, o licenciamento ambiental é um mero obstáculo—que, como veremos, vem sendo simplesmente removido sem cumprimento no caso de Belo Monte. A aula da Dra. Zhouri é uma explanação emocionante e bem informada de quem sabe o que diz: Não se questiona aqui o desenvolvimento em si, mas o autoritarismo de um planejamento sem diálogo com a sociedade, e sem abertura para a incorporação de outras formas de viver, ser e fazer que fazem parte efetivamente disso que chamamos de Brasil.



19. O malabarismo do cálculo do número de atingidos: Até frases como “são só 200 índios” são ouvidas na defesa do projeto de Belo Monte. Oswaldo Sevá aqui detalha como se manipulam, quantitativa e qualitativamente, o universo dos atingidos por um mega-projeto capitalista como este. Os autores do próprio Estudo de Impacto Ambiental reconheceram que deveriam resolver o problema de 19.242 indivíduos, número encontrado depois de suspeitíssimo recenseamento. O texto de Sevá é de 2009. De lá para cá, a situação em Altamira piorou dramaticamente, como se verá abaixo. A indústria continua não dando qualquer resposta dialogada com a população.



20. O subestimado número de 19.242 pessoas a se deslocar: o que se prevê aqui neste texto de 2009 é o que já está acontecendo na região. O número de 19.242 pessoas atingidas é ridiculamente subestimado, e não inclui moradores de Altamira, Vitoria do Xingu, Senador José Porfírio e Anapu que terão suas posses afetadas. Não inclui moradores do trecho seco do rio, que teriam suas vidas completamente bagunçadas pelo fim da navegabilidade do Xingu naquele trecho e pela extinção de flora e fauna. Na verdade, o texto de Sevá é profético. As notícias de 2011 já confirmam seu prognóstico de 2009 (que era também, diga-se, o prognóstico das lideranças indígenas da região) e desmentem mais uma vez a indústria barrageira.



21. A safadeza do licenciamento obrigatório: O que a Prof. Zhouri demonstra em termos gerais, o Prof. Sevá detalha para o caso de Belo Monte: Estudo de Impacto Ambiental pronto antes do estudo de campo ser concluído; o licenciamento com data marcada para ser concedido; as “consultas à população” armadas como um teatro para ser encenado e esquecido; as jabuticabas da “licença parcial” e da “licença temporária”–coisas inexistentes no marco regulatório—entre outras ilegalidades.



As violações dos direitos humanos e as condicionantes não cumpridas:



22. Relatório da Plataforma DHESCA sobre violações dos direitos humanos: São 81 páginas de puro horror e eu realmente recomendo que você as leia antes de concordar calado que seu dinheiro seja usado para financiar esse ecocídio. O relatório da Missão Xingu detalha: a perda irreversível de biodiversidade; o risco de proliferação de doenças endêmicas; o subdimensionamento das emissões de metano; a análise insuficiente sobre os riscos de migração e invasão de terras indígenas; a ameaça de extinção de espécies no Trecho de Vazão Reduzida; o subdimensionamento da população atingida, entre outros componentes do ecocídio.



23. O Novo Eia-Rima: Justificativas Goela Abaixo: é a contribuição de Philip Fernside, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, a um trabalho de mais de 40 pesquisadores com experiência no bioma amazônico e em hidrelétricas. Ele mostra vários problemas no EIA-RIMA: omissão das emissões das turbinas e vertedouros; manipulação dos custos; distorções no detalhamento dos beneficiários. É mais uma demonstração, por um painel de pesquisadores independentes, de como o projeto de Belo Monte tem sido embrulhado em mentiras desde seu começo.



24. Ata da audiência pública de Discussão do Impacto Ambiental de Belo Monte, Belém 2009: Se você quiser ver a mentirada em ação, é só ler esta ata da “audiência” realizada em Belém, em 2009. Lembremos que o local desta audiência foi mudado em cima da hora. Recordemos que muita gente ficou do lado de fora. Sublinhemos que todos os obstáculos possíveis foram colocados à participação popular. Mesmo assim, a série de questionamentos dos atingidos recebeu, como resposta, um elenco de promessas. Para ver se elas foram cumpridas, basta conferir o noticiário atual. O representante do governo do Pará nesta “audiência” foi o Secretário Claudio Puty, da então governadora petista Ana Júlia Carepa.



