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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011


.As fotografias da americana Anne Brigman


Enviado por luisnassif, qua, 21/12/2011 - 15:00

Por ROSE

Anne Brigman photography



"Anne Wardrope (Nott) Brigman (1869-1950) foi uma fotógrafa americana e um dos membros originais do movimento Photo-Secession na América. Suas imagens mais famosas foram tiradas entre 1900 e 1920, e retratam mulheres nuas em contextos primordiais naturalistas. (...)" [ Wikipedia ]



"(...) O propósito do movimento Photo-Secession era obrigar o mundo da arte a ver a fotografia como "um meio distinto de expressão individual" igual à formas de arte tradicionais da época. Anne Brigman foi o único fotógrafo a oeste do rio Mississippi a receber tal convite; ela também foi a única mulher. (...)" ( UTATA/Sunday Salon )



Trechos acima em traduções automáticas, com intervenções minhas.



rechos acima em traduções automáticas, com intervenções minhas.





Trabalho no Brasil atrai estrangeiros


Enviado por luisnassif, qua, 21/12/2011 - 15:28

Do G1



Autorizações de trabalho para estrangeiros sobem 32% até setembro

Informações foram divulgadas nesta quarta pelo Ministério do Trabalho.

Cerca de 96% das autorizações foram para trabalho temporário no Brasil.

Do G1, em Brasília



A Coordenação Geral de Imigração do Ministério do Trabalho e Emprego informou nesta quarta-feira (21) que foram concedidas 51.353 autorizações de trabalho entre janeiro e setembro deste ano, o que representa um aumento de 32,8% em relação ao mesmo período de 2010. Aproximadamente 96% desse total foram concedidas para estrangeiros com contrato de trabalho temporário no Brasil, informou o governo.

Entre as autorizações temporárias, que totalizaram 49.291, o Ministério do Trabalho informou que os maiores crescimentos foram registrados entre profissionais estrangeiros sem contrato de trabalho no Brasil - assistência técnica ou transferência de tecnologia até 90 dias, com aumento de 56,5%; trabalhadores estrangeiros a bordo de embarcação de turismo estrangeira autorizada a operar no Brasil por até 6 meses, com 52,3%; e artista estrangeiro para realização de evento no Brasil, com crescimento de 45,8%.



or-geral de Imigração e presidente do Conselho Nacional de Imigração, Paulo Sérgio de Almeida, o crescimento dos números está ligado à demanda por profissionais estrangeiros que contribuem com o desenvolvimento dos projetos no nosso país.



“São projetos nas áreas industrial, de infra-estrutura e tecnologia, profissionais que não estão disponíveis no Brasil e que tem contribuído para o desenvolvimento de nosso país. A imensa maioria vem de forma temporária, implementam um projeto que, em geral, gera muito mais empregos a brasileiros e ainda transferem seu conhecimento aos trabalhadores do Brasil”, disse ele.



Segundo Almeida, o maior crescimento entre profissionais com contrato de trabalho de até dois anos é reflexo do aumento de empresas de origem estrangeiras que estão se instalando no Brasil.



“Essas empresas inicialmente trazem uma quantidade maior de estrangeiros. Essa elevação também se deve ao aumento de profissionais que detém técnicas e tecnologias específicas, que tem vindo com contrato de trabalho no Brasil e que antes vinham para prestação de serviços sem vínculo. O seguimento de profissionais com mestrado e doutorado foi o que mais cresceu, o que demonstra que esta mão-de-obra é altamente qualificada”, explicou.



Autorizações permanentes

As autorizações permanentes, segundo o Ministério do Trabalho, registraram um crescimento de 17,5% nos nove primeiros meses de 2011 em relação ao ano anterior, somando 2.062.



As autorizações para executivos integrantes de direção de empresas no Brasil tiveram um crescimento de 36,7% e para estrangeiro investidor pessoa física em atividade no Brasil, que estava registrando queda em períodos anteriores, houve uma elevação de 19,4%, acrescentou o governo.



Almeida credita esse crescimento das autorizações ao bom momento que o Brasil passa. “O número maior de autorizações para executivos é decorrente do aumento do número de empresas de capital estrangeiro no Brasil e os investidores reforçam a percepção do Brasil como um bom local para investir suas economias”, declarou.
.100 livros clássicos para download


Enviado por luisnassif, qua, 21/12/2011 - 14:00

Autor: Revista Bula

Por Gilberto Cruvinel



Da Revista Bula - EM 30/09/2011





.100 livros clássicos para download


Enviado por luisnassif, qua, 21/12/2011 - 14:00

Autor: Revista Bula

Por Gilberto Cruvinel



Da Revista Bula - EM 30/09/2011





Uma compilação com 100 obras, entre autores brasileiros e estrangeiros, escolhidas entre os 10 mil títulos disponíveis no portal Domínio Público. A lista, traz desde livros seminais, formadores da cultural ocidental, como “Arte Poética”, de Aristóteles, até o célebre “Ulisses”, de James Joyce, considerado um dos livros mais influentes do século 20, além de clássicos brasileiros e portugueses. Todo o acervo do portal DP é composto por obras em domínio público ou que tiveram seus direitos de divulgação cedidos pelos detentores legais. No Brasil, os direitos autorais duram setenta anos contados de 1° de janeiro do ano subsequente à morte do autor.




98 escolas municipais no Rio terão turno integral


Enviado por luisnassif, qua, 21/12/2011 - 14:08

De O Globo.com



Mais escolas terão turno integral em 2012Alunos de 98 colégios municipais assistirão a mais aulas de matemática, português e ciências

Matheus Vieira



RIO - Alunos de 98 escolas municipais terão aulas em turno integral no ano que vem. Mais aulas de português, matemática e ciências estão incluídas no novo currículo, que prevê turnos de sete horas. A mudança na grade já havia ocorrido em 22 unidades da prefeitura este ano.



O anúncio foi feito na terça-feira pela secretária municipal de Educação, Claudia Costin. Segundo ela, foram beneficiadas as escolas que ficam em áreas conflagradas ou pobres. Das 98 unidades, 58 são Cieps.



Nossa intenção é alcançar toda a rede com o turno integral. Mas escolhemos essas para dar um salto de qualidade e tornar a nossa rede mais igualitária — afirmou a secretária de Educação.



Das 22 escolas que já estão com o turno integral, 12 eram novas — do programa Ginásio Experimental Carioca, com disciplinas opcionais, e mais tempo de aula — e dez já pertenciam à rede. De acordo com a secretária, as dez unidades que passaram por essa transição apresentaram melhores resultados nas provas bimestrais.



— Vamos aumentar ainda mais a meta dessas escolas. Vai ser um diagnóstico para saber como elas vêm evoluindo — disse.



De acordo com Claudia Costin, há uma diferença entre o novo modelo de turno integral e o que já é adotado nos Cieps, que têm a carga horária de aulas igual à das escolas comuns e atividades extracurriculares num outro turno. A rede municipal tem 1.065 escolas de ensino fundamental, onde estudam mais de 539 mil alunos.



— Não vamos oferecer oficinas. Elas são boas, mas na prática eram optativas e não tinham uma proposta pedagógica de ensino integral. Os alunos vão ter mais aulas, inclusive de matérias optativas, como espanhol, matemática financeira, artes e grandes obras da literatura — detalhou Claudia Costin.



A Secretaria municipal de Educação informou que o ginásio do Maracanãzinho será palco da formatura do programa Autonomia Carioca, nesta quarta-feira, às 9h. Cerca de dez mil estudantes com distorção idade-série vão receber o diploma pela conclusão do ensino fundamental.



O Autonomia Carioca é uma parceria entre a Fundação Roberto Marinho e a prefeitura do Rio. O prefeito Eduardo Paes, a secretária Claudia Costin e o secretário-geral da Fundação Roberto Marinho, Hugo Barreto, vão participar do evento.



Esta será a segunda formatura realizada pelo programa, que foi adotado este ano em 384 turmas de 273 escolas da rede municipal do Rio. Já foram formados 17 mil estudantes.




As críticas da ABGLT ao governo


Enviado por luisnassif, qua, 21/12/2011 - 14:49

Por Gunter Zibell - SP

Do Mix Brasil



Dilma não fala, não ouve e não vê gays



A ABGLT (enfim) resolveu mostrar uma postura mais crítica em relação ao governo Dilma. A entidade demorou para reagir, mas o fez nesta última conferência LGBT. A presidente tem uma postura bastante covarde em relação aos direitos LGBT: ela não fala, não vê e não ouve os gays. Prova disso foi que Dilma não compareceu na Conferência LGBT (como fez Lula), nunca citou gays em seus discursos (deveria ter feito na Onu); enterrou o kit anti-homofbia do MEC sem nem mesmo ouvir o movimento, entre outras tantas ignoradas. Tudo por conta de sua aproximação com os setores mais conservadores. E isso vem desde de sua campanha.



seria se a ABGLT, entidade mais representativa do movimento gay brasileiro, continuasse apoiando a presidente, como vinha fazendo de olhos fechados neste primeiro ano de seu governo. Essa postura pouco crítica da entidade e de seu presidente Toni Reis acabou aprofudando ainda mais a distância entre o movimento e a comunidade gay, relação essa que sempre foi fria e que nos últimos anos, desde que a ABGLT fincou a bandeira partidária-petista em sua linha de frente, estava mumificada. Mas a ABGLT resolveu criticar o governo Dilma. Em entrevista ao programa CBN MixBrasil do último domingo, seu presidente, Toni Reis, disse que o governo Dilma não tem comprometimento com a causa LGBT e usou como exemplo um bom argumento: o governo do Estado do Rio de Janeiro destinou 17 milhões de reais ao enfrentamento da homofobia e à implantação de políticas públicas LGBT no estado no último ano. Já o governo Dilma destinou 400 mil reais para o país todo. Isso significa que as Paradas, festivais e campanhas minguaram a ponto de secar.



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.Anhanguera Educacional demite 600 professores


Enviado por luisnassif, qua, 21/12/2011 - 14:29

Da Folha.com



Rede de ensino Anhanguera demite 680 professores em SP

DE SÃO PAULO



A Anhanguera Educacional, maior rede de ensino superior do país, demitiu neste final de ano cerca de 680 professores de três instituições adquiridas recentemente em São Paulo e na região do ABC. Somente na Uniban da capital, foram cortados por volta de 400 docentes, o que representa metade do quadro.



A informação é da reportagem de Fábio Takahashi e Patrícia Gomes publicada na edição desta quarta-feira da Folha. A reportagem completa está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.



De acordo com o texto, boa parte dos demitidos são mestres e doutores, ou seja, com salários maiores. Também houve cortes de professores no campus ABC da Uniban, na UniABC e na faculdade Senador Fláquer. Juntas, elas possuem pouco mais de 60 mil estudantes.



p>Nas escolas circula a informação que a Anhanguera contratará docentes para suprir parcialmente o corte, mas com titulação menor e com hora-aula mais baixa.
A Hispan TV: canal iraniano para AL, EUA e Espanha


Enviado por luisnassif, qua, 21/12/2011 - 14:45

Do Opera Mundi



Irã lança canal de televisão em espanhol para América Latina, EUA e Espanha

Financiado pelo governo iraniano, a rede terá sede em Teerã



Cuba Debate
Havana



O Irã coloca em funcionamento nesta quarta-feira (21/12) um canal de televisão via satélite em espanhol dirigido ao público da América Latina, Estados Unidos e Espanha, informou a rede.