25. Análise de riscos socioeconômicos e ambientais do Complexo Hidrelétrico de Belo Monte: esta análise demonstra que, mesmo sem mexer em nada na nossa matriz energética, mesmo continuando com os obscenos subsídios às indústrias eletrointensivas, mesmo sem investimentos extra em energia eólica ou solar, mesmo, enfim, continuando na mesma lógica predatória do capitalismo agroexportador, o Brasil poderia postergar em 20 anos a construção de Belo Monte. É mais uma demonstração de que o grande motivo por trás da construção dessa usina não é a energia em si, mas o lucro advindo da própria construção.



Na segunda parte, publicarei as notícias atuais que confirmam os pesquisadores, jornalistas e lideranças populares citados acima, e mais alguns textos que o convidarão a refletir sobre o ecocídio.

.Os médicos e o poder da criação


Enviado por luisnassif, ter, 29/11/2011 - 13:58

Esta foi contada pelo ex-Ministro Temporão.



Discussão entre o Ministro Adib Jatene e médicos contrários às casas de parto natural.



Diz o médico: - Precisamos entender que o parto é um ato médico.



E Jatene, impassível: - Achei que fosse um procedimento biológico.



.A confissão sem mea culpa de Boni


Enviado por luisnassif, ter, 29/11/2011 - 14:07

Por Eva

No programa Dossiê da Globo News, o diretor da toda poderosa Globo, Boni confessa que manipulou o último debate entre Lula e Collor. Debate realizado nos estúdio da Globo e com a edição no Jornal Nacional tornou-se o maior golpe contra a democracia e a livre escolha dos brasileiros nos tempos pós ditadura militar. SORRIA VOCÊ FOI MANIPULADO.



.Jazz para bois e vacas


Enviado por luisnassif, ter, 29/11/2011 - 14:00

Por PapaMideNite3

Música é música...e platéia é platéia.





.Polícia Comunitária fará segurança de aldeia em MS


Enviado por luisnassif, ter, 29/11/2011 - 13:00

Do G1

Polícia Comunitária fará segurança em aldeia indígena em MS

Policiais federais e da Força Nacional estão nas aldeias de Dourados.

Desafio é fazer com que índices de criminalidade fiquem sob controle.

Do Globo Rural







Uma comissão composta por representantes de vários ministérios esteve nas aldeias indígenas de Dourados, em Mato Grosso do Sul, para tratar da questão da falta de segurança. Na região vivem cerca de 13 mil índios das etnias guarani, caiuá e terena. O aumento da criminalidade preocupa.



Policiais federais e da Força Nacional devem permanecer nas aldeias de Dourados até o início do próximo ano. A operação continua até que a Polícia Comunitária seja implantada.



“Já foi assinado o termo de compromisso onde a divisão de responsabilidades, dada a urgência disso, seja implementada e quem sabe por volta de março a gente já possa ter esse policiamento funcionando”, diz Paulo Maldos, secretário da Presidência da República.



Para a implantação da Polícia Comunitária Indígena um plano de trabalho começou a ser elaborado na semana passada em Brasília pelo Ministério da Justiça. Em junho deste ano, a Polícia Federal montou uma delegacia móvel na reserva indígena para tentar por fim à violência entre os índios. A média era de dois homicídios por semana. O policiamento foi feito por quatro meses. Em outubro, uma nova portaria do Ministério da Justiça determinou que os policiais continuassem nas aldeias de guarapiru e bororó.



O desafio das autoridades é fazer com que os índices de criminalidade fiquem sob controle numa população de quase 13 mil índios.



A Polícia Comunitária irá reunir integrantes das polícias Militar, Federal e Civil, da Guarda Municipal e também contar com a participação dos índios.






» ComentarLink PermanenteA superpopulação de jacarés em Porto Velho


Enviado por luisnassif, ter, 29/11/2011 - 13:00

Do Globo Rural

Caça de jacarés visa combater a superpopulação em Porto Velho

Ribeirinhos estão ganhando dinheiro com o abate dos animais.