"A Hispan TV é a primeira rede televisiva de informação e entretenimento em espanhol nascida no coração do Oriente Médio (...) com o objetivo de fortalecer os laços culturais com os países que falam espanhol", afirmou um comunicado divulgado em seu site.



O novo canal, financiado pelo governo iraniano e que será transmitido em espanhol a partir de Teerã, pretende "chegar a milhões de pessoas na América Latina, Estados Unidos e Europa", com notícias, documentários e conteúdos de ficção 24 horas por dia.



A transição "começa hoje (quarta-feira) às três da tarde" hora espanhola (12H00 de Brasília), afirmou uma funcionária do canal em Madri, Lola García.



A rede, dirigida pelas autoridades iranianas, conta com três funcionários em Madri, vários jornalistas espanhóis e latino-americanos em Teerã "e correspondentes em todo o mundo", acrescentou.



"Os informativos da HispanTV cobrirão de maneira especial os acontecimentos de caráter internacional, especialmente todos aqueles que ocorrerem na América Latina, Irã e Oriente Médio", segundo o comunicado.



Os temas tratados no site da HispanTV, criada há um ano, cobrirão uma grande variedade de questões internacionais, desde a suposta espionagem dos Estados Unidos no Irã até a crise financeira, passando pelas decisões do presidente venezuelano Hugo Chávez, aliado de Teerã.



Entre os anúncios de próximos documentários transmitidos pelo canal figuram, por exemplo, as dificuldades dos civis palestinos em Gaza.



"A HispanTV nasce com uma grande vocação social, cujo principal objetivo é criar pontes de entendimento entre os povos do Irã, da América Hispânica e do Oriente Médio com a transmissão de conteúdos frequentemente ignorados por outros meios de comunicação", afirmou.



O jornal espanhol El País afirmou que a Arábia Saudita também planeja lançar um canal em espanhol, a Córdoba Televisión, em janeiro. Não foi possível entrar em contato com autoridades sauditas em Madri nesta quarta-feira para confirmar a informação.



terça-feira, 20 de dezembro de 2011

.Patentes: Apple obtém vitória parcial contra Google


Enviado por luisnassif, ter, 20/12/2011 - 14:12

De O Globo.com



Apple obtém vitória parcial contra o Android, da GoogleGoverno americano dá razão à empresa em caso de violação de patente, diz ‘WSJ’









Tecnologia da Apple que permite ao usuário chamar, com um toque, um número de telefone que esteja em um e-mail ou mensagem está presente em Androids Mark Lennihan / AP



NOVA YORK e CUPERTINO - A Apple obteve na segunda-feira uma vitória parcial em uma disputa de patentes sobre smartphones, que pode forçar a Google a fazer mudanças no sistema operacional Android. Ainda cabe apelo da decisão da Comissão Internacional de Comércio dos Estados Unidos, prevista pra entrar em vigor em 19 de abril.



cisão diz respeito à tecnologia que permite ao usuário chamar, com um toque, um número de telefone que esteja em um e-mail ou mensagem de texto. A vitória é vista como parcial porque o órgão não deu razão à Apple em outra patente.



A taiwanesa HTC, uma das maiores fabricantes de smartphones com Android e ré no caso, prometeu remover a tecnologia de todos os seus aparelhos o mais rapidamente possível. Mas é claro que o alvo principal da ação era a Google, cujo Android vem ganhando cada vez mais mercado.



Além disso, segundo o "Wall Street Journal", a Apple já estaria colocando em prática seu plano de revolucionar a indústria da TV. De acordo com o diário de negócios, o vice-presidente sênior da Apple, Eddy Cue, comentou com executivos da TV que a companhia trabalha em um sistema capaz de identificar o telespectador, quer ele esteja acessando o conteúdo por meio de tablets, smartphones ou televisão.



Fontes ouvidas pelo jornal garantem que a Apple está trabalhando em um aparelho de TV próprio, com sistema sem fio, que acessa conteúdo on-line. Em pelo menos um dos encontros, os executivos da Apple também detalharam a ideia de desenvolver um sistema de TV capaz de responder à voz e aos movimentos do telespectador. Mas esse produto, advertiram, deve demorar mais, embora o Siri, assistente pessoal do iPhone 4S, já reconheça voz.



Diversos analistas de mercado já falaram sobre esse assunto. Mas o "Journal" afirmou que a Apple ainda não determinou uma data para lançar produtos relacionados à TV e que seus planos ainda não estão muito claros, segundo as fontes.





.Um cordel sobre o Natal


Enviado por luisnassif, ter, 20/12/2011 - 14:00

.Os 40 anos da Teologia da Libertação


Enviado por luisnassif, ter, 20/12/2011 - 14:00

Por raquel_

Do IHU Online



Quarenta anos da Teologia da Libertação



Há 40 anos, um pequeno livro de um sacerdote peruano estremeceu a Igreja católica ao sentar as bases daTeologia da Libertação, uma reflexão acusada de marxista por ressaltar a opção de Deus pelos pobres, mas também elogiada por renovar a mensagem dessa religião.



A reportagem está publicada no sítio espanhol Religión Digital, 17-12-2011. A tradução é do Cepat.



O livro Teologia de Libertação. Perspectivas [Vozes], de 1971, é considerado o ato teórico fundacional que deu nome ao movimento teológico mais importante nascido na América e foi escrito pelo peruano Gustavo Gutiérrez, hoje com 83 anos e sacerdote dominicano.



p>“A ideia era dizer que Deus acompanhava os povos do Terceiro Mundo, que estava do seu lado na busca pela Terra Prometida, mas uma Terra Prometida que significava terra, liberdade, justiça, dignidade”, explicou o professor Jeffrey Klaiber, historiador das religiões na Universidade Católica de Lima.



Em uma América Latina marcada pela desigualdade social e pelas ditaduras das décadas de 1960 e 1970, essa linha “captou a imaginação” de vastos setores, desde a Nicarágua de Somoza até as Filipinas deMarcos, encontrando ecos na África, segundo Klaiber.



Gustavo Gutiérrez afirmou que “na Teologia da Libertação (TdL) a pobreza significa insignificância social, ela não se limita à sua dimensão econômica; pobre é o insignificante e excluído por diferentes razões, dali a gravidade da desigualdade social que sofremos no Peru”.



“Essa teologia segue presente na América Latina, apesar das quatro décadas transcorridas, e sua mensagem central (a opção preferencial pelos pobres) repercute sobre a tarefa pastoral da Igreja”, disseGutiérrez.



“Bastaria tomar as conclusões da Conferência Episcopal da América Latina e do Caribe em Aparecida(Brasil, 2007) para dar-se conta disso”, evocou o sacerdote peruano sobre a reunião encabeçada pelo papa Bento XVI.



A opção pelos pobres entusiasmou em um primeiro momento Roma, sob o papa Paulo VI (1963-1978), que designou bispos progressistas para a região com o maior número de fiéis católicos. Contudo, João Paulo II(1978-2005), formado no anticomunismo, a questionou alegando que fomentava a luta de classes e poderia distanciar os fiéis dos setores médios e altos.



A ofensiva do Vaticano contra a Teologia da Libertação se traduziu na nomeação de bispos conservadores e se selou com dois documentos (“Instruções”) do então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé,Joseph Ratzinger, Bento XVI desde 2005.



“A primeira instrução foi negativa, mas a segunda foi mais positiva porque dizia que a história do cristianismo é uma história de libertação, de liberdade, e que os cristãos deviam apoiar a liberdade”, assinalou Klaiber.



“O importante é que os mal-entendidos, quando os houve, há tempo que foram superados através de um diálogo permanente e frutuoso”, ressaltou Gutiérrez sobre suas conversas com Ratzinger entre 1984-1986.



O paradoxo na posição de Roma é que foram o Concílio Vaticano II (1962) e a Conferência Episcopal Latino-Americana de Medellín (1968) que serviram de inspiração para a TdL.



Klaiber acredita que, “como corrente intelectual, o tempo da TdL já passou, mas seu espírito continua vigente e ativo no terreno, nas paróquias pobres e amazônicas mesmo que ninguém ouse pronunciar seu nome por medo da hierarquia”.



O cardeal peruano Juan Luis Cipriani, primeiro cardeal da Opus Dei nomeado por João Paulo II no mundo, não aceitou fazer um comentário sobre a TdL quando lhe foi solicitado.



“O que se pratica, na verdade, é a mensagem cristã, o Evangelho, não uma teologia; esta contribui para a vida da Igreja na medida em que reflete sobre essa mensagem tendo em conta o momento que se vive”, matiza Gutiérrez ao responder sobre se reescreveria sem mudanças seu texto de 1971.



Gutiérrez não foi o único que impulsionou a TdL, que teve entre seus pioneiros o então sacerdote brasileiroLeonardo Boff e o colombiano Camilo Torres – que integrou as guerrilhas em seu país.



Os casos dos arcebispos de El Salvador, Oscar Romero, assassinado em 1980, e do brasileiro Hélder Câmara, são referências obrigatórias dos representantes da Teologia da Libertação, que teve no Brasil sua base maior.



.EUA votam amanhã o Ato para Encerrar Pirataria On-line


Enviado por luisnassif, ter, 20/12/2011 - 14:06

De O Globo



Entre a pirataria e a liberdadePedro Doria

A Câmara dos Deputados americana vota amanhã um projeto de lei que atende pela sigla SOPA. É o Ato para Encerrar Pirataria On-line; ao menos, aquela pirataria que ocorre dentro das fronteiras do país. Para seus críticos, é uma lei radical que ameaça transformar a internet nos EUA tão livre quanto a da China.



Se aprovada na Câmara e no Senado e o presidente Barack Obama sancionar, SOPA dará poderes sem precedentes à Justiça. Um mandado judicial simples pode bloquear por completo acesso a determinados sites. Os provedores de acesso à rede serão obrigados a fazer tal bloqueio, o Google será responsabilizado por retirar os links de sua busca, empresas de pagamento on-line como PayPal e mesmo tradicionais, como Visa, serão proibidas de transferir dinheiro para os acusados.



andado com tanto poder assim não precisa de muito para ser emitido. Basta que pessoa ou empresa acuse um determinado site de distribuir conteúdo ilegal. Pode ser uma faixa de música, pode ser a venda de remédios estrangeiros.



Não é tão simples do ponto de vista técnico. Para que um site seja bloqueado, é preciso interferir nos DNSs, grandes servidores que servem de mapa da rede. Quando o leitor digita oglobo.com.br em seu browser, a internet consulta um DNS para saber a que endereço numérico corresponde o domínio. Alterar o DNS, bloquear domínios inteiros, é coisa que só países como a China faziam.