Eles conseguiram autorização do Instituto Chico Mendes para caçar.

Comente agora



A reserva extrativista Cuniã, em Rondônia, foi criada há 12 anos como forma de proteção dos recursos e riquezas naturais.



» 6 comentáriosLink Permanente'É proibido fumar', com Skank


Enviado por luisnassif, ter, 29/11/2011 - 13:00

Por Vânia

É proibido fumar



Diz o aviso que eu li

É proibido fumar

Pois o fogo pode pegar

nem adianta o aviso olhar

Pois a brasa que agora eu vou mandar

Nem bombeiro pode apagar



.Um dossiê a favor de Belo Monte


Enviado por luisnassif, ter, 29/11/2011 - 13:21

Por Fábio Bittencourt



Comentário do post "Números de Belo Monte"



Parece que não adianta, a discussão é infrutífera, pois quando parece que evoluiu, as pessoas voltam sempre ao ponto incial. Mas vou tentar mais uma vez. Vamos ver como os "do contra" reagem... vamos lá:



Os inúmeros questionamentos sobre Belo Monte que se fazem hoje já foram respondidos pela Eletrobrás durante o processo de licenciamento ambiental, ainda em 2009, antes de receber a licença prévia:



Análise das críticas do documento “Painel dos Especialistas” (PDF anexado)



Atendimento ao documento de considerações, questionamentos e recomendações ao AHE Belo Monte apresentado pelos Movimentos Sociais do Rio Xingu (PDF anexado)



É interessante ressaltar que os próprios técnicos do Ibama reconhecem o bom nível dos estudos ambientais de Belo Monte, ao declarar que:



Leia mais »

atendimento_as_criticas-pe.pdf

atend._aos_questio_mov._sociais.pdf

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Lúcia Padilla Gatto


‎28 de novembro de 1757 – Nasce em Londres, William Blake



Para veres um mundo num grão de areia e um céu numa flor selvagem segures o infinito na palma da tua mão e a eternidade em uma hora (William Blake)

PERSONALIDADES

.
Enviado por Míriam Leitão - 27.11.2011

9h00m

Coluna no GLOBO

Ocupe ou desocupe

O presidente Obama disse várias vezes que a Praça Tahrir, no Egito, era uma inspiração para o povo americano. Quando o movimento Occupy começou a ficar mais numeroso nos Estados Unidos, a polícia desalojou os manifestantes alegando razões de saúde pública. No Egito se luta contra uma ditadura e os EUA são uma democracia, mas hoje, em várias partes do mundo, há razões para ocupar praças.



No dia 11 de fevereiro, o presidente Barack Obama disse, solene: “O povo americano está tocado por essas cenas no Cairo, por sermos o povo que somos e pelo mundo no qual queremos que nossas crianças cresçam.” Tinha caído, depois de uma heróica ocupação da praça, o governo de Hosni Mubarak que os Estados Unidos apoiaram por 30 anos. O presidente americano com o discurso estava tentando mudar, na undécima hora, a política externa dos EUA. Ainda não havia começado o movimento Occupy no país, mas logo depois começaria.



Os egípcios mostraram nos últimos dias, novamente, que podem ensinar como se ocupa uma praça. Se eles foram a fonte de inspiração para movimentos de inconformados ao redor do mundo não se sabe, mas nos EUA as autoridades têm lutado para desocupar as praças. O movimento virou uma espécie de franquia; absorve bandeiras locais contra tudo que é visto como injustiça ou opressão.



Não é o presidente Barack Obama que chama a polícia, mas sim o prefeito de Nova York, depois do devido processo legal. Em qualquer das várias cidades em que acontece é sempre caso para as autoridades municipais, que agem depois da ordem de desocupação. Mas, de qualquer maneira, o movimento de protesto contra Wall Street não parece confortável para nenhum dos dois partidos que se alternam no poder nos EUA. Ele revela falhas graves no funcionamento do sistema financeiro americano e que foi mantido pelos dois partidos.