Talvez não baste. Como a lei aumenta o escrutínio sobre o download ilegal e obriga provedores de acesso a monitorarem esse tipo de tráfego, será preciso entender o que cada usuário americano está fazendo on-line. Só há um jeito: inspecionar a natureza dos pacotes sendo trocados. Sem tecniquês explica-se mais fácil. Ver o que cada um está baixando para seu computador. Não é só violar privacidade. É, tecnicamente, um esforço gigantesco. Talvez até impossível do ponto de vista prático. Nem todos os provedores de acesso têm a estrutura para essa vigília.



Não é a primeira vez que a indústria cultural se mobiliza para tentar bloquear a pirataria nos EUA, alterando como a rede funciona. Mas nunca chegaram tão perto. Nenhum analista político é capaz de dizer se SOPA passa ou não. Há deputados de ambos os partidos empenhados em sua aprovação. Assim como também há deputados republicanos e democratas horrorizados com a possibilidade. Os lobbies são fortes. De um lado está Hollywood, as gravadoras e as farmacêuticas. Do outro, toda a indústria da tecnologia. De Apple a Google, passando por Microsoft e Yahoo!, quem vive da internet luta contra.



As farmacêuticas entraram no pacote por causa da maneira como cobram por medicamentos. Nos EUA, remédio é muito mais caro que no Canadá. Sempre foi, mas o consumidor não sabia. Paga-se mais porque a indústria sabe que os seguros-saúde bancam o custo alto. É praxe adequar o preço ao país onde se vende (o mesmo ocorre com DVDs). Uma indústria paralela se formou on-line para exportar remédios do Canadá para os EUA, e um público de aposentados sem saúde pública usa o serviço. Às vezes, o remédio é original, fabricado pela mesma empresa. Mas a compra é ilegal. Também esses se interessam pelo pedaço da lei que proíbe repasses de dinheiro a sites piratas.



Se SOPA passar, os americanos que vivem na internet logo descobrirão que burlar não é difícil. Basta contratar um serviço chamado VPN, custa uns US$ 50 por ano. Ele é como um portal que transfere sua conexão de país. Faz parecer que seu computador está conectado à internet na Europa. Ou no Brasil. Um país onde não há restrição de uso à rede. É uma lei que altera por completo a maneira de a internet funcionar, é sujeita a abusos, complicada de se implementar tecnicamente e simples que só de burlar.



Mas há um risco. Os EUA servem de exemplo para o mundo quando o assunto é internet. Se uma lei assim passa lá, ela pode se espalhar. Com a intenção de proteger propriedade intelectual, fratura a espinha livre da internet.



.“A Privataria Tucana” marca o fim de uma era


Enviado por luisnassif, ter, 20/12/2011 - 08:00

Coluna Econômica - 20/12/2011



O livro "A Privataria Tucana" marca o desfecho de uma era, ao decretar o fim político de José Serra. A falta de respostas de Serra ao livro - limitou-se a taxá-lo de "lixo" - foi a comprovação final de que não havia como responder às denúncias ali levantadas.



O livro mostra como, após as privatizaçōes, o Banco Opportunity - um dos maiores beneficiados - aportou recursos em paraísos fiscais, em empresas da filha Verônica Serra. Depois, como esse dinheiro entrou no país e serviu, entre outras coisas, para (simular) a compra da casa em que Serra vive.



Tem muito mais. Mostra a extensa rede de pessoas cercando Serra que, desde o início dos anos 90, fazia negócios entre si, utilizando o Banespa, o Banco do Brasil, circuitos de paraísos fiscais, as mesmas holdings utilizadas por outros personagens controvertidos para esquentar dinheiro



Provavelmente o livro não suscitará uma CPI, pela relevante razão de que o sistema de doleiros, paraísos fiscais, foi abundantemente utilizado por todos os partidos políticos, incluindo o PT. Aliás, uma das grandes estratégias de José Dirceu, assim que Lula é eleito, foi mapear e cooptar os personagens estrangeiros da privatização que, antes, orbitavam em torno de Serra.



Essa a razão de ter terminado em pizza a CPI do Banestado, que expunha personagens de todos os partidos.



Nesse imbróglio nacional, a posição mais sensível é a de Serra - e não propriamente para a opinião pública em geral, mas para seus próprios correligionários. Afinal, montou um esquema que em nada ficou a dever a notórios personagens da República, como Paulo Maluf. Jogou pesado para enriquecimento pessoal e da família.



Com as revelações do livro, quebra-se a grande defesa de Serra, algo que talvez a sociologia tenha estudado e que poderia ser chamada de "a blindagem dos salões". É quando personagens controvertidos se valem ou do mecenato, das artes, ou da proximidade com intelectuais para se blindarem. O caso recente mais notável foi o de Edemar Cid Ferreira e seu Banco Santos.



Serra dispunha dessa blindagem, por sua condição de economista reputado nos anos 80, de sua aproximação com o Instituto de Economia da Unicamp. Graças a isso, todos os pequenos sinais de desvio de conduta eram minimizados, tratados como futrica de adversários.



O livro provocou uma rachadura no cristal. De repente todas aquelas peças soltas da história de Serra foram sendo relidas, o quebra-cabeças remontado à luz das revelações do livro.



Os sistemas de arapongagem, que permitiram a ele derrubar a candidatura de Roseana Sarney no episódio Lunus; o chamado "jornalismo de esgoto" que o apoiou, as campanhas difamatórias pela Internet, as suspeitas de dossiê contra Paulo Renato de Souza, Aécio Neves, o discurso duplo na privatização (em particular apresentando-se como crítico, internamente operando os esquemas mais polêmicos), tudo ganhou sentido à luz da lógica desvendada pelo livro.



Fica claro, também, porque o PSDB - que ambicionava os 20 anos de poder - jogou as eleições no colo de Lula.



Todas as oportunidades de legitimação da atuação partidária foram preteridas, em benefício dos interesses pessoais da chamada ala intelectual do partido.



A perda do bonde do real



No início do real, os economistas enriqueceram com operações cambiais, em cima de uma apreciação do real que matou a grande oportunidade de criação de um mercado de consumo interno. A privatização poderia ter sido conduzida dentro de um modelo de fundos sociais, que permitiria legitimá-la e criar um mercado de capitais popular no país. Mas os interesses pessoais se interpuseram no caminho do projeto político do partido.



O cavalo encilhado



O fim da inflação permitiu o desabrochar de um mercado de consumo de massa, dez anos antes que o salário mínimo, Bolsa Família e Pronaf abrissem espaço para a nova classe média. Estariam assegurados os 20 anos de poder preconizados por Sérgio Motta, não fosse o jogo cambial, uma manobra de apreciação do real que enriqueceu os economistas mas estagnou a economia por uma década. FHC jogou fora a chance do partido e do país. Conto em detalhes essa história no livro "Os Cabeças de Planilha".



A falta de Mário Covas



Fica claro, também, a falta que Mário Covas fez ao PSDB. Com todas as críticas que possam ser feitas a ele, a Lula e a outros grandes políticos, havia neles o sentimento de povo. Na campanha de 2006, ouvi de Geraldo Alckmin a crítica - velada - à ala supostamente intelectual do PSDB. "Covas sempre me dizia para, nos finais de semana, andar pelas ruas, visitar bairros, cidades, para não perder o sentido do povo".



Os construtores e os arrivistas



Não se vá julgar impolutos Covas, Lula, Tancredo, Ulisses, o grande Montoro, Grama e outros fundadores do Brasil moderno. Dentro do modelo político brasileiro, montaram acordos nem sempre transparentes, participaram dos pactos que permitiam o financiamento partidário, familiares se aproveitaram das relações políticas para pavimentar a vida profissional. Mesmo assim, imperfeitos que eram - como políticos e seres humanos - havia neles a centelha da transformação, a vontade de deixar um legado, o apelo da redemocratização.



A ala intectual do PSDB



Esses atributos passavam ao largo das ambições da ala intelectual do partido, os economistas financistas de um lado, o grupo de Serra do outro. O individualismo exacerbado, a ambição pessoal, a falta de compromisso com o próprio partido e, menos ainda, com o país, fizeram com que não abrissem espaço para a renovação. Com exceção de Serra, FHC não legou para o partido um ministro sequer com fôlego político. Como governador, Serra não permitiu o lançamento político de um secretário sequer.



A renovação tímida



A renovação do PSDB se deu pelas mãos de Alckmin - ele próprio não revelando um secretário sequer com fôlego para sucedê-lo - e, fora de São Paulo, de Aécio Neves. Ao desvendar as manobras de Serra, o livro fecha um ciclo de ódio, personalismo, de enriquecimento de pessoas em detrimento do país e do próprio partido. No começo, será um baque para o PSDB. Passado o impacto inicial, será a libertação para o penoso reinício político

.UPPs no Rio completam três anos


Enviado por luisnassif, ter, 20/12/2011 - 08:04

Por Marcos Costa

Da BBC Brasil



Três anos de UPPs no Rio: Entenda os avanços e desafios do programa



BBC Brasil

Júlia Dias Carneiro





Iniciado há três anos, programa ainda enfrenta problemas e desafios



O programa que leva Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) para favelas cariocas completa três anos nesta segunda-feira e, embora tenha tido avanços importantes em 2011, ainda enfrenta problemas e desafios.



p>Este último ano foi marcado pela entrada do programa na Rocinha e na Mangueira, duas comunidades que eram importantes centros de distribuição de drogas na cidade.



Apesar dos avanços, os complexos do Alemão e da Penha permanecem ocupados pelo Exército, uma situação provisória que já se estende há mais de um ano.



O ano também foi marcado por denúncias de corrupção entre policiais da UPP do Morro dos Prazeres e do Escondidinho, em Santa Teresa.



As UPPs viraram a principal bandeira do governo de Sérgio Cabral (PMDB) e são um item-chave de sua política de segurança pública. A primeira foi implantada no Morro Santa Marta, em Botafogo, bairro da zona sul, em 19 de dezembro de 2008.



Fazendo um balanço dos três anos de projeto, o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, diz que ainda há muito trabalho para se fazer, mas considera os resultados “animadores”.



“Podemos destacar a queda dos índices de violência em todas as comunidades que contam com Unidades de Polícia Pacificadora. Com as UPPs, 1 milhão de pessoas voltaram a ter o direito de dormir em paz”, diz Beltrame em declaração enviada à BBC Brasil por sua assessoria.



Saiba mais sobre o funcionamento do programa:



O que são as UPPs?



São unidades de policiamento comunitário permanentes, instaladas em favelas do Rio para acabar com o domínio do tráfico armado sobre esses territórios. Elas são construídas após a ocupação das comunidades por forças de segurança.



As UPPs são uma espécie de batalhão com sede fixa dentro da comunidade. O modelo dá preferência ao emprego de policiais militares (PMs) recém-formados, contando serem policiais “sem vícios”, como afirmou o secretário de Segurança Pública José Mariano Beltrame.



Segundo o governo fluminense, o modelo de policiamento promove a aproximação entre a população e a polícia e o fortalecimento de políticas sociais nas comunidades.



Qual é a extensão das UPPs na cidade do Rio?



De dezembro de 2008 para cá, 18 UPPs foram instaladas em favelas do município do Rio. Algumas abrangem mais de uma favela.



Hoje, segundo a Secretaria de Segurança Pública (Seseg-RJ), as unidades contemplam 68 comunidades e beneficiam 315 mil moradores diretamente, e mais 1 milhão de moradores de bairros vizinhos.



Qual é o cronograma para os próximos anos?



De acordo com a Seseg-RJ, a meta é instalar 40 UPPs no Rio até 2014, ano de realização da Copa do Mundo. Com este número, 165 comunidades estarão cobertas pelo programa, nas quais moram 1,5 milhão de pessoas.



Quais foram os principais avanços promovidos neste ano?



A ocupação mais emblemática neste ano foi a da Rocinha, no início de novembro, dias após a prisão do chefe do tráfico local, Antônio Bonfim Lopes, o Nem.



A operação era cercada de expectativa, já que a Rocinha era o principal centro distribuidor de drogas e o maior território controlado pelo tráfico na zona sul do Rio. A favela tem 70 mil habitantes estimados pelo IBGE, mas mais de 180 mil estimados pela associação de moradores local.



Na mesma ocasião, a polícia ocupou o Vidigal e a Chácara do Céu, também em São Conrado. As três comunidades estão ainda na fase de estabilização e só receberão UPPs no ano que vem.



De acordo com Seseg, o Vidigal deve ser o primeiro a receber a sede permanente, no início de janeiro. A unidade mais recente instalada no Rio foi a da Mangueira, na zona norte, no início de novembro.



Quais foram os principais desafios enfrentados neste ano?



Apesar de terem sido ocupados por forças de segurança em novembro de 2010, os complexos do Alemão e da Penha, na zona norte, ainda não receberam UPPs e permanecem ocupados por cerca de 1,6 mil soldados do Exército.



Há relatos de conflitos com a população por causa da presença prolongada dos militares. Inicialmente, a permanência era prevista até outubro deste ano, mas foi prorrogada até junho de 2012 em um acordo do governo estadual com o Ministério da Defesa.



A Seseg-RJ está formando novas turmas de policiais e deve instalar UPPs com 2,2 mil homens no local até junho de 2012.



Além do desgaste relatado por moradores, a Força de Pacificação do Exército enfrentou um contra-ataque do tráfico na véspera do feriado de 7 de setembro, quando bandidos dispararam tiros em direção a postos militares, levando a segurança a ser reforçada.



O programa enfrentou outro baque na cidade em meados de setembro, quando um jornal denunciou um esquema de pagamento de propina por traficantes a policiais da UPP dos morros da Coroa, Fallet e Fogueteiro, em Santa Teresa. Os policiais foram afastados.



Quais os principais argumentos a favor do modelo?



Defensores do modelo dizem que ele permitiu que as comunidades pacificadas deixassem de ser subjugadas por narcotraficantes e contassem com um policiamento menos agressivo e mais próximo da população.



Comunidades onde já existem UPPs



- Santa Marta (Botafogo – zona sul)



- Cidade de Deus (Jacarepaguá – zona oeste)



- Jardim Batam (Realengo – zona oeste)



- Babilônia e Chapéu Mangueira (Leme – zona sul)



- Pavão-Pavãozinho e Cantagalo (Copacabana e Ipanema – zona sul)



- Tabajaras e Cabritos (Copacabana – zona sul)



- Providência (Centro)



- Borel (Tijuca – zona norte)



- Andaraí (Tijuca)



- Formiga (Tijuca)



- Salgueiro (Tijuca)



- Turano (Tijuca)



- Macacos (Vila Isabel)



- São João, Matriz e Quieto (Engenho Novo, Sampaio e Riachuelo)



- Coroa, Fallet e Fogueteiro (Rio Comprido – zona norte)



- Escondidinho e Prazeres (Santa Teresa)



- São Carlos (Estácio – zona norte)



- Mangueira (zona norte)



Os índices de criminalidade nas comunidades e nos bairros vizinhos apresentaram queda após a implantação das UPPs. Elas vêm sendo acompanhadas de valorização imobiliária tanto nas favelas quanto nas edificações a seu redor.



A entrada das UPPs também favorece a melhoria de serviços básicos nas comunidades, como sistemas de abastecimento de água, redes de esgoto e coleta de lixo, bem como a regularização da rede elétrica, de TV e de telefonia, reduzindo a adoção de “gatos”.



As UPPs também atraíram projetos sócio-culturais e de capacitação profissional para a população local.



Quais são as críticas mais comuns feitas ao programa?



Críticos do modelo dizem que ele simplesmente força o deslocamento dos traficantes para outras favelas, que podem se tornar novos bastiões do tráfico e da violência.



Teme-se que isso agrave as diferenças entre as regiões mais ricas do Rio e as periferias, concentrando o crime nas regiões mais afastadas do Centro e da zona sul.



O cinturão de segurança composto pelas UPPs até agora privilegia bairros da zona sul, onde estão as principais atrações turísticas do Rio, e as regiões onde serão realizados os jogos da Copa de 2014 e 2016.



Também se questiona se as UPPs serão sustentáveis em grande escala. Embora se preveja a implantação de 40 UPPs até 2014, o Rio tem mais de 600 favelas, de acordo com o Instituto Pereira Passos (IPP).



Teme-se ainda que a ausência de narcotraficantes nas favelas possa abrir espaço para a formação de milícias nestes locais.



Por fim, críticos dizem que o modelo de policiamento cerceia, em alguns casos, a vida comunitária das favelas pacificadas, restringindo, por exemplo, festas e bailes funk.



.A opção pelo trem de superfície


Enviado por luisnassif, ter, 20/12/2011 - 08:09

Por Marcos Costa

Do Diário de S. Paulo



Monotrilho divide opiniões no Morumbi





Associações de bairro falam em degradação. Moradores da Favela Paraisópolis são a favor da mudança



Luciano Cavenagui

lucianoc@diariosp.com.br



O projeto de construção de um monotrilho na região do Morumbi, na Zona Oeste, divide opiniões. Associações de moradores são contra a iniciativa, alegando que não vai melhorar a mobilidade e causará degradação na área nobre. Mas quem mora na Favela Paraisópolis, por outro lado, considera que será uma boa opção de transporte.



O monotrilho será usado para a Linha 17- Ouro do Metrô e vai ligar o Morumbi até a Estação Jabaquara da Linha 1 – Azul, passando pelo Aeroporto de Congonhas. A linha toda tem a previsão de custo em R$ 3,1 bilhões.



p>O trecho terá aproximadamente 18 quilômetros de extensão e 18 estações: Jabaquara, Hospital Saboia, Cidade Leonor, Vila Babilônia, Vila Paulista, Jardim Aeroporto, Congonhas, Brooklin Paulista, Vereador José Diniz, Água Espraiada, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan, Morumbi, Panamby, Paraisópolis, Américo Mourano, Estádio do Morumbi e São Paulo-Morumbi.



Na noite de quarta-feira, a Câmara Municipal aprovou em primeira votação os projetos de lei 464/2011 e 475/2011, que viabilizam a implantação do sistema monotrilho. A obra é prevista no pacote de mobilidade urbana com o objetivo de preparar a metrópole para a Copa do Mundo de 2014.



Os dois projetos ainda precisam passar por segunda votação antes de serem sancionados pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD), que foi o autor das propostas. O Projeto de Lei 464 estipula plano de melhoramentos viários no Morumbi. O Projeto de Lei 475 determina melhoramentos viários no complexo de Paraisópolis.



subterrâneo /Associação dos Moradores do Jardim Sul é contra o projeto. “Com o dinheiro que será gasto, seria melhor construir um metrô subterrâneo, sem agredir as vias da região. O monotrilho não resolverá o problema da mobilidade e deixará danos irreversíveis no aspecto urbanístico”, afirmou a presidente da entidade, a pedagoga Rosa Richiter.



A Saviah (Sociedade dos Amigos da Vila Inah) também é contrária ao projeto por vários motivos: custo de implantação superior ao projetado; tecnologia ultrapassada; não atende à alta demanda; causará degradação e danos à região.



Moradores da Favela Paraisópolis, entretanto, são favoráveis à nova modalidade de deslocamento. “Não importa se o metrô será por baixo ou por cima, o que interessa é ter mais opção de transporte público”, disse o motorista Célio dos Santos, de 29 anos. “Ficará mais rápido para ir ao Centro”, ressaltou o ajudante Paulo Silva, de 28.
.Após Kim Jong-il, EUA movimentam diplomacia na Ásia


Enviado por luisnassif, ter, 20/12/2011 - 08:36

Por wilson yoshio.blogspot

Da BBC Brasil



Morte de Kim Jong-il deixa diplomacia americana sob alerta





EUA mantêm 28 mil tropas na Coreia do Sul e já avisou que apoiará Seul em eventual conflito



A morte do líder norte-coreano Kim Jong-il acendeu a luz amarela no Departamento de Estado americano nesta segunda-feira. O presidente Barack Obama telefonou para o presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak e diplomatas dos Estados Unidos estão fazendo contatos com aliados asiáticos.



No dia em que a morte de Kim foi anunciada, a Coreia do Norte realizou testes com mísseis, segundo autoridades da Coreia do Sul, mantendo em alerta a nação vizinha. Os dois países estão tecnicamente em guerra, uma vez que não houve acordo de paz após o término dos conflitos da Guerra da Coreia (1950-1953).



p>Os Estados Unidos, que lutaram ao lado dos sul-coreanos no conflito, mantêm 28 mil tropas estacionadas em uma base militar na Coreia do Sul. A tensão militar é um dos últimos resquícios da Guerra Fria.



Durante os atritos entre os Norte e o Sul, registrados nos últimos meses, os americanos mantiveram o compromisso de apoiar o governo de Seul em um eventual confronto com o regime comunista de Pyongyang.



A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, também se encontrou nesta segunda-feira com o colega japonês, Koichiro Gemba, em Washington. O Japão é um aliado importante dos americanos no conflito entre as duas Coreias.



Durante o governo do ex-presidente George W. Bush, a Coreia do Norte foi incluída no chamado “eixo do mal”, em virtude dos testes nucleares que causaram preocupação na Ásia.



O único grande aliado de Pyongyang é a China, para onde Kim Jong-il viajou com frequência nos últimos anos. Os chineses também lutaram ao lado dos norte-coreanos durante a Guerra da Coreia.



Incertezas



Para o especialista Gordon Flake, que assessorou Obama durante a campanha presidencial, "no curto prazo, há o risco de que a Coreia do Norte reaja de maneira beligerante".







Kim Jong-il (esquerda) deve ser sucedido por seu filho, Kim Jong-un (direita)



"Mas no longo prazo, não acho que haverá porque lamentar a morte Kim Jong-il", disse, em entrevista à Associated Press.



Apesar das "provocações" da Coreia do Norte nos últimos anos, os EUA têm mantido cautela e até silenciado em relação ao regime de Pyongyang.



A expectativa entre diplomatas americanos era a de que a relação com Pyongyang pudesse melhorar com a perspectiva de uma eventual ajuda humanitária americana frente à crise de escassez de comida que vive o país.



Mas se o comportamento de Kim Jong-il era de certa forma previsível, a provável subida ao poder de seu filho, Kim Jong-un, só faz aumentar as incertezas.



Para Bruce Klingner, da Heritage Foundation, "a morte de Kim Jong-il possivelmente irá atrasar a retomada das negociações até que a nova liderança norte-coreana dê mostras sobre o grau em que estará aberta ao mundo exterior".



"Ainda que o falecimento de Kim Jong-il seja uma oportunidade para mudança na península coreana, é uma transição envolta de incerteza, nervosismo e perigo em potencial", disse.



Campanha



A morte do líder norte-coreano também virou tema da campanha dos pré-candidatos republicanos.



Newt Gingrich, que disputa a indicação para o partido, disse que "o mundo é perigoso" e aproveitou o fato para criticar Obama.



"Precisamos de uma defesa forte. Precisamos de um presidente que entenda o que significa ser comandante em chefe".







Transição política na Coreia do Norte preocupa vizinhos e potências estrangeiras



Sucessão



O líder da Coreia do Norte morreu aos 69 anos, segundo anúncio feito nesta segunda-feira pela televisão estatal do país.



De acordo com o anúncio, Kim Jong-il, que liderava o país comunista desde a morte de seu pai em 1994, morreu em um trem enquanto visitava uma área próxima da capital, Pyongyang.



O governo do país informou que o filho do líder, Kim Jong-un será seu "grande sucessor" e pediu união aos norte-coreanos.



Até agora, porém, pouco se sabe sobre o filho mais novo de Kim Jong-il - que comandava o regime norte-coreano desde 1994 - com sua terceira esposa, Ko Yong-hui, que também já morreu.



Também surgiram especulações sobre o homem que está sendo considerado como o "poder por trás do trono", Chang Song-taek, marido da irmã de Kim Jong-il e diretor do departamento administrativo do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte.



Alguns analistas afirmam que ele poderá ser o "regente" até que Kim Jong-un esteja pronto para governar a Coreia do Norte sozinho.



.Soldados condenados por dançar o hino em versão funk


Enviado por luisnassif, ter, 20/12/2011 - 09:16

Por wilson yoshio.blogspot

Do Zero Hora



Militares punidos



Soldados que dançaram Hino Nacional em versão funk são condenados



Foram condenados nesta segunda-feira, na 2ª Auditoria Militar, em Bagé, os nove militares acusados de dançar o Hino Nacional em ritmo de funk em um quartel de Dom Pedrito, na Campanha.



A pena estipulada pela juíza Flávia Ximenes foi de um ano de prestação de serviços comunitários. Eles foram acusados de crime contra um símbolo nacional. Os soldados não foram presos e podem recorrer da decisão em liberdade.



O caso ganhou notoriedade em maio deste ano, quando um vídeo do grupo foi divulgado na internet. Durante o andamento do processo, foram ouvidas seis testemunhas de acusação e uma de defesa. A promotoria alegou falta de ética e moral dos envolvidos. A defesa informou que vai recorrer da sentença em janeiro de 12, sustentando que os jovens não sabiam que estavam cometendo um crime.





.O inimigo da moral, por Vladimir Safatle


Enviado por luisnassif, ter, 20/12/2011 - 09:25

Da Folha de S. Paulo



VLADIMIR SAFATLE



O inimigo da moral



O maior inimigo da moralidade não é a imoralidade, mas a parcialidade.



O primeiro atributo dos julgamentos morais é a universalidade. Pois espera-se de tais julgamentos que sejam simétricos, que tratem casos semelhantes de forma equivalente. Quando tal simetria se quebra, então os gritos moralizadores começam a soar como astúcia estratégica submetida à lógica do "para os amigos, tudo, para os inimigos, a lei".



Devemos ter isso em mente quando a questão é pensar as relações entre moral e política no Brasil. Muitas vezes, a imprensa desempenhou um papel importante na revelação de práticas de corrupção arraigadas em vários estratos dos governos. No entanto houve momentos em que seu silêncio foi inaceitável.



p>Por exemplo, no auge do dito caso do mensalão, descobriu-se que o esquema de corrupção que gerou o escândalo fora montado pelo presidente do maior partido de oposição. Esquema criado não só para financiar sua campanha como senador mas (como o próprio afirmou em entrevista à Folha) também para arrecadar fundos para a campanha presidencial de seu candidato.



Em qualquer lugar do mundo, uma informação dessa natureza seria uma notícia espetacular. No Brasil, alguns importantes veículos da imprensa simplesmente omitiram essa informação a seus leitores durante meses.



Outro exemplo ilustrativo acontece com o metrô de São Paulo. Não bastasse ser uma obra construída a passos inacreditavelmente lentos, marcada por adiamentos reiterados, com direito a acidentes mortais resultantes de parcerias público-privadas lesivas aos interesses públicos, temos um histórico de denúncias de corrupção (caso Alstom), licitações forjadas e afastamento de seu presidente pela Justiça, que justificariam que nossos melhores jornalistas investigativos se voltassem ao subsolo de São Paulo.



Agora volta a discussão sobre o processo de privatização do governo FHC. Na época, as denúncias de malversações se avolumaram, algumas apresentadas por esta Folha. Mas vimos um festival de "engavetamento" de pedidos de investigação pela Procuradoria-Geral da União, assim como CPIs abortadas por manobras regimentais ou sufocadas em seu nascedouro. Ou seja, nada foi, de fato, investigado.



O povo brasileiro tem o direito de saber o que realmente aconteceu na venda de algumas de suas empresas mais importantes. Não é mais possível vermos essa situação na qual uma exigência de investigação concreta de corrupção é imediatamente vista por alguns como expressão de interesses partidários. O Brasil será melhor quando o ímpeto investigativo atingir a todos de maneira simétrica.



VLADIMIR SAFATLE escreve às terças-feiras nesta coluna

.O inimigo da moral, por Vladimir Safatle


Enviado por luisnassif, ter, 20/12/2011 - 09:25

Da Folha de S. Paulo



VLADIMIR SAFATLE



O inimigo da moral



O maior inimigo da moralidade não é a imoralidade, mas a parcialidade.



O primeiro atributo dos julgamentos morais é a universalidade. Pois espera-se de tais julgamentos que sejam simétricos, que tratem casos semelhantes de forma equivalente. Quando tal simetria se quebra, então os gritos moralizadores começam a soar como astúcia estratégica submetida à lógica do "para os amigos, tudo, para os inimigos, a lei".



Devemos ter isso em mente quando a questão é pensar as relações entre moral e política no Brasil. Muitas vezes, a imprensa desempenhou um papel importante na revelação de práticas de corrupção arraigadas em vários estratos dos governos. No entanto houve momentos em que seu silêncio foi inaceitável.



p>Por exemplo, no auge do dito caso do mensalão, descobriu-se que o esquema de corrupção que gerou o escândalo fora montado pelo presidente do maior partido de oposição. Esquema criado não só para financiar sua campanha como senador mas (como o próprio afirmou em entrevista à Folha) também para arrecadar fundos para a campanha presidencial de seu candidato.



Em qualquer lugar do mundo, uma informação dessa natureza seria uma notícia espetacular. No Brasil, alguns importantes veículos da imprensa simplesmente omitiram essa informação a seus leitores durante meses.



Outro exemplo ilustrativo acontece com o metrô de São Paulo. Não bastasse ser uma obra construída a passos inacreditavelmente lentos, marcada por adiamentos reiterados, com direito a acidentes mortais resultantes de parcerias público-privadas lesivas aos interesses públicos, temos um histórico de denúncias de corrupção (caso Alstom), licitações forjadas e afastamento de seu presidente pela Justiça, que justificariam que nossos melhores jornalistas investigativos se voltassem ao subsolo de São Paulo.



Agora volta a discussão sobre o processo de privatização do governo FHC. Na época, as denúncias de malversações se avolumaram, algumas apresentadas por esta Folha. Mas vimos um festival de "engavetamento" de pedidos de investigação pela Procuradoria-Geral da União, assim como CPIs abortadas por manobras regimentais ou sufocadas em seu nascedouro. Ou seja, nada foi, de fato, investigado.



O povo brasileiro tem o direito de saber o que realmente aconteceu na venda de algumas de suas empresas mais importantes. Não é mais possível vermos essa situação na qual uma exigência de investigação concreta de corrupção é imediatamente vista por alguns como expressão de interesses partidários. O Brasil será melhor quando o ímpeto investigativo atingir a todos de maneira simétrica.



VLADIMIR SAFATLE escreve às terças-feiras nesta coluna

.Passos e o "mercado da língua portuguesa"


Enviado por luisnassif, ter, 20/12/2011 - 09:43

Por wilson yoshio.blogspot

Do Expresso



Passos: "Mercado da língua portuguesa pode ser alternativa para professores"





Primeiro-ministro defende que os professores desempregados devem sair da "zona de conforto" e encarar o "mercado da língua portuguesa" como uma "alternativa".



O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, admite hoje, em entrevista ao "Correio da Manhã", que os professores portugueses podem olhar para o "mercado da língua portuguesa" como uma alternativa ao desemprego que afeta a classe em Portugal.



"Em Angola e não só, o Brasil também tem uma grande necessidade, ao nível do ensino básico e secundário, de mão de obra qualificada", respondeu o primeiro-ministro quando questionado se aconselharia os professores excedentários em Portugal a abandonar a sua zona de conforto e procurar emprego noutro sítio.



p>"Sabemos que há muitos professores em Portugal que não têm, nesta altura, ocupação. E o próprio sistema privado não consegue ter oferta para todos. Estamos com uma demografia decrescente, como todos sabem, e portanto nos próximos anos haverá muita gente em Portugal que, das duas uma, ou consegue, nessa área, fazer formação e estar disponível para outras áreas ou, querendo manter-se, sobretudo como professores, podem olhar para todo o mercado de língua portuguesa encontrar aí uma alternativa", disse.
.A resposta das religiões afrobrasileiras à TV Record Enviado por luisnassif, ter, 20/12/2011 - 08:21 Tempos atrás, o Ministério Público Federal de São Paulo, através da procuradora Eugênia Gonzaga, inovocou uma tese inédita, desenvolvida por procuradores: a do direito de resposta coletivo. Ou seja, o direito de resposta quando setores extensos da sociedade forem afetados por manifestações jornalísticas. Foi impetrada uma ação contra a TV Record, que havia atacado as religiões afrobrasileiras. Um programa chegou a ser gravado, como direito de resposta. Mas a emissora logrou impedir a veiculação, recorrendo da ação. Aqui, o vídeo - inédito.
.O direitos de homossexuais na pauta de 2011 Enviado por luisnassif, ter, 20/12/2011 - 09:52 Do UOL Top do ano Assuntos para levantar qualquer conversa. por Mauricio Stycer Como há muito tempo não ocorria, 2011 foi um ano de intensa discussão e repleta de acontecimentos envolvendo os direitos dos homossexuais. São Paulo registrou ataques homofóbicos, Jair Bolsonaro e Myrian Rios falaram besteiras, o SBT exibiu e depois se arrependeu de mostrar um beijo gay numa novela, o STF aprovou a união estável, o governo recuou na criação do kit anti-homofobia e o Congresso ainda discute o projeto que combate o preconceito. p> •1º O ano foi marcado por diferentes ataques a homossexuais na região da avenida Paulista, em São Paulo. Em 12 meses, ocorreram ao menos seis ataques com motivação homofóbica no local. Os casos foram todos semelhantes. Jovens, em grupo, atacaram homens sozinhos ou em dupla, que caminhavam pela avenida durante a noite ou madrugada. Leia a reportagem •2º Paralelamente à violência física contra os homossexuais, o deputado federal Jair Bolsonaro se notabilizou pelas declarações fortes, muitas vezes grosseiras, sobre o tema. "Estou me lixando para esse pessoal aí [do movimento gay]. O que esse pessoal tem a oferecer para a sociedade? Casamento gay? Adoção de filhos? Dizer para vocês que são jovens que, no dia em que vocês tiverem um filho, se for gay, é legal e vai ser o 'uhuhu' da família? Esse pessoal não tem nada a oferecer". Leia a reportagem •3º A ex-atriz e agora deputada estadual Myrian Rios também se envolveu em polêmica ao declarar: "Não sou preconceituosa e não discrimino. Só que eu tenho que ter o direito de não querer um homossexual como meu empregado, eventualmente". E acrescentou: "Digamos que eu tenha duas meninas em casa e a minha babá é lésbica. Se a minha orientação sexual for contrária e eu quiser demiti-la, eu não posso". Diante da repercussão do caso, Myrian Rios se desculpou pelas frases. Leia a reportagem •4º A Câmara de Vereadores de São Paulo deu a contribuição mais folclórica ao assunto ao aprovar a criação do Dia do Orgulho Heterossexual, por sugestão do vereador Carlos Apolinário, para quem "o projeto é um protesto contra os privilégios dados aos gays". A decisão foi ridicularizada até no exterior. Pressionado por diversas entidades, o prefeito Gilberto Kassab vetou o projeto. Leia a reportagem •5º Uma frase inadequada, na visão do governo, levou a presidente Dilma Rousseff a suspender o chamado "kit anti-homofobia", um material a ser enviado às escolas com o objetivo de combater a violência e a homofobia. Dilma disse que não aceitaria "propaganda de opções sexuais". A decisão agradou a bancada evangélica, que dá apoio ao governo no Congresso. Leia a reportagem •6º Do ponto de vista dos direitos, o mais importante foi a decisão unânime do Supremo Tribunal Federal a respeito da união estável. O STF considerou que uma união, para ser considerada estável, deve ser duradoura, pública, contínua e com o objetivo de constituir família. As uniões estáveis levam ao reconhecimento de todo casal heterossexual como "entidade familiar". Essa interpretação agora se estende a casais gays. Leia a reportagem •7º Um decreto do governador do Rio, Sergio Cabral, estabeleceu que travestis e transexuais do Estado poderão usar nome social (o modo como as pessoas são identificados na sua comunidade e em seu meio social) para fazer matrículas em escolas, prestar queixa em delegacia e fazer cadastros públicos. A medida atendeu a uma antiga reivindicação dos travestis. Leia a reportagem •8º O SBT fez história ao exibir um beijo caloroso entre duas mulheres na novela "Amor e Revolução". Foi o primeiro beijo gay em uma novela diária no Brasil. A repercussão da cena, no entanto, assustou a emissora, que determinou ao autor da trama, Tiago Santiago, que não tratasse mais do assunto. Uma segunda cena, já gravada, foi cortada, mas caiu na internet. Leia a reportagem •9º O jogador Michael, da equipe Vôlei Futuro, foi protagonista de uma das cenas mais impressionantes do ano. Sua equipe enfrentava o Cruzeiro, num ginásio lotado, com mais de 2.000 pessoas. Cada vez que tocava na bola, o público o ofendia com gritos de "bicha", "gay" e "viado". "Não acho que [minha orientação sexual] seja importante. Quem me vê dentro de quadra e me conhece sabe o que sou. Mas foi uma agressão." Leia a reportagem •10º O ano vai terminar sem que seja votado o famoso projeto de lei que pune a homofobia no Brasil. Examinado já há dez anos, o texto é combatido por diversos grupos e causa divergências mesmo entre os defensores dos direitos dos homossexuais. No capítulo mais recente do imbróglio, a deputada Marta Suplicy pediu o reexame do projeto. Leia a reportagem Mauricio Stycer É jornalista desde 1986. Repórter e crítico do UOL, autor de um blog que trata da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor. Conheça seu Blog no UOL.
.O documentário sobre a falência do McDonalds na Bolívia


Enviado por luisnassif, ter, 20/12/2011 - 10:00

Por alfeu

Do Fazendo Media



Falência do McDonalds na Bolívia em 2002 vira documentário



“Por qué quebró McDonald’s en Bolivia” conta a história do primeiro país latino-americano que ficou sem o McDonald’s e o primeiro mundo onde a empresa fechou por manter seus números no vermelho.







Por completo desinteresse do público, a gigante de ‘fast food’ McDonald’s fechou em dezembro de 2002 todas as suas instalações na Bolívia. Todos os esforços da cadeia de alimentos para se inserir no mercado boliviano foram infrutíferas. ‘Não adiantou usar o molho picante ‘llajwa’, o favorito do altiplano, nem realizar apresentações das melhores bandas locais’, apontou o site LaRed21.



p>A rede estadunidense decidiu encerrar suas atividades no país após 5 anos. Havia, no total, oito lojas nas três principais cidades (La Paz, Cochabamba e Santa Cruz de la Sierra).



Foi o primeiro país latino-americano que ficou sem o McDonald’s e o primeiro país do mundo onde a empresa fechou por manter seus números no vermelho.



O diretor Fernando Martinez explicou em entrevista ao site ‘TreeHugger’ que, em espanhol, a palavra sabor (que em inglês pode ser também ‘gosto’, ‘taste’) etimologicamente deriva da palavra ‘conhecimento’ (‘saber’): sabor é saber.



“A Bolívia é um país pobre, com pouco acesso a bens materiais, mas sua estreita relação com a terra cria uma forte relação com a comida. A Bolívia celebra a vida com comida e dança. Os sabores intensos e tradicionais são a representação do nosso povo, eles marcam o ritmo da vida. A comida é quase um ritual em ambas as cidades e áreas rurais. Quanto aos alimentos locais, eu amo um prato nativo de Potosi chamado kalapurka.



Este interessante caso – para quem conhece o povo boliviano é fácil, na verdade, entender – é contado no documentário “Por qué quebró McDonald’s en Bolivia”, cuja divulgação você vê abaixo.



Vídeos:

.Organização quer investigar morte de blogueiro


Enviado por luisnassif, ter, 20/12/2011 - 08:56

Por wilson yoshio.blogspot

Do Sul 21



Organização internacional quer investigar morte do blogueiro Mosquito





Organização norte-americana solicita informações sobre a morte do jornalista
Foto: Diego Wendhausen Passos



Samir Oliveira



O Commmittee to Protect Journalists (Comitê para a Proteção de Jornalistas – CPJ), com sede em Nova York, nos Estados Unidos, está interessado em investigar a morte de Amilton Alexandre, conhecido como Mosquito, que foi encontrado enforcado em sua casa, na cidade de Palhoça, na última terça-feira (13). O jornalista mantinha o blog Tijoladas do Mosquito, onde denunciava atos de corrupção praticados por autoridades de Santa Catarina.



p>Sara Rafsky, investigadora associada ao Programa das Américas do CPJ, enviou um e-mail ao jornalista Sérgio Rubim, amigo de Amilton, informando que a organização está interessada em acompanhar o caso do blogueiro catarinense. “Escrevo ao senhor porque estamos investigando o caso de Amilton Alexandre e averiguando se é um caso que devemos levar adiante”, disse Sara.



O comunicado pode ser lido na íntegra no CangaBlog, mantido por Rubim. O Sul21 entrou em contato com o CPJ para obter mais informações sobre o interesse da organização na morte de Mosquito, mas até o fechamento desta matéria não obteve resposta.



Num dos trechos do e-mail, Sara solicita o contato de Izidoro Azevedo dos Santos, um dos advogados que defendia Amilton – que sofria mais de 40 processos na Justiça. A investigadora do CPJ diz que “ele teria uma outra opinião” sobre a morte de seu cliente.



Preocupação de Mosquito era não ser preso, diz advogado



Em conversa telefônica com o Sul21, o advogado disse que ficou “surpreso” com a morte de Mosquito e garante que vai conversar com pessoas ligadas ao jornalista sobre o assunto. Ele aguarda ter acesso ao laudo pericial cadavérico do Instituto Médico Legal (IML) de Florianópolis.



O conteúdo do laudo já foi antecipado ao Sul21 pela assessoria de imprensa do IML. O documento atesta que a causa da morte foi “asfixia por enforcamento” provocada por “força de ordem mecânica”. O IML se recusa a revelar o nome do médico legista que assinou a perícia.



De posse do documento, Santos pretende submetê-lo a análise de peritos não ligados ao IML. “Pretendo conversar com alguém da medicina legal que conheça casos de mortes por enforcamento para ver se diz algo diferente do laudo, se houve a presença de algum agente externo”, aponta o advogado.







Mosquito sofria mais de 40 processos na Justiça
Foto: Reprodução



Santos, junto com o colega Edson Jardim, advogava gratuitamente para o jornalista, que estava com sérios problemas financeiros. “Ele sofria processos criminais, cíveis e até de natureza tributária”, conta o advogado, acrescentando que “não era isso (os problemas financeiros) que o angustiava, o principal motivo era a iminência de ele ser preso (por conta de alguma condenação que pudesse vir)”.



Santos acredita que a hipótese de um homicídio forjado não pode ser descartada. “As denúncias que ele fazia eram contundentes e envolviam gente poderosa. Pelo rol de denunciados, qualquer um pode ser um inimigo em potencial”, comenta.



Mosquito colecionava muitos desafetos, desde o prefeito de Florianópolis, Dário Berger (PMDB), à atual ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti (PT) – ambos moveram ações contra o jornalista.



E pelo menos duas pessoas já ameaçaram publicamente Amilton de morte. O vereador de Florianópolis, Márcio Souza (PT), e o ex-diretor do Departamento de Administração Prisional de Santa Catarina (Deap, órgão semelhante à Susepe gaúcha), Hudson Queiroz. Souza teria ameaçado Mosquito durante uma audiência judicial entre os dois, na frente da juíza. E Queiroz já teria agredido fisicamente o jornalista durante um evento na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, ameaçando-o de morte pelas redes sociais.



O ex-diretor do Deap é um dos envolvidos nas denúncias de torturas contra detentos do Complexo Prisional de São Pedro de Alcântara. As imagens de policiais afogando presos em vasos sanitários tiveram repercussão nacional em novembro de 2009. O caso levou Queiroz a perder o cargo.



Uma pessoa ligada a Amilton acredita que Hudson pode ser um dos principais suspeitos, caso tenha havido realmente um assassinato. “Ele mostrou sinais de ser desequilibrado, a ponto de ameaçá-lo nas redes sociais. E é policial, sabe os procedimentos para mascarar um suicídio”, aponta.



O delegado responsável pela investigação da morte de Mosquito, Attilio Guaspari Filho, da Delegacia de Palhoça, já está intimando pessoas ligadas ao jornalista e quer tomar depoimentos de desafetos que o ameaçaram. Mas ele evita confirmar se Hudson ou o vereador Marcio Souza estão serão chamados a depor. “Estamos ainda em fase de inquérito e não posso confirmar”, despista.



.A Comissão da Verdade paulista


Enviado por luisnassif, ter, 20/12/2011 - 10:36

Por wilson yoshio.blogspot

Do Última Instância



Comissão da Verdade pode 'estancar ferida' da ditadura, diz criador do projeto em SP



As lembranças da juventude do deputado estadual Adriano Diogo (PT-SP) não são amenas: “eu abri a porta, tomei um susto. O sujeito já entrou e me deu uma coronhada no olho com o cabo da metralhadora. Eu cai, eles entraram no apartamento, saquearam tudo que tínhamos”.







p>Naquele dia de março de 1973, o estudante de Geologia da USP (Universidade de São Paulo) tinha planos de fugir com sua esposa. Porém, os homens da Oban (Operação Bandeirante), um dos centros de investigação do Exército, chegaram antes da fuga no apartamento da Mooca, zona leste da cidade de São Paulo. Ele foi preso, levado para a sede da organização, no bairro Vila Mariana. Cinco horas depois de sua chegada, era a vez de sua esposa.



“Eles estavam lavando, puxando a água misturada com sangue. E olhei por baixo do capuz e vi aquelas poças de sangue. O carcereiro falou pra mim 'acabou de morrer um cara da sua sala, o Alexandre Vannucchi. O major está nervosíssimo, está o cão de nervoso!'. Você se prepara porque vai apanhar pra caramba”, relatou o ex-preso.



Militante ligado à ALN (Aliança Libertadora Nacional) – organização fundada por Carlos Marighella – Adriano Diogo ficou incomunicável por 90 dias na Oban. Depois foi transferido para o Dops (Departamento de Ordem Política e Social) e se tornou um dos prisioneiros do delegado Sérgio Fleury. Por fim, foi para o Hipódromo, um presídio no Brás onde ficavam presos comuns e presos políticos. Ao todo, ficou na cadeia por um ano e dois meses.





Quase trinta e nove anos depois de conhecer os principais centros de repressão de São Paulo, o deputado estadual tem motivos para comemorar: na última quarta-feira (14/12), a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou a criação da Comissão da Verdade paulista, projeto de sua autoria.



O objetivo é investigar crimes de violação de direitos humanos cometidos no estado de São Paulo durante a ditadura. “Efetivar o direito à memória e à verdade histórica e promover a consolidação do Estado de Direito Democrático, em relação às graves violações de direitos humanos ocorridas no território do estado de São Paulo ou praticadas por agentes públicos estaduais”, conforme consta no texto.



Em entrevista ao Última Instância, o deputado explicou como funcionará o órgão e e diz acreditar que a Comissão paulista, planejada para trabalhar em coordenação com a Comissão Nacional da Verdade, pode contribuir para que a tortura deixe de existir no Brasil, para a “construção de um futuro sem a cultura de violência e abusos aos Direitos Humanos”.



“Vamos conseguir apurar os casos graves de violações de direitos humanos”, afirmou, confiante.



O que é a Comissão



A criação do órgão não depende da sanção do governador do estado, Geraldo Alckmin, para ter validade legal, e o início de seu funcionamento está previsto para fevereiro, quando os parlamentares retomam suas atividades após o recesso.



Os mecanismos empregados para investigação estarão baseados, principalmente, nos depoimentos de vítimas e de familiares de vítimas, além de consulta e busca por documentos do período e perícia nos locais onde os crimes foram cometidos.



Uma das principais diferenças entre as duas comissões é o período de investigação: a nacional abrange de 1946 a 1985; a paulista vai de 1964 a 1982. Outra diferença está na composição das comissões. Em São Paulo, os cinco membros serão escolhidos entre os deputados por meio de acordos partidários e após aprovação do presidente da Casa, Barros Munhoz (PSDB). No caso nacional, os sete integrantes devem ser escolhidos pela presidente entre pessoas que conheçam o tema, situadas fora do Congresso. Não poderão estar diretamente envolvidas com os fatos investigados, como vítimas de torturas, familiares de desaparecidos e militares.



Veja a íntegra da entrevista com Adriano Diogo:



Última Instância — A Comissão Nacional da Verdade vai conseguir realizar um trabalho eficiente, tendo em vista que ela pode operar por dois anos apenas?

Adriano Diogo — É evidente que não se pode contar 20 anos de história em dois anos, mas é um começo. Imagine se outras assembleias legislativas, câmaras municipais, universidades, centros acadêmicos, sindicatos começarem a trabalhar com preservação da história. Já se passaram tantos anos, e daqui a pouco não vai haver ninguém para contar essa história. É preciso ter essa justiça de transmissão.

Meu trabalho agora é entrar em contato com esses locais, com vereadores para incentivar a criação de comissões da verdade locais. Nem que seja para avaliar um caso: a Comissão da Verdade de um caso só.



Última Instância — A Comissão paulista prevê investigações em locais onde crimes de violações de direitos humanos foram cometidos? Por exemplo: locais onde ex-prisioneiros do regime militar afirmam terem sido torturados, ou lugares onde familiares de desaparecidos suspeitam que estejam os restos dos corpos dos prisioneiros.

Adriano Diogo — Sim! Será o primeiro assunto a ser tocado. Primeiro, as ossadas de Perus, a vala de Vila Formosa, o sítio da repressão de Parelheiros, o que aconteceu no hospital psiquiátrico do Juqueri no período da ditadura. Vamos dar prioridade a isso. E o segundo tópico será trazer os familiares dos mortos para formalizar os depoimentos.

Uma questão, por exemplo: quem matou Rubens Paiva? O que aconteceu com o corpo dele? Em que circunstâncias esses crimes foram cometidos?



Última Instância — No local onde funcionou o Dops, um dos símbolos da repressão em São Paulo, há atualmente um museu que passou por muitas mudanças. Como o senhor avalia as alterações que foram feitas no espaço? Como nas celas, por exemplo, que foram reformadas.

Adriano Diogo — É, de fato foram coisas graves que ocorreram. Mas o importante é que há lá [no antigo DOPS] um museu da resistência. Pior é o prédio da Oban, onde hoje funciona uma delegacia. E a Auditoria Militar do Rio de Janeiro [local por onde a presidente Dilma Rousseff passou quando foi presa pelos militares], que é um prédio abandonado, você não pode nem entrar para visitar. E pior que isso são os arquivos secretos.



Última Instância — O senhor foi um dos prisioneiros do regime militar. Hoje, já teve acesso aos seus documentos de “subversivo”?

Adriano Diogo — Não. Até hoje eles estão bloqueados.



Última Instância — Que tipo de resistência às investigações o senhor espera encontrar dentro de entidades públicas?

Adriano Diogo — Eu espero muita resistência. Mas é a dinâmica da política. A Comissão Nacional foi um dos fatos mais importantes que aconteceram nos últimos tempos, mas nos parece muito distante. Então uma comissão local parece uma coisa mais concreta, mais próxima. Imagine se dez assembleias legislativas formarem suas comissões da verdade. Imagine nos centros acadêmicos, nos centros de estudo de psicologia, por exemplo, estudar como a psicologia foi usada na tortura.

Foi assim que aconteceu na Argentina. Os crimes começaram a ser investigados, as circunstâncias esclarecidas, até que o fim da lei da anistia.



Última Instância — O seu projeto encontrou resistência na Assembleia Legislativa?

Adriano Diogo — Há uma resistência natural da nossa sociedade. O importante é que o projeto foi aprovado. Embora tenham se passados muitos anos, as forças da repressão ainda são muito ativas. [Por isso] o Brasil não esclareceu até hoje muitos episódios de sua história. A história da anexação do Acre, os crimes da Guerra do Paraguai, o fim da escravidão, mesmo sobre Canudos, pouco se sabe.

Eu acho que as pessoas têm receio de mexer nessa ferida. Tem gente que acha que se mexer nisso as pessoas vão se organizar. Alguns familiares ainda têm medo de falar disso.

Vou te falar uma frase que uma pessoa me falou, é uma frase gozada, mas que sintetiza meu pensamento: “Olha, Adriano, com a ideia do fim do mundo eu já me acostumei. Mas o fim do capitalismo está me tirando o sono”. Entendeu? É um assunto que assusta as pessoas.



Última Instância — Existe esse medo em todo o governo?

Adriano Diogo.Não em todo o governo. A Dilma, você deve ter visto as fotos do interrogatório dela que foram divulgadas na semana passada. Ela é uma mulher de muita coragem. Por outro lado, o ex-ministro da Defesa [Nelson Jobim] era um homem com muitas ligações com esse setor da repressão.



Última Instância — Qual é sua avaliação diante da lei de anistia?

Adriano Diogo — Olha, isso eu não posso provocar. Essa anistia está claro que só veio para beneficiar os repressores. Para os que foram presos, perseguidos, foi cadeia, exílio, tortura, desemprego.



Última Instância — Se a legislação brasileira impede que ex-agentes da repressão sejam condenados, qual é, em sua opinião, a importância de fazer um trabalho que pode ficar apenas no esclarecimento?

Adriano Diogo — Um dos homens mais sangrentos do regime no estado de São Paulo foi Erasmo Dias. Ele já morreu [em janeiro de 2010]. E mesmo que ele tenha morrido, não é importante saber o que ele fez, quem ele foi?

Erasmo Dias foi um militar, secretário de Segurança Pública de São Paulo (1974-1978), vereador de São Paulo, deputado estadual e federal.

Não são os tribunais que julgam ou condenam. A história é que faz justiça. E a história do Brasil nunca foi contada. Ou pelo menos sempre foi contada sob a ótica dos poderosos. Nunca da ótica dos oprimidos. A história da escravidão foi contada sob a ótima da Igreja Católica. A história dos indígenas foi contada sob a ótica dos portugueses, espanhóis, da Igreja Católica.

Saber da história da ditadura pode fazer com que o Brasil não passe por um período sangrento como o da ditadura. E muitas barbaridade que continuaram sendo cometidas depois. Isso pode ser o estancamento dessa ferida.



Última Instância — O senhor foi preso e torturado durante a ditadura. Depois de sair da prisão, já teve contato com algum de seus torturadores?

Adriano Diogo — Já. Tem um deles que me fere há trinta anos. Inclusive ele frequentava a Assembleia (Legislativa do Estado de São Paulo) até pouco tempo atrás.



Última Instância — E ele te reconheceu?

Adriano Diogo — Sim, ele me perseguia. Ele foi citado pelo Cabo Anselmo [José Anselmo dos Santos] no [programa] Roda Viva [da TV Cultura] .



Última Instância — Está vivo?

Adriano Diogo — Claro, ele está vivo.



.Montadora instala fábrica de motores na Bahia


Enviado por luisnassif, ter, 20/12/2011 - 10:07

De O Estado de S. Paulo



Ford terá fábrica de motores na Bahia

Unidade, que receberá R$ 400 milhões, será a segunda da montadora no Estado

Cleide Silva, de O Estado de S. Paulo





Wilson Pedrosa/AE A Ford produz atualmente na unidade de Camaçari, na Bahia, o utilitário esportivo EcoSport (foto) e o compacto Fiesta

i construir uma segunda fábrica na Bahia, desta vez para a produção de motores. O prédio será instalado no complexo industrial de Camaçari, próximo à linha de montagem dos modelos Fiesta e EcoSport, e terá capacidade para 210 mil unidades ao ano. O investimento que será anunciado nesta terça-feira, 20, ao governador Jaques Wagner na cerimônia da instalação da pedra fundamental é de R$ 400 milhões



O novo projeto está inserido no plano de R$ 4,5 bilhões que o grupo vai aplicar no Brasil até 2015. Será a primeira fábrica de motores automotivos no Nordeste. A Ford também foi a primeira montadora a ter linha de produção na região, há dez anos.



Recentemente, a chinesa JAC Motors informou que também fará uma fábrica em Camaçari, vizinha à Ford. A Fiat escolheu Pernambuco para sua segunda unidade no País. A expectativa dos governos locais é de atrair outros projetos do setor para a região, que vem registrando forte crescimento econômico nos últimos anos.



A Ford mantém sigilo sobre o motor que será fabricado na Bahia, mas adianta tratar-se de um produto global, "que traz avanços do ponto de vista do meio ambiente e eficiência energética", diz o diretor de assuntos corporativos da Ford América do Sul, Rogelio Golfarb.



É provável que seja uma família de motores com a tecnologia chamada pela matriz do grupo de EcoBoost, que chega à Europa no início de 2012. O motor poderá equipar o novo compacto que a marca fará em São Bernardo do Campo (SP) até 2015. O investimento para esse automóvel global, de R$ 800 milhões, foi anunciado na semana passada.



Sem dar detalhes, Golfarb informa tratar-se de um propulsor mais leve que os atuais e com agressiva relação peso e potência. "Esse motor vai fazer uma grande diferença para nós do ponto de vista competitivo", diz.



A Ford já tem uma unidade de motores, item considerado o coração do automóvel, em Tatuí (SP). Essa filial terá a capacidade produtiva ampliada de 250 mil para 500 mil unidades nos próximos cinco anos, com investimentos de R$ 500 milhões.



Outras montadoras que estão construindo fábricas de motores no Brasil são a General Motors, em Florianópolis (SC), e a Mitsubishi, em Catalão (GO). O complexo que a Fiat terá em Goiana (PE) também contemplará a produção de motores.



Segundo Golfarb, a nova linha em Camaçari vai ampliar o índice de componentes locais nos carros da marca. Hoje, os modelos Fiesta e EcoSport, produzidos na Bahia, têm 60% de conteúdo adquirido na própria região, levando-se em conta o valor do veículo.



Ele lembra que muitos consultores apostavam que a fábrica baiana apenas faria a montagem das peças que viriam de outros Estados ou consideravam a operação inviável. "Nós sentimos orgulho por termos sido pioneiros e por termos criado uma tendência hoje seguida por outras companhias."



Carro global. Segundo Marcos de Oliveira, presidente da Ford Brasil e Mercosul, o novo projeto representa mais um passo na estratégia do grupo de ter 100% de sua linha de veículos no Brasil formada por produtos globais.



Um dos frutos dessa estratégia, o novo EcoSport, foi totalmente desenvolvido no centro de engenharia que a Ford mantém na Bahia. O utilitário-esportivo será produzido em mais quatro países - sendo um deles a Índia, onde o veículo será apresentado no Salão do Automóvel de Nova Délhi em janeiro.



Paralelamente, a Ford do Brasil fará um evento em Brasília no dia 4 de janeiro para mostrar o novo EcoSport, mas o lançamento no mercado nacional está previsto para o segundo semestre de 2012. A companhia, contudo, trabalha para antecipar sua chegada às lojas.



Golfarb ressalta que a Ford está consciente do ambiente competitivo brasileiro, com a chegada de novas fabricantes, e que "não ficará parada". De janeiro a novembro, a Ford vendeu 286,7 mil veículos no País, garantindo uma participação de 9,25% das vendas totais, fatia que era de 10,5% há um ano.




.A crise de moradia em Londres


Enviado por luisnassif, ter, 20/12/2011 - 10:31

Por wilson yoshio.blogspot

Do Terra



Londres: crise de moradia faz brasileiro dividir casa com até 10





Mellinger: o jeito é dividir a moradia com até outras dez pessoas



Foto: Ulisses Neto/Especial para o Terra



Ulisses Neto

Direto de Londres



Em meio a uma crise financeira que se agrava, os britânicos já consideram o período entre 2006 e 2016 como a 'década perdida'. Especialistas e até mesmo políticos locais não esperam uma recuperação significativa da economia no futuro próximo. Pelo contrário. As projeções indicam que a situação do Reino Unido deve se agravar nos próximos trimestres, e chegar ao fundo do poço em 2013.



p>E isso levando em conta o cenário menos pessimista, considerando que os países que adotaram o euro vão conseguir encontrar uma solução para salvar a moeda única. Mesmo sem fazer parte deste grupo, a Grã-Bretanha também se vê em situação delicada diante dos efeitos de uma eventual falência da chamada zona do euro.



"Estamos ficando sem superlativos para descrever o quanto essa situação é inédita", afirma Paul Johnson, diretor do IFS. "Certamente, não houve um período igual a esse no Reino Unido nos últimos 60 anos. Nossos dados sugerem que as famílias que ocupam a faixa média de rendimento vão ficar mais de dez anos anos sem nenhum crescimento real em seu padrão de vida".



Um dos maiores efeitos da crise econômica está sendo observado no setor imobiliário. O mercado de compra e venda na Inglaterra está paralisado nos últimos trimestres e os preços dos imóveis já acumulam depreciação de 3,2% só em 2011, segundo a Land Registry, autarquia responsável pelos registros imobiliários na região.



Até mesmo Londres, considerada o centro financeiro da Europa, tem sofrido com a estagnação dos negócios. Os preços das residências na cidade caíram 1,6% em outubro. Ainda assim, continuam extremamente elevados para o padrão de renda atual. Hoje, o valor médio de um imóvel em Londres é de 340 mil libras (cerca de R$ 950 mil), também de acordo com a Land Registry. A cifra praticamente inviabiliza novos negócios, considerando que os bancos britânicos passaram a ter análise de crédito muito mais rigorosa depois da crise de 2008. Além disso, as instituições financeiras começaram a exigir entrada de até 30% do valor da transação, algo que não ocorria há alguns anos.



Sem dinheiro nem financiamento para comprar, mais e mais moradores de Londres recorrem à locação. O resultado é uma pressão significativa neste mercado, que também vive a sua crise, só que de oferta. Com a demanda em alta, os donos de imóveis para alugar subiram os preços e passaram a fazer exigências pouco comuns aos seus futuros inquilinos, como inúmeras referências, nível universitário e até análise do currículo profissional. Na média, cinco pessoas chegam a disputar o mesmo imóvel para alugar na capital britânica. Os preços variam drasticamente de acordo com a região. Mas, mesmo nas áreas mais baratas, é difícil encontrar apartamentos de 1 dormitório por menos de 200 libras (cerca de R$ 560) por semana. Nos bairros mais centrais, esse valor chega até a quadruplicar.



R$ 2.700 por mês



A pesquisadora brasileira Elaine Canal viveu o drama de encontrar um apartamento para morar em Londres há poucas semanas. A doutoranda viveu em Madri durante seis anos e decidiu se mudar para a Inglaterra em setembro, depois que a situação econômica na Espanha também se agravou.



"Lá (em Madri) está muito ruim, terrível para todo mundo. Tanto para espanhóis, quanto para imigrantes", conta. "Decidi me mudar para Londres com a minha família por uma série de razões, além é claro, da crise. Acho que aqui será melhor para continuar meus estudos e também para que o meu filho tenha a oportunidade de aprimorar o inglês", diz a brasileira de Vitória, capital do Espírito Santo.



Elaine ficou um mês procurando apartamento. "Me dediquei exclusivamente para isso durante mais de quatro semanas e já estava quase desistindo de pesquisar. Os preços aqui são muito mais altos que na Espanha e os imóveis bem menores. Além disso, as imobiliárias fazem várias exigências e muitas não aceitaram o fato de ter uma criança em casa, sendo que o meu filho tem 13 anos", diz. Depois de muita negociação, a brasileira conseguiu um imóvel na região de Islington.



"A localização é ótima, a escola do bairro é excelente, estou bem perto do centro. O problema é que pago 975 libras por mês (cerca de R$ 2.700) em um studio minúsculo para morar com o meu filho e meu marido. Isso é muito mais do que eu poderia pagar, além de ser o dobro do meu antigo aluguel na Espanha", afirma a pesquisadora, que se viu sem alternativa senão optar pelo imóvel sem dormitórios.



No entanto, o caso de Elaine ainda é uma exceção. A maioria dos brasileiros que moram em Londres não tem condições de alugar um imóvel por conta própria. "A solução para grande parte da comunidade continua sendo dividir a casa com bastante gente. Alugar um quarto custa cerca de 80 libras por semana, com tudo incluído. Muito mais barato que um apartamento", explica Carlos Mellinger, presidente da Casa do Brasil, entidade que auxília imigrantes brasileiros no Reino Unido.



"Os brasileiros que planejavam alugar um apartamento estão desistindo porque nem mesmo os ingleses conseguem fazer isso em Londres atualmente. O jeito é dividir a moradia com até outras dez pessoas", afirma.



Segundo Mellinger, mesmo com a crise financeira e o bom momento no Brasil, o número de imigrantes na Inglaterra não para de crescer. "Só em Londres, acredito que já sejam mais de 260 mil brasileiros, embora não existam dados oficiais para comprovar isso. O que aconteceu é que muitos que estavam na Itália, Espanha, Portugal e Irlanda, países ainda mais afetados pela crise, decidiram mudar para cá em busca de novas oportunidades".



E, apesar do desemprego crescente, a mão de obra não qualificada ainda tem espaço no mercado britânico. "O brasileiro que chega aqui consegue emprego no mesmo dia, se quiser. O salário não mudou muito, varia entre seis e oito libras por hora", conta o especialista em imigração. Com essa renda, é difícil conseguir levar uma vida confortável em Londres. E enviar dinheiro de volta para casa também ficou ainda mais complicado, com a desvalorização do câmbio. "Em 2006, uma libra valia mais de cinco reais. Hoje, não passa de 2,80. O resultado é que os imigrantes têm que trabalhar mais e adiam o retorno para o Brasil em alguns anos".



A vida em Londres



Aluguel de 1 dormitório: menor preço 175 libras (Barnet) - maior preço 893 libras (Westminster) por semana

Passagem de ônibus: 1,30 libra

Litro da gasolina: 1,34 libra

Preço de um carro popular 0 km: a partir de 8.995,00 libras

Salário mínimo: 6,08 libras por hora