O mundo vive há mais de três anos uma crise assustadora provocada por erros ainda não corrigidos. A crise nasceu do excesso de desregulamentação dos mercados financeiros, processo iniciado pelo Partido Republicano e mantido pelo Democrata. O excesso de liquidez e a falta de controle e fiscalização estão na origem de produtos financeiros tóxicos que se espalharam pelo mundo como se fossem bons ativos. As criaturas tinham boas notas dadas pelas agências de risco, mas quando foram dissecadas é que se descobriu do que eram feitas.



Todos acompanharam a história dos empréstimos abundantes que alimentaram o sonho da casa própria de quem não podia pagar e como isso foi produzindo a bolha imobiliária americana. Todo mundo viu também como os altos executivos e os grandes acionistas dos bancos, que tinham permitido manobras perigosas com o dinheiro dos clientes, voltaram a receber gordos bônus. Todos os contribuintes viram os rios de dinheiro que foram em direção a Wall Street, depois de evitarem Main Street. Essa contraposição entre o interesse da maioria (Main Street) e os interesses da elite do mercado financeiro (Wall Street) foi explorada por Obama durante a eleição.



Depois do dilúvio que houve no final de 2008 e começo de 2009 um grande debate estabeleceu-se no Congresso americano. Da discussão surgiu uma proposta de reforma regulatória, a lei Dodd-Frank, (Dodd-Frank Wall Street Reform and Consumer Protection Act) que tira algumas funções dos bancos, reorganiza a burocracia da regulação americana, estabelece novos controles e obrigações. Parece excelente. O diabo está nos detalhes. Nos milhares de detalhes. A lei tem 2.319 páginas e está sendo detalhada. Ficou inexequível. A ideia do lobby dos grandes bancos era exatamente essa: confundir para deixar tudo como está.



De concreto, os bancos passaram a ser regulados pelo Fed, todos eles. Os bancos de investimentos viviam sem supervisão alguma, até que quebraram. O primeiro, Bearn Sterns, foi salvo; o segundo, Lehman Brothers, afundou, criando um redemoinho que sorveu a estabilidade financeira de boa parte do mundo.



Os economistas sabem que o risco moral é alto. Os bancos continuam achando que o lucro é deles e o prejuízo é do distinto público. Os bônus continuaram sendo distribuídos para os altos executivos. E até Warren Buffet mostrou com alguns poucos números que o sistema é injusto. Buffet lembrou que ele paga menos de 17% sobre a renda tributável, mas seus funcionários pagam 30%. Provou também, por um mais dois, que as isenções de impostos para os muito ricos não criaram empregos, como os republicanos defendem. Mesmo assim, os democratas não conseguiram derrubar os rebates tributários para milionários e bilionários americanos.



Então, quem está na praça tem razão. O movimento é meio confuso, sustenta palavras de ordem terminais, como o pedido de que não haja banco central no país, mas é um sintoma claro de que há forte insatisfação. O cidadão que perdeu emprego, que não conseguiu pagar sua hipoteca e não vê a reativação da economia está aflito. Há bons motivos para protestar, principalmente se a pessoa for jovem. Seja em Nova York, São Francisco ou Cairo.



Enviado por Valéria Maniero - 28.11.2011

8h40m

Relatório Focus

Mercado reduz previsão do PIB e vê inflação mais alta

O mercado revisou para cima as previsões para a inflação deste ano e de 2012 e reduziu as estimativas para o crescimento do PIB. As projeções para a taxa básica de juros, no entanto, não foram alteradas.



Segundo o relatório Focus, divulgado hoje pelo Banco Central, o mercado acha que o IPCA encerrará 2011 em 6,49%, um pouco acima do previsto há uma semana (6,48%), mas abaixo do teto da meta (6,5%). Para 2012, a previsão passou de 5,55% para 5,56%.



A expectativa para o crescimento do PIB em 2011 foi alterada para baixo, de 3,16% para 3,10%; para o ano que vem, os analistas apostam em alta de 3,46%, abaixo do projetado anteriormente (3,50%).



De acordo com o documento, a taxa básica de juros (Selic), que atualmente está em 11,50%, encerraria 2011 em 11%, baixando para 10% em 2012